Ranking internacional avalia as melhores instituições médicas de 28 países
O Hospital Moinhos de Vento é o terceiro melhor hospital do Brasil, de acordo com o ranking World ‘s Best Hospitals 2023, divulgado pela revista Newsweek. O levantamento foi realizado com cerca de 80 mil profissionais de mais de 300 hospitais de 28 países, além de questionários respondidos por pacientes e indicadores mundiais de qualidade. E é a quarta vez consecutiva que a instituição figura no estudo, realizado em parceria com a empresa Statista.
“Os investimentos constantes em nossos pilares estratégicos — medicina de ponta, pesquisa, ensino e inovação — são uma prioridade. Mas tudo isso não seria possível, sem o nosso principal ativo que são as pessoas. Temos um time altamente qualificado e de referência em atendimento médico-assistencial no país e no mundo, que são os grandes responsáveis por esses resultados. Isso comprova que estamos, efetivamente, redefinindo a saúde no Brasil”, comenta o CEO do Hospital Moinhos, Mohamed Parrini.
Em 2022, o Moinhos foi reconhecido em novos rankings da publicação, chamados de World’s Best Smart Hospitals in World’s Best Specialized Hospitals, respectivamente conquistou o segundo lugar nas áreas de Imagem e Telemedicina e reconhecimento nas especialidades de Cardiologia e Oncologia do hospital receberam destaque – ocupando o 11º e o 7º lugar, respectivamente. É a única instituição fora do eixo RJ-SP a ocupar essa colocação, que avalia mais de 300 hospitais em 28 países.
Após ser chancelada por deputados e deputadas de partidos de esquerda, centro e direita, a recriação da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres foi homologada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28). Ela será coordenada pelo deputado Adão Pretto Filho (PT), num processo de continuidade dos trabalhos do ex-deputado e seu irmão, Edegar Pretto, que liderou de 2011 a 2022 a iniciativa pioneira no país.“A retomada da Frente nesta legislatura é muito simbólica e importante. O objetivo central é darmos continuidade e luz à causa no parlamento. Queremos dialogar principalmente com os homens, porque na maioria das vezes a violência contra as mulheres é cometida por quem as conhece, como o namorado, o marido ou ex-companheiro. Então, é com eles que nós precisamos conversar para mudar essa sociedade, que infelizmente ainda é muito preconceituosa e machista”, afirma Adão Pretto.A homologação ocorreu durante reunião ordinária dos integrantes da Mesa, após o requerimento para a recriação da Frente ter alcançado as 19 assinaturas necessárias, envolvendo parlamentares do PT, PSol, PCdoB, PDT, PSD, PSDB, PP e Republicanos. A próxima etapa é a sua instalação, o que deve ocorrer nas próximas semanas.De acordo com o deputado, a ideia é fazer reuniões com frequência e chamar representantes dos poderes Executivo e Judiciário, além da sociedade civil organizada e dos movimentos sociais, para participarem e construírem coletivamente projetos de lei e campanhas de conscientização. Ele acrescenta que também serão convidados parlamentares de outros partidos e de diferentes pensamentos ideológicos, formando uma frente pluripartidária.“O problema da violência contra as mulheres e meninas será enfrentado de forma muito enérgica com as leis, mas também com a conscientização para um mundo de mais paz e igualdade. Estaremos com essa responsabilidade, mas sem tirar o protagonismo das mulheres, que têm uma luta centenária nessa causa. Queremos estar ao lado delas”, sinaliza.A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul foi a primeira a criar, ainda em 2011, a Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, inspirando Câmaras de Vereadores de várias regiões do estado, que lançaram as Frentes Parlamentares Municipais. Uma das suas principais campanhas é a do “Cartão Vermelho para a violência contra as mulheres”, que envolve clubes de futebol em ações de conscientização durante os jogos. Os dois principais parceiros são o Inter e o Grêmio. Também foram realizadas edições do Encontro Gaúcho de Homens e publicações do Relatório Lilás, que é uma referência para análise do fenômeno da violência de gênero no estado.Foto: Paulo Roberto
A Prefeitura de Canoas segue investindo no combate à violência através de várias frentes de atuação. Uma delas é o programa Canoas Cidade do Cuidado, que consiste em um sistema integrado de prevenção às violências e de acesso a direitos.
