Categoria: Governo

  • Escolas municipais iniciam gincana ecológica em alusão à Semana de Incentivo à Reciclagem de Canoas

    Escolas municipais iniciam gincana ecológica em alusão à Semana de Incentivo à Reciclagem de Canoas

    Nesta segunda-feira (15), 40 escolas municipais de Canoas iniciaram a Gincana Ecológica. O objetivo é incentivar os estudantes a praticarem a reciclagem, levando resíduos como tampinhas, latas e garrafas PET para as instituições. O lançamento da atividade ocorreu na EMEF Jacob Longoni e marcou a abertura da Semana Municipal de Incentivo à Reciclagem.

    A comunidade escolar pode participar levando os resíduos para as escolas até a quinta-feira (18). A coleta será realizada pelas cooperativas de reciclagem, que também ficarão responsáveis por dar a destinação correta aos materiais. Ao final da ação, a escola que tiver a maior quantidade de material reciclado sairá vencedora e receberá um troféu de participação.

    “Todas as escolas que estão participando desta atividade já se preocupam com o meio ambiente e destacam a importância de reaproveitar os materiais que antes iriam para as lixeiras. Estamos contando com a participação de toda a comunidade escolar, para que possamos reforçar o trabalho de conscientização ambiental com as nossas crianças”, destaca a secretária municipal da Educação, Beth Colombo.

    Para Geovanna Santos, 10 anos, aluna do 5º ano, além de ajudar o meio ambiente, o foco é vencer a gincana. “Há muitos anos já fazemos aqui uma campanha com o recolhimento de tampinhas e outros materiais. Os professores sempre falam para a gente sobre a importância de reciclar e cuidar do meio ambiente. E este ano está melhor porque queremos ganhar a gincana, já falei para trazermos tudo de reciclável que tivermos em casa”, contou.

    O secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Caron, reforçou a importância do trabalho de educação ambiental nas escolas. “É muito bacana ver o engajamento de todas essas crianças com a pauta da reciclagem. Fazermos esse trabalho de conscientização com os mais jovens é muito importante. Podem ter certeza que esse trabalho vai ser fundamental para o futuro dos estudantes e do nosso planeta”, completou.

    PMC

  • Kaká D’Ávila não usou a verba de gabinete desde que tomou posse na Assembleia

    Kaká D’Ávila não usou a verba de gabinete desde que tomou posse na Assembleia

    Nos últimos três meses, o deputado Kaká D’Ávila (PSDB) não utilizou o total de R$ 56.005,83 que teria direito como verba para custeio de seu gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa. Ele foi o único deputado estadual a não utilizar esse recurso na integridade. Kaká poderia ter usado, por mês, R$ 18.668,61 para materiais de escritório, impressos, entre outros gastos administrativos.

    “Como esse valor não pode ser gasto com a população diretamente, mas somente com o gabinete, não vejo sentido em utilizá-lo. Acredito que as despesas de gabinete podem sair da remuneração do parlamentar. Os valores correspondentes a essa verba deveriam retornar aos cofres públicos para serem gastos com prioridades que realmente necessitam de aporte financeiro”, defendeu Kaká.

    Durante sua passagem pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o parlamentar não utilizou a verba de gabinete. “Fui eleito vereador em 2020, atuei no Legislativo municipal entre janeiro de 2021 e janeiro de 2023, deixando de utilizar R$ 454.365,62. Tinha direito de uso, mas não utilizei nenhum real do total da verba destinada a mim”, lembrou.

    Recentemente, Kaká sugeriu por meio de projeto de lei dar outra destinação a verba não utilizada pelos deputados. A ideia é criar um programa de renda extra, a partir da parceria entre Estado e municípios, para contratação temporária com objetivo de realizar serviços urbanos. O valor pago a esses trabalhadores temporários sairia da verba não utilizada, ou economizada, pelos gabinetes dos parlamentares.

  • Prefeitura efetua novos repasses de recursos ao Hospital Nossa Senhora das Graças e Fundação Municipal de Saúde nesta quarta-feira

    Prefeitura efetua novos repasses de recursos ao Hospital Nossa Senhora das Graças e Fundação Municipal de Saúde nesta quarta-feira

    A Prefeitura de Canoas informa que efetuará nesta quarta-feira (10) o repasse de recursos para o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e a Fundação Municipal de Saúde (FMSC). Os valores possibilitarão a regularização dos salários de profissionais das duas instituições.

    Será destinado R$ 1 milhão para o HNSG. Para a FMSC, o valor será de R$ 1,5 milhão, para pagamento dos servidores com curso superior. Na última sexta-feira (5), a entidade já havia efetuado o pagamento dos salários dos profissionais de nível fundamental e médio.

    Desde a semana passada, o Hospital de Pronto Socorro (HPSC) e o Hospital Universitário (HU) receberam cerca de R$ 5 milhões; o Graças, em torno de R$ 1,8 milhão. Já a FMSC, recebeu o repasse de R$ 2,5 milhões.

    A Prefeitura está realizando todos os esforços para buscar o reequilíbrio financeiro e regularizar os repasses na área da saúde. A crise financeira do município, que acumulou uma dívida de R$ 169 milhões no último ano, impede, porém, a regularização de todas as pendências financeiras neste momento.

    A Administração Municipal já trabalha em programas de recuperação fiscal, como o Recupera Canoas, que busca aumentar a receita municipal por meio do refinanciamento e renegociação de dívidas junto ao município, e o Economizar para Melhor Servir, voltado à redução das despesas da máquina pública.

  • Organização Mundial da Saúde declara o fim da pandemia de Covid-19

    Organização Mundial da Saúde declara o fim da pandemia de Covid-19

    A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou encerrada, nesta sexta-feira (5), a pandemia de Covid-19. A chamada ESPII (Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional) estava em vigor desde 30 de janeiro de 2020.

    Neste período, o mundo registrou 765 milhões de casos e 6,92 milhões de mortes. As primeiras variantes do vírus Sars-CoV-2 (Alfa, Gama e Delta) provocaram ondas com altos números de óbitos em diversos países, incluindo o Brasil.

    Com o surgimento e aplicação das vacinas, o aparecimento da variante Ômicron, no fim de 2021, elevou o número de casos a patamares inéditos, mas sem impactar significativamente em hospitalizações e mortes em locais onde a cobertura vacinal estava boa.

    Em pronunciamento ontem, ao abrir a reunião de especialistas que decidiriam sobre a continuidade ou não da pandemia, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já havia sinalizado a necessidade de “virar a página”.

    “Por mais de um ano, a pandemia está em tendência de queda, com a imunidade da população aumentando devido à vacinação e infecção. A diminuição da mortalidade e a pressão sobre os sistemas de saúde nesta tendência permitiram que a maioria dos países voltasse à vida como a conhecíamos antes da Covid-19”, afirmou Tedros nesta sexta-feira. 

    O chefe da OMS ressaltou, todavia, que “isso não significa que a Covid-19 acabou como uma ameaça à saúde global”.

    Ele ressaltou que mortes continuam ocorrendo no mundo, razão pela qual decidiu usar uma disposição do Regulamento Sanitário Internacional nunca utilizada antes, “para desenvolver recomendações permanentes de longo prazo para os países sobre como gerenciar a Covid-19 de forma contínua”.

    R7

  • Governo lança consulta pública para a futura concessão dos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo

    Governo lança consulta pública para a futura concessão dos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo

    Aeroporto Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo (Arquivo/Divulgação)

    O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (3/5), a consulta pública para a futura concessão à iniciativa privada dos aeroportos regionais Lauro Kortz, em Passo Fundo, e Sepé Tiajaru, em Santo Ângelo. A medida, que foi publicada no Diário Oficial, tem por objetivo colher sugestões, opiniões e críticas da população e entidades sobre o tema.   