Para aperfeiçoar ainda mais o programa, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil (SMSPDC) apresentou para o prefeito em exercício, Dr. Nedy Marques, na tarde desta quinta-feira (23), novas medidas, como: criação de um sistema que integre ainda mais a base de dados das secretarias para uso de inteligência, abertura de um novo Centro de Acesso a Direitos (CAD) no bairro Rio Branco, entre outros. “Segurança não se faz apenas com policiamento nas ruas, mas também com inteligência e planejamento para prevenirmos o crime. Para isso, precisamos cuidar da população, oferecendo acolhimento, proteção e oportunidades para evitar que as nossas crianças e jovens ingressem no mundo do crime. Esse é o foco do nosso programa Canoas Cidade do Cuidado”, disse o prefeito.
Coordenado pela SMSPDC, o programa é um guarda-chuva para todas as iniciativas e serviços oferecidos por todas as secretarias do Município. “Dessa forma, queremos unir esforços de todas as secretarias que auxiliam os canoenses em vulnerabilidade social para realizarmos um trabalho mais eficiente em relação à prevenção ao crime, tendo como base o perfil das pessoas que são presas ou assassinadas no RS”, disse o secretário de Segurança Pública de Canoas, Cel. Marcelo Pitta
Perfil das mortes violentas
Com dados da Segurança Pública de Canoas e do RS, um perfil dos assassinados e dos presos do Estado foi traçado, constatando que mais de 54% dos assassinados são egressos do sistema prisional, 70% são evadidos do ensino médio e mais de 86% possuíam antecedentes criminais. “Percebemos que são pessoas que estão vulneráveis socialmente e que, em sua maioria, abandonaram a escola e os estudos, se aproximando do crime como forma de obter ganho financeiro”, destacou o secretário Pitta.
“Por isso a importância de termos um sistema interligado, para quando colocarmos o nome de um cidadão sabermos sua trajetória dentro dos serviços públicos de Canoas e auxiliarmos oferecendo tudo o que podemos, seja para a conclusão dos estudos, através do EJA, por exemplo, ou do acesso à cursos profissionalizantes, cestas básicas, entre outros. Tudo o que for possível para afastar a pessoa da marginalidade e do crime. Caso contrário, olhando as estatísticas, sabemos que o que restará serão dois caminhos: a prisão ou a morte, e é isso o que queremos evitar com o ‘Canoas cidade do cuidado’”, completou.
Mais ações estão previstas
A recomposição do Comitê Integrado de Prevenção, órgão estratégico de gestão intersetorial do programa, o lançamento de um hotsite com as informações do programa para a população e a criação da lei que institui o programa na cidade estão entre as ações propostas ao prefeito em exercício para aperfeiçoamento do programa.
Outra atividade importante, no eixo de capacitação dos serviços, acontecerá nos dias 24 e 30 de março, em atividade conjunta com a Secretaria Municipal de Educação (SME) para a qualificação dos protocolos de encaminhamento entre as Escolas Municipais, os Conselhos Tutelares e os Centros de Acesso a Direitos (CADs).
Perfil das mortes violentas no RS: 54,5% das mortes no RS são de regressos do sistema prisional; 70% do sistema carcerário são de evadidos do ensino médio; 75% dos jovens vitimados não concluíram ensino fundamental; 86,4% possuíam antecedentes criminais; e 65,6% tiveram o primeiro antecedente após perda do vínculo escolar.
Outros fatores de risco: – Violência intrafamiliar – Vulnerabilidade social
Número de mortes nas rodovias federais gaúchas diminuiu 60%.