    O canal para envio das contribuições é o email consultaaeroportos@separ.rs.gov.br, da Secretaria de Parcerias e Concessões (Separ), pasta responsável pela modelagem da parceria público-privada. O período da consulta pública vai até 9 de junho. Audiências presencias nas duas cidades também serão realizadas, em datas a serem definidas.   

    O titular da Separ, Pedro Capeluppi, esteve nos municípios em março para apresentar o projeto e tratar da consulta pública. Conforme o secretário, a ideia do governo é promover mais investimentos nos aeroportos, melhorando o serviço prestado para os passageiros e gerando mais desenvolvimento para as regiões.

    Capeluppi também ressalta que a consulta é uma fase prévia ao lançamento do edital da concessão, e tem o objetivo de aperfeiçoar o projeto com base nas sugestões e preocupações da população. “Essa etapa de escuta é fundamental para a elaboração do edital. Esperamos que o número de passageiros dobre ao longo dos 30 anos da concessão. Os investimentos privados vão transformar os municípios em locais de negócios para as regiões, alavancando o desenvolvimento econômico e melhorando a experiência dos usuários”, explica o secretário.  

    Modelo da parceria

    O projeto prevê que os aeroportos sejam administrados pela iniciativa privada por 30 anos, com investimentos de R$ 85,4 milhões. É um modelo já consagrado e utilizado em PPPs de infraestrutura de aeroportos realizadas pelo governo federal. A empresa vencedora da licitação será responsável pela exploração, manutenção e expansão dos dois locais. Depois da etapa da consulta pública, o próximo passo será a publicação do edital, com previsão para o primeiro semestre deste ano. 

    Outras informações sobre a consulta pública podem ser obtidas em parcerias.rs.gov.br

  • Fort Atacadista inaugura loja em Canoas

    Fort Atacadista inaugura loja em Canoas

    Na manhã desta quarta-feira (03), foi inaugurado, em Canoas, o primeiro mercado do segmento atacarejo do Grupo Pereira, no Rio Grande do Sul. A loja Fort Atacadista já está disponível aos canoenses e conta com uma área de venda de 5,3 mil metros quadrados.

    O investimento na unidade de Canoas foi de R$ 100 milhões, com a criação de 340 empregos diretos e 440 indiretos. Na abertura, o prefeito Jairo Jorge destacou a satisfação de Canoas receber o primeiro investimento de operação do Grupo Pereira no Estado. “Sejam bem-vindos a Canoas, hoje é um dia especial para todos nós. Também quero lembrar que o Banco de Oportunidades da Prefeitura foi parceiro na seleção dos trabalhadores”, afirmou.

    O dia foi de colocar em prática o treinamento que a operadora de caixa Vanessa Vieira recebeu durante o último mês. A moradora do bairro Olaria foi uma das 360 pessoas contratadas pelo empreendimento. “Chega a dar um frio na barriga, ver tanta gente e saber que eu consegui um emprego de carteira assinada. Fazia muito tempo que eu só fazia serviços temporários e sem vínculos. Agora é recomeçar”, revelou.

    A loja

    O primeiro Fort Atacadista fica na avenida Farroupilha, 4803, ao lado ParkShopping Canoas. O horário de funcionamento da loja será de segunda a sábado, das 7h às 22h, e domingos e feriados, das 7h às 21h. Os interessados em se candidatar a uma vaga de emprego devem fazer o cadastro na sede da própria loja ou se inscrever no link https://grupopereira.pandape.infojobs.com.br.

  • Governo Leite agora passa chapéu e requisita R$ 600 milhões da ALRS, TJ e MP

    Governo Leite agora passa chapéu e requisita R$ 600 milhões da ALRS, TJ e MP

    Foi à votação na Assembleia Legislativa do RS, nesta terça-feira(02), o Projeto de Resolução nº 4/2023, da Mesa Diretora, que autoriza a transferência R$ 247 milhões do Fundo de Reaparelhamento da Assembleia Legislativa para o Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul. 

    Já no espaço da liderança, o deputado Rodrigo Lorenzoni foi à tribuna para falar sobre essa transferência de recursos, que é mais uma manobra do governo Eduardo Leite, que dizia ter saneado as finanças do Rio Grande do Sul, apresentou contas superavitárias e alardeava que o Estado tinha virado a página de uma situação difícil para uma nova e promissora realidade. 

    Também antes da votação, o deputado Rodrigo, que é líder da bancada do PL, reiterou que o partido votaria favoravelmente ao PR “porque precisamos enfrentar as dificuldades do Estado e defender os interesses dos gaúchos e do RS”. Mas que o fato do governador esconder a real situação financeira do Estado não tem justificativa e é a mesma coisa que governos anteriores fizeram ao sacar os depósitos judiciais. “Essa Casa precisa se questionar: nós aprovamos no final do ano passado, projeto de reestruturação das carreiras e dos cargos de chefia, que aumentou consideravelmente os salários das chefias. O aumento era justo e correto, mas fomos induzidos ao erro de forma desleal, porque o governo garantiu que as contas estavam em dia. Temos um problema sério de gestão no RS, que está comprometendo as finanças. O governo teve que passar o chapéu para esconder sua incompetência”, denunciou Rodrigo. 

    O projeto de Resolução foi aprovado por unanimidade. Com os fundos da ALRS, Tribunal de Justiça e Ministério Público, entrarão nos cofres do governo mais de R$ 600 milhões.

  • Kaká D’Ávila propõe a criação de frentes de trabalho para minimizar o desemprego no RS

    Kaká D’Ávila propõe a criação de frentes de trabalho para minimizar o desemprego no RS

    Recentemente, o deputado estadual Kaká D’Ávila (PSDB) protocolou, na Assembleia Legislativa, projeto de lei que atende as necessidades dos municípios e da grande quantidade de pessoas desempregadas no Rio Grande do Sul. A proposta de Kaká visa instituir uma política pública a partir da união de esforços entre o governo do Estado e as prefeituras. O parlamentar quer criar o programa “RS Renda Extra”, iniciativa que pretende gerar frentes de trabalho temporário para serviços urbanos, com recursos já oriundos no orçamento público, para atender famílias de baixa renda e pessoas em situação de desemprego.

    Pela proposição, o Estado tomará a iniciativa na busca para firmar parcerias com as prefeituras, que se encarregaram de publicar editais por meio das secretarias responsáveis pelos serviços urbanos. O trabalhador em atividade nessas frentes receberá uma diária por seis horas no valor de R$ 200,00 e uma cesta básica mensal pela prestação de serviços ao município. As jornadas de trabalho serão desenvolvidas por rodízio a fim de contemplar o maior número de pessoas, ou seja, não necessariamente o trabalhador irá desenvolver as atividades todos os dias.

    Para Kaká, o desemprego, agravado no período de pandemia, está exigindo ações mais efetivas por parte do poder público para minimizar o drama social estabelecido. “Projetos como esses podem ajudar a reverter ou minimizar essa situação, resgatando a dignidade de pessoas que perderam seus empregos e tiveram aumentadas as dificuldades em suas famílias”, defendeu. A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.

  • Carreiras policiais do Rio Grande do Sul atraem profissionais de outros estados

    Carreiras policiais do Rio Grande do Sul atraem profissionais de outros estados

    PIRATINI

    Os novos delegados e policiais militares do Rio Grande do Sul são originários de diversas regiões do Brasil. Dos cerca de 700 profissionais que ingressaram, nesta semana, nas forças de segurança do Estado, quase 200 vieram de outros lugares do país. São pernambucanos, brasilienses, paulistas, mineiros e goianos, por exemplo, que foram aprovados em concursos e chegam para somar esforços e agregar conhecimento à segurança pública, evidenciando que as carreiras públicas gaúchas estão cada vez mais atrativas.