PRF
Foram seis dias de ações intensas da Polícia Rodoviária Federal nas rodovias e estradas federais do Rio Grande do Sul durante a Operação Carnaval 2023. A ação iniciou na sexta-feira (17) e seguiu até a quarta-feira (22).
Os números registrados apontam para a garantia da mobilidade e da segurança dos usuários e a redução na violência no trânsito. Em relação à operação do ano passado, houve queda no número de acidentes, de feridos e de mortos.
O número de mortes nas rodovias apresentou uma redução de 60%, sendo 10 casos na Operação Carnaval 2022 e 04 na edição de 2023. A quantidade de acidentes… [18:24, 23/02/2023] +55 54 9972-6912: Balanço das rodovias federais da região
Não houve nenhuma morte nas rodovias atendidas pela Delegacia PRF com sede em Sarandi. Foram registrados um total de 7 acidentes, com 4 pessoas feridas. Em 2022, foram 13 acidentes, com 3 pessoas mortas e 15 pessoas feridas. As fiscalizações de trânsito registraram mais infrações que na operação do ano passado. Foram flagrados 40 casos de embriaguez ao volante, contra 22 em 2022. A falta do uso do cinto de segurança gerou 144 autuações, número próximo ao registrado em 2022 (149). As ultrapassagens indevidas aumentaram de 77 para 134, um percentual 74% maior. Foram fiscalizados um total de 1.402 veículos.
O Grupo Pereira, sétimo maior grupo supermercadista do país, está chegando ao mercado do Rio Grande do Sul e, para isso, está com 200 vagas de emprego para diversas áreas na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre (RS). As ofertas de emprego serão para atuação na primeira loja Fort Atacadista na cidade e no estado gaúcho, com inauguração prevista ainda para o primeiro semestre. Também serão oferecidas vagas para pessoas com deficiência (PCD).
A seletiva dos candidatos acontecerá dia 20 de fevereiro, no CTG Raízes da Tradição (Rua Eng. Kindler, 991 — Harmonia), das 9h às 16h, e no dia 23, no Sine (Rua Ipiranga, 140 — Centro), das 8h às 16h, ambos em Canoas. Para concorrer a uma vaga no Grupo Pereira é preciso comparecer com currículo impresso e documento de identidade — se levar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é necessário que seja a nova versão.
Entre as vagas disponíveis estão operador de caixa, repositor, auxiliar de prevenção, auxiliar de perecíveis, auxiliar de TI, técnico de manutenção, auxiliar de estacionamento, conferente, auxiliar administrativo de Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), cozinheira, auxiliar de cozinha, operador de empilhadeira e auxiliar de carga e descarga. É preciso ter Ensino Fundamental completo e Ensino Médio — dependendo da vaga — e não é necessário ter experiência prévia, isso porque o Grupo oferece treinamento a todos os colaboradores.
Nos dias de seletiva, os candidatos passarão por uma triagem e conversarão com o gestor responsável por cada área. Em três dias, receberão a resposta. A expectativa é que a contratação tenha início na primeira quinzena de março. Vale lembrar que é preciso ter disponibilidade de horário e de viagem, já que todo o treinamento será realizado em Santa Catarina, com tudo pago pela empresa.
SERVIÇO
Seletiva para vagas no Grupo Pereira
Quando: dias 20 e 23 de fevereiro
Onde: Dia 20 – CTG Raízes da Tradição (Rua Eng. Kindler, 991 — Harmonia), das 9h às 16h, e no dia 23, no Sine (Rua Ipiranga, 140 — Centro), das 8h às 16h, em Canoas (RS)
Sobre o Grupo Pereira
Fundado em 1962, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o Grupo Pereira celebrou em 2022 seus 60 anos de história. Com 17 mil funcionários e 800 representantes comerciais autônomos nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal, o Grupo Pereira tem 106 unidades de negócio, sendo 30 lojas do Comper (rede de supermercados), 52 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), seis filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 14 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), uma agência de viagens e dois postos de combustível. Completando o ecossistema de soluções para o cliente, também fazem parte dos negócios do Grupo Pereira o braço logístico Perlog e o de serviços financeiros Vuon, que inclui o private label Vuon Card, com mais de 825 mil cartões emitidos, além de seguros e assistência odontológica.
Com a missão de oferecer uma experiência de compra positiva por meio de excelência no relacionamento com clientes, fornecedores e funcionários, o Grupo Pereira colabora com a sociedade por meio de diferentes programas socioambientais.
A Secretaria da Cultura (Sedac), por meio do Pró-cultura RS, publicou na quarta-feira (1/2), no Diário Oficial do Estado, a Instrução Normativa 1/2023, que estabelece as novas regras para inscrição, tramitação e execução de projetos culturais financiados pela Lei de Incentivo à Cultura. Os produtores culturais já podem cadastrar novos projetos para concorrer aos recursos deste ano. A previsão do governo do Estado é aplicar R$ 70 milhões.
As novas regras objetivam assegurar um trâmite mais eficiente e isonômico. A primeira alteração, já adiantada ano passado, é a antecedência mínima de 120 dias para a apresentação dos projetos. Para agilizar a tramitação e assegurar que o resultado ocorra em tempo hábil para execução, o fluxo foi simplificado.
A partir de agora, o projeto inscrito passará por uma fase de habilitação, que deve ocorrer em até cinco dias úteis. Nessa fase, será analisado o enquadramento nas linhas de financiamento, sem questionamentos ao proponente. As linhas de financiamento seguem as mesmas: Artes e Economia Criativa e Patrimônio, Acervo e Espaços Culturais.
Após a habilitação, o projeto será enviado ao Conselho Estadual de Cultura (CEC RS) para avaliação de mérito cultural e grau de prioridade. A avaliação deverá ocorrer até o 20º dia do mês subsequente ao envio do projeto.
Uma consulta pública realizada pela Sedac identificou que a fase com maior dificuldade é a avaliação do projeto pelo CEC RS. Isso ficou evidente diante dos 288 projetos prioritários e 458 não prioritários ao longo do último ano, considerando os recursos disponíveis.
Compete ao Conselho Estadual de Cultura a definição dos critérios e a forma de avaliação, estabelecidos em resoluções específicas. Por esse motivo, a análise técnica passa a ser realizada apenas nos projetos prioritários, visando qualificar a execução do projeto em conformidade com as regras vigentes.
A necessidade de apresentação da intenção de patrocínio foi suprimida em razão das demandas recebidas no processo de escuta. Outra alteração se refere aos projetos que preveem comercialização de ingressos, que agora passam a reembolsar o Fundo de Apoio à Cultura com 10% do valor arrecadado e podem aplicar o restante para a execução do projeto ou sua continuidade.
As novas regras são resultado de um processo amplo de escuta que envolveu a consulta pública aos produtores culturais, com 244 contribuições, e uma audiência pública com mais de 280 participantes, inclusive das instâncias do Sistema Estadual de Cultura.
Durante nove anos fui repórter da editoria de Geral do jornal Zero Hora. Foi um período inesquecível da minha vida profissional. Uma das coisas que mais me fascinava na função era a possiblidade de viajar para conhecer novos lugares, ter contato com pessoas interessantes e descobrir potenciais desconhecidos do Rio Grande do Sul. Esta rotina, no entanto, mesclava dias de grande alegria e de extrema tristeza. Uma verdadeira montanha-russa de sentimentos.
Em 1989 passei uma semana no município de Bagé, acompanhado do fotógrafo e amigo Ronaldo Bernardi. O objetivo da nossa jornada era mostrar o flagelo da seca sob os mais diversos ângulos. Lembro-me de conversar com pessoas que enfrentavam longas filas noturnas em torno de caminhões-pipa. A distribuição se iniciava às 19h e varava a noite por dois ou três baldes d’água.