    Na Polícia Civil e na Brigada Militar, cinco turmas se formaram na quarta (19/4) e quinta-feira (20/4). Entre os 26 novos delegados, 12 são oriundos de outras unidades da federação, o que corresponde a quase metade (46,2%) do grupo. Entre os brigadianos, dos 675 concludentes, 177 são de fora, o que representa mais de um quarto (26,2%).

    A leva mais recente de delegados conta com representantes de Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. São 20 homens e seis mulheres entre 28 e 45 anos de idade. Esses profissionais assumirão postos de comando em delegacias de polícia, executando tarefas como a condução de inquéritos policiais.

    Na cerimônia de formatura deles, na quarta-feira (19/4), a diretora-geral da Academia de Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Acadepol), delegada Elisângela Melo Riguelin, destacou a competência e experiência dos novos servidores. “Metade da turma é oriunda de outros estados da federação, todos com pelo menos três anos de experiência jurídica ou policial. A maioria já é experimentada na área da segurança pública, em outras carreiras ou forças policiais do país. Esta é uma turma muito unida e preparada”, afirmou.

    Na Brigada Militar, houve quatro formaturas na quinta-feira (20/4), nos municípios de Montenegro, Osório, Porto Alegre e Santa Maria. Dos 675 militares que concluíram a formação, 587 são homens e 88, mulheres provenientes de 23 estados e do Distrito Federal. As unidades com mais representantes são Distrito Federal (21), Santa Catarina (19), Bahia (16), Pernambuco (14), Rio de Janeiro (12) e Ceará (12).

    Estado receptivo e acolhedor

    Diversos fatores motivaram esses profissionais a deixarem seus estados para iniciar uma nova trajetória no Rio Grande do Sul. Dentre as principais motivações apontadas, estão as excelentes remunerações oferecidas, o desenvolvimento e a qualidade de vida do Estado e a estrutura, solidez e respeitabilidade das polícias gaúchas.

    “O Rio Grande do Sul tem uma remuneração atrativa em comparação com outros lugares do Brasil e é um Estado onde o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]também é alto e a qualidade de vida tende a ser muito boa. Além disso, a Polícia Civil gaúcha é uma instituição reconhecida pela estrutura e pela força que tem no cenário nacional”, disse o recém-formado delegado Pedro Trajano, natural de Pernambuco, onde já foi policial civil, além de policial penal e diretor de uma penitenciária de segurança máxima na Paraíba.

    O sergipano Ericson Mota atuou por sete anos como agente de Polícia Civil em Sergipe, mas agora deixará a função para assumir o cargo de delegado no Rio Grande do Sul. “Foram vários os fatores que me motivaram a vir para cá. Eu prestei concursos para delegado de polícia em vários estados, inclusive mais próximos de Sergipe, mas o Rio Grande do Sul sempre me chamou atenção. Estamos chegando aqui para somar e para atuar em defesa da sociedade gaúcha”, afirmou.

    As novas autoridades policiais foram unânimes em destacar a receptividade do povo gaúcho. “A gente ouve muitas vezes histórias de que o pessoal do Rio Grande do Sul é mais fechado, mas eu tive uma surpresa muito boa com o povo gaúcho, que foi muito hospitaleiro. Fui muito abraçado aqui, muito bem recebido e bem tratado”, ressaltou Mota.

    Também nordestino, Ewerton de Melo deixou o Piauí, onde era policial civil, para exercer o cargo recém-assumido. “Espero desempenhar da melhor forma possível e com afinco, garra e disposição aquilo que fui preparado para fazer e o que venho sonhando há anos. Quero contribuir com a sociedade gaúcha, na área da persecução penal, e desempenhar da melhor forma possível a função de delegado de polícia”, disse.