Para aquela reportagem especial conversei com produtores rurais – principalmente ligados à pecuária, a base da economia local -, com moradores de zonas pobres da cidade, com proprietários de hotéis e com todos impactados pela estiagem. Soava inacreditável que no Rio Grande do Sul se vislumbrasse paisagens que remetiam ao Nordeste brasileiro.
Solo rachado, carcaças de animais ao longo das planícies e caudalosos rios transformados em fiapos d’água compunham um panorama desolador. Fui à prefeitura buscar informações. Fui atendido com toda deferência. O estado de calamidade pública fora decretado para agilizar a liberação das verbas necessárias no combate à seca. O governo federal havia prometido recursos para concluir a construção de uma barragem e para iniciar outra. Havia um clima de otimismo, apesar do caos instalado, resultado de meses sem chuvas abundantes.
Décadas mais tarde voltou a ler as mesmas notícias, integrando uma sucessão de tragédias anunciadas há anos. Nunca mais voltei a Bagé, mas não é preciso ser um expert em infraestrutura para concluir que pouco ou nada saiu do papel. Há algum tempo, soube que o Ministério Público local investigava o desvio de recursos públicos destinados à construção de uma barragem. Um velho hábito brasileiro estimulado pela “não vai dar nada”.
É incrível como a repetição de absurdos é marca registrada do Brasil. Não importa partido ou ideologia, o esquecimento parece crônico.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul – TCE/RS, através da Regional de Frederico Westphalen, procedeu ao exame técnico que envolveu 28 municípios vinculados aquela Regional, os quais possuem em vigor regimes próprios de previdência dos seus servidores efetivos (concursados).
O regime próprio de previdência municipal, instituído por lei, destina-se a receber contribuições financeiras dos servidores efetivos e contribuições financeiras patronais dos próprios municípios, formando uma reserva financeira, que, uma vez gerido em bancos e aplicações financeiras, visam à formação de reservas que se destinam ao atendimento de pagamentos de aposentadorias e pensões desses servidores, tanto os já aposentados bem como das futuras aposentadorias.
Alguns municípios, ao longo dos anos, optaram por não instituírem regimes próprios, contribuindo, dessa forma ao Regime Geral de Previdência Social, administrado pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. Assim, esses municípios efetuam retenções mensais das remunerações de seus servidores e, juntamente com a alíquota de contribuição patronal, recolhem, mensalmente, tais valores, ao INSS.
A opção pela instituição de regime próprio de previdência a seus servidores consta da Constituição Federal, a partir da Emenda Constitucional nº 20/1998. Desde aquela época, os municípios optantes por essa forma de previdência própria, deixaram de contribuir ao INSS em relação a seus servidores concursados (efetivos), gerindo diretamente a formação de suas reservas financeiras.
Ao longo dos anos, as alíquotas de contribuições aplicadas foram reduzidas, em outras situações, os municípios utilizaram recursos financeiros que se encontravam nesses regimes próprios. Com o passar dos anos e o aprimoramento das legislações, tais regimes passaram por disciplinamento legal e tiveram a necessidade de se ajustarem à nova realidade.
Anualmente, esses municípios precisam, por força da legislação, proceder à realização de um estudo atuarial de viabilidade econômica e financeira junta a empresas especializadas em tais cálculos e projeções. Esse estudo apontará, ao município, as alíquotas de contribuições mensais a incidir sobre as remunerações de servidores efetivos e também do próprio município, na condição de empregador desses servidores, bem como indicará a política de investimentos das disponibilidades financeiras visando o crescimento de suas reservas.
O Tribunal de Contas analisa, anualmente e sistematicamente, o funcionamento desses regimes próprios de previdência municipal, cujas análises são incluídas nos processos de contas anuais de cada Prefeito/Prefeita Municipal.
A Regional do TCE/RS de Frederico Westphalen, com base nos estudos atuariais de viabilidade econômica e financeira encaminhados ao Ministério da Economia, Secretaria de Receita Previdenciária e, com base na análise da arrecadação anual de receitas dos municípios, encerrados em 31/12/2021, revelou que esses 28 municípios da região possuem, juntos, um déficit atuarial de R$ 1.203.694.657,30 (um bilhão, duzentos e três milhões, seiscentos e noventa e quatro mil, seiscentos e cinquenta e sete reais e trinta centavos) com seus regimes próprios de previdência. Tecnicamente, esse montante representa quanto faltará, em termos financeiros, para que esses regimes próprios de previdência possam suportar as despesas oriundas do pagamento de aposentadorias e pensões.
Para mensurarmos o déficit atuarial, consideramos os valores financeiros atualmente disponíveis e em aplicações financeiras, as projeções de receitas de contribuições dos servidores, dos próprios municípios e as projeções de despesas presentes e futuras. Muitos municípios, hoje, já efetuam a amortização desses déficits atuariais, através do recolhimento de alíquotas complementares de contribuição que incidem sobre a folha salarial, visando à redução de tal déficit/endividamento. Em muitos casos, mesmo assim, tem-se revelado insuficiente a reduzir significativamente tais déficits.
O valor desse déficit, que pode ser considerado um endividamento, é muito representativo, pois esses mesmos 28 municípios, juntos, possuem uma arrecadação anual de receitas correntes líquidas na ordem de R$ 1.039.113.514,35 (um bilhão, trinta e nove milhões, cento e treze mil, quinhentos e quatorze reais e trinta e cinco centavos), ou seja, a dívida, que precisa ser paga/amortizada nos próximos 25 anos, supera uma arrecadação anual desses municípios.
Importante ressaltar que, da receita corrente líquida arrecadada anualmente, cerca de 50% já são consumidas, em média, pelo pagamento de salários e encargos previdenciários decorrentes. Logo, o alto endividamento implica na necessidade de realização de efetivos planejamentos financeiros no médio e longo prazo, por cada um desses municípios, dentro da sua realidade de endividamento e arrecadação.
A legislação impõe, aos municípios, a obrigação pelo pagamento dessas aposentadorias e pensões, mesmo que seu regime próprio de previdência tenha valores insuficientes para a satisfação de tais obrigações mensais.
A situação previdenciária, no curto prazo (na média, 05 anos), haja vista os saldos bancários/aplicações financeiras existentes nesses regimes próprios, é relativamente tranquila. A questão reside no sentido de que, com o passar dos anos, os atuais servidores em atividade se aposentarão e esses regimes próprios terão que possuir disponibilidades financeiras para o pagamento de tais compromissos. E é exatamente nesse médio e longo prazo que a preocupação do TCE/RS, como órgão de controle externo, se apresenta, pois essas insuficiências financeiras, hoje existentes, obrigarão os municípios a retirar, de seus orçamentos, recursos para cobrir essa conta.
Logo, com o passar dos anos, esse valor considerável de déficit/endividamento, terá que ser pago, sendo que recursos públicos que deveriam ser aplicados no atendimento de serviços públicos às populações, como saúde e educação, infraestrutura urbana e rural, dentre tantos, sofrerão a redução de investimentos, precarizando tais serviços.
Assim, compete aos atuais gestores e gestoras municipais, a adoção de legislações que visem à redução desses déficits atuariais, em especial, na adequação de suas regras de aposentadoria à luz da Emenda Constitucional 103/2019, com o implemento, dentre outros, da idade mínima e tempo maior de contribuição, postergando o início do pagamento de aposentadorias e pensões.
Também, o aporte anual de maior volume de recursos públicos, de forma linear ao longo dos anos, visando à correção da gestão financeira de tais regimes de previdência.
O estudo individualizado acerca da situação financeira de cada município que possui um regime próprio de previdência de seus servidores efetivos (concursados) encontra-se no Anexo a estas considerações.
Frederico Westphalen/RS, janeiro/2023.