    Natural de Salvador, na Bahia, o soldado João Ledo conta por que veio para o extremo sul do país. “Cheguei aqui em julho do ano passado. A influência familiar me fez vir. Meu pai foi militar, sempre estudei em escola militar e surgiu essa oportunidade no Rio Grande do Sul que eu abracei. Já fiz grandes amigos aqui, irmãos que quero levar para a vida toda. Quero me sentir cada vez mais em casa nesse Estado”, projetou.

    A soldado Laryssa Vieira veio do Distrito Federal para integrar a polícia militar gaúcha. “Eu já tinha o desejo de ingressar na carreira policial, e a Brigada Militar abriu as portas para eu conseguir concretizar esse objetivo. Tive uma recepção muito calorosa, ao contrário do que falam dos gaúchos. Espero exercer a minha profissão com muita honra, servindo com muito amor à farda e ao Estado do Rio Grande do Sul, que me acolheu com tanto carinho”, destacou.

  • Justiça autoriza demolição do Esqueletão de Porto Alegre

    Justiça autoriza demolição do Esqueletão de Porto Alegre

    Presente no cartão postal de Porto Alegre há decadas, o prédio Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, está com os dias contados. Nesta terça-feira, o juiz da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, Eugênio Couto Terra, determinou a demolição do edifício. A decisão atende um pedido do município de Porto Alegre e do Ministério Público do Estado feito no ano passado, após a finalização de um laudo sobre a estrutura do prédio.

    Foi autorizado que o município de Porto Alegre realize a demolição com o reconhecimento da possibilidade de ressarcimento dos custos da efetivação das intervenções com os proprietários do imóvel e suas frações ideais, na proporção correspondente a cada condômino.PUBLICIDADE 

    A decisão foi amparada neste laudo técnico sobre o diagnóstico do imóvel incluído nos autos do processo em agosto de 2022.  “Diante do exposto no laudo, tem-se que os elementos estruturais do imóvel se encontram comprometidos por fissuras, desplacamentos e corrosões; contexto o qual pode ter como consequência a ruptura dos elementos estruturantes do prédio, visto o esgotamento da vida útil do projeto e o atingimento de patamar crítico”, pontuou o Juiz.

    Segundo o laudo da Ufrgs, 61% da estrutura de concreto armado do Esqueletão, que tem 19 andares, já atingiu o tempo de vida útil de projeto, e 6,7% do total encontra-se com vida útil no fim, caracterizando falha de desempenho, sob o ponto de vista da corrosão. Isso significa que há risco de colapso parcial e riscos à população, mesmo que o prédio continue desocupado. 

    Em sua decisão o magistrado ainda expôs que a situação no momento apresenta risco iminente de rupturas localizadas. “Seu estado tende a se agravar mês a mês, em velocidade crescente. O fator ocupação agrava mais a situação para os ocupantes e transeuntes, visto o acréscimo de carga e a probabilidade de um colapso global”, afirma. Além disso, o juiz destaca que o espaço já interditado e desocupado “a duras penas está sob constante ameaça de nova invasão, pondo por terra o todo já efetivado até então”. Ele reforçou que a edificação coloca em risco a vida das pessoas que transitam pelo local, bem como daqueles que eventualmente o utilizarem para comércio ou residência.

    Melo comemora decisão 

    Por meio das redes sociais, o prefeito Sebastião Melo comemorou a decisão da Justiça. “Conquistamos um grande avanço com a autorização do Judiciário para demolição do Esqueletão, no Centro Histórico. Finalmente a situação que se estende por décadas de descaso e perigo aos moradores terá um desfecho”. 

    A prefeitura ainda não detalhou como será feita a demolição do prédio. Em setembro do ano passado, Melo afirmou que não via um outro caminho envolvendo o Esqueletão de Porto Alegre a não ser a judicialização para o desmanche do edifício. 

    CORREIO DO POVO