Adm. Gerson Luís Batistella
Coordenador Regional do TCE/RS
ANEXO
Regimes Próprios de Previdência dos Municípios – RPPSTCE/RS – Regional de Frederico Westphalen – PASSIVOS ATUARIAIS – 2021
Nesta quarta-feira (25), acontece, das 9h às 16h, mais uma edição do Feirão de Emprego, no bairro Mathias Velho. A ação será realizada na Subprefeitura Noroeste (Rua Candelária, 441). Serão mais de 100 vagas ofertadas pelas quatro empresas participantes da ação. Entre as oportunidades estão vagas para auxiliar de serviços gerais, porteiro e zelador.
Para participar, é necessário apresentar documento com foto, CPF e currículo. São distribuídas fichas por ordem de chegada para as entrevistas. “Nosso objetivo é proporcionar novas chances para que os canoenses possam se reinserir no mercado de trabalho”, destaca a diretora de Emprego, Trabalho, Renda e Formação Profissional de Canoas, Gislaine Silveira.
Vagas de destaque
– Auxiliar de serviços gerais: 13 vagas Principais atribuições: limpeza geral em condomínios residenciais/comerciais; manutenção da limpeza; apoio na limpeza externa/pátio. Requisitos: experiência na função; disponibilidade de horário; comprometimento.
– Porteiro: 14 vagas Principais atribuições: controle de acesso presencial em condomínios residenciais; atendimento ao público; monitoramento através de câmeras; recebimentos de encomendas; controle de abertura e fechamento dos portões; inspeções internas. Requisitos: vivência na função; conhecimento básico de informática. Disponibilidade de horário. Possuir veículo próprio para deslocamento será um diferencial positivo.
– Zelador: 9 vagas Principais atribuições: limpeza e manutenção de área externa em condomínios residenciais; manutenção elétrica e hidráulica; pequenos reparos; limpeza e manutenção de piscina; corte de grama; reciclagem e descarte do lixo; outras funções pertinentes ao cargo. Requisitos: experiência na função; comprometimento; responsabilidade; disponibilidade de horários. Possuir cursos de elétrica e hidráulica será um diferencial positivo.
O Feirão de Emprego ocorre a cada duas semanas, sempre nas quartas-feiras, de forma descentralizada, em uma das quatro subprefeituras (Nordeste, Sudeste, Noroeste e Sudoeste).
Oportunidades diárias
Para quem não quer esperar pelo Feirão, é possível acessar diariamente uma das 726 vagas de emprego disponíveis em Canoas, através do Banco de Oportunidades, clicando aqui.
O contribuinte de Canoas têm a possibilidade de quitar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de modo parcelado. O tributo pode ser pago pelos canoenses, em até oito vezes, com a primeira parcela para o dia 10 de fevereiro e o último vencimento em 10 de setembro de 2023.
A opção à vista com desconto não está mais disponível. Em contrapartida, o parcelamento hoje não tem juros, mas é obrigatório que o contribuinte faça a adesão até o dia 10 de fevereiro. Os vencimentos em fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro, sempre acontecerão no dia 10 de cada um destes meses.
A previsão de arrecadação com o IPTU, do ano de 2023, é de R$ 130 milhões. O pagamento do imposto pode ser feito por meio do carnê, entregue nos imóveis ou pode ser pela guia digital, disponível no site www.canoas.rs.gov.br/iptu2023
Cerca de 45% dos contribuintes pagou à vista Em torno de 65 mil donos de imóveis em Canoas quitaram o IPTU 2023, com pagamento à vista, aproveitando descontos que chegaram a 15%. O número contabilizado no começo do ano, corresponde a cerca de 45% do total de contribuintes canoenses e representa uma arrecadação de R$ 73.781.351,34.
Nesta edição, o percentual de 10% foi descontado no pagamento à vista. Os donos de imóveis sem dívidas desde 30 de setembro de 2022 receberam mais outros R$ 2,5%. E, sem inadimplência desde 30 de setembro de 2021, o contribuinte ganhou mais outros 2,5% de abatimento.