Categoria: Destaque

  • São Miguel do Oeste, Joaçaba e Caçador terão voos diretos para Florianópolis pelo VOA + SC

    São Miguel do Oeste, Joaçaba e Caçador terão voos diretos para Florianópolis pelo VOA + SC

    O Governo de Santa Catarina definiu a empresa responsável por operar as novas rotas aéreas regionais do Programa VOA + SC. A vencedora da licitação foi a Azul Conecta, subsidiária da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que fará a ligação entre Florianópolis e os municípios de São Miguel do Oeste, Joaçaba e Caçador.

    O resultado da Concorrência Eletrônica nº 0373/2026 foi publicado no Diário Oficial do Estado. A empresa foi a única participante do processo licitatório e será responsável pela operação durante 12 meses.

    A ordem de serviço deve ser assinada na primeira quinzena de agosto. A partir da autorização, a empresa terá prazo de até 90 dias para iniciar as operações.

    Com esse cronograma, a expectativa do Governo de Santa Catarina é que os primeiros voos comecem entre novembro e dezembro deste ano.

    Os voos serão feitos com aeronaves Cessna 208B Grand Caravan, que possuem capacidade para nove passageiros e são utilizadas em operações regionais de curta distância.

    O contrato prevê 160 horas de voo por mês, totalizando 1.920 horas ao longo de um ano. Além da operação das rotas, a empresa deverá apresentar relatórios operacionais e financeiros e desenvolver ações de divulgação das regiões atendidas.

    O edital estabelece valores de referência para as tarifas. O trecho entre Florianópolis e Joaçaba tem preço estimado de R$ 450 e duração aproximada de uma hora.

    Já o voo entre Florianópolis e Caçador tem valor de referência de R$ 652,50, com tempo estimado de 1h27.

    Para São Miguel do Oeste, a tarifa de referência é de R$ 824,85, com previsão de viagem em cerca de 1h50.

    Os valores poderão variar conforme a demanda, a ocupação das aeronaves e a disponibilidade orçamentária do programa estadual.

    Criado pela Lei Estadual nº 19.679, de dezembro de 2025, o Programa VOA + SC busca ampliar a aviação regional em Santa Catarina por meio de subsídios do Governo do Estado para parte dos custos operacionais das empresas aéreas.

    A iniciativa pretende reduzir o tempo de deslocamento entre o interior e a capital, fortalecer o desenvolvimento econômico das regiões e ampliar as opções de transporte para passageiros e cargas.

    Além das rotas para São Miguel do Oeste, Joaçaba e Caçador, o programa contempla voos ligando Florianópolis a Blumenau, Correia Pinto, Lages, Jaguaruna, Forquilhinha e Joinville. A frequência das operações poderá ser ajustada conforme a demanda registrada em cada destino.

    Infomrações: Jornal Razão

  • IA, longevidade e novos modelos: Hospital Moinhos de Vento reúne especialistas para discutir o futuro da saúde

    IA, longevidade e novos modelos: Hospital Moinhos de Vento reúne especialistas para discutir o futuro da saúde

    Evento marcou os cinco anos do Atrion, o centro de inovação da instituição

    As transformações tecnológicas na saúde se tornam cada vez mais rápidas e frequentes, mas o principal desafio está em como aplicá-las para qualificar a assistência e melhorar a vida das pessoas. Essa reflexão guiou o Atrion Day 2026, promovido pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, que reuniu especialistas para discutir seus impactos na organização dos serviços e no cuidado ao paciente. 

    Com uma visão estratégica sobre o futuro do setor, a partir da chamada “nova economia da longevidade”, Bruno Pina, CEO do European Longevity Hub, destacou que o sistema de saúde caminha para um modelo menos reativo, mais preditivo e voltado ao aumento do tempo de vida saudável. “A longevidade é consequência de se trabalhar a prevenção e começar a jornada de cuidado antes dos sintomas”, afirmou.

    Pina explicou ainda que o envelhecimento populacional, aliado ao avanço de tecnologias como inteligência artificial e biomarcadores, têm impulsionado investimentos e exigido mudanças na organização dos modelos assistenciais. Nesse contexto, o monitoramento contínuo e o uso de dados tendem a ganhar protagonismo. “Detectar doenças mais cedo reduz custos e melhora os resultados”, concluiu.

    IA e eficiência hospitalar

    A mesa-redonda “A Nova Era Hospitalar: Como a IA está eliminando desperdícios e elevando a qualidade assistencial” trouxe um olhar pragmático sobre o uso da inteligência artificial na rotina dos serviços de saúde. O principal ponto do debate foi a necessidade de ampliar a validação científica para comprovar o custo-benefício das soluções.

    Os especialistas convergiram na avaliação de que a adoção depende da integração aos fluxos já existentes. “As soluções mais eficazes causam pouca disrupção e aprimoram o processo quase de forma invisível”, afirmou o médico emergencista do Hospital Moinhos de Vento, Lucas Silva, que defendeu mais estudos para avaliar os impactos na prática clínica.

    Na mesma linha, o cofundador e cientista de dados da NoHarm.ai, Henrique Dias, ressaltou que a incorporação só se sustenta quando há ganho comprovado de eficiência, redução de custos e sem aumento da carga de trabalho dos profissionais. Já Leonardo Bork, CEO da Clinia, destacou que a inteligência artificial atua como um grande amplificador e, quando os dados estão desorganizados, tende a reproduzir essas inconsistências, evidenciando a importância da correta estruturação das informações para o sucesso das ferramentas. 

    A programação incluiu ainda discussões sobre o uso da IA generativa na saúde, gêmeos digitais, governança e regulação, além da convergência de tecnologias que vêm moldando o setor. Entre os destaques, o painel “Decisão, tecnologia e transformação na saúde pública” reuniu Sandro Kirst, diretor-geral da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Fernando Ritter, secretário municipal de Saúde de Porto Alegre, e Jorge Osório, diretor de Inovação da Secretaria Municipal de Saúde da capital, que abordaram o papel da tecnologia na gestão e na ampliação do acesso.

    O evento contou também com a final do Atrion Arena, iniciativa voltada à conexão entre inovação, empreendedorismo e aplicação prática no sistema de saúde. A startup Xtory foi a vencedora, a PixLabs ficou em segundo lugar e a LimbX em terceiro. Também participaram desta edição as startups Marcosys, Rmed, SPO Tecnologia, Xtory, Hemodoctor, PixLabs, LimbX e Warux Health. 

    Cinco anos do Atrion

    O Atrion Day 2026 marcou ainda os cinco anos do Atrion, centro de inovação do Hospital Moinhos de Vento. O CEO Mohamed Parrini destacou o papel estratégico da iniciativa na transformação institucional. “Quando lançamos esse projeto, em 2021, o objetivo era estar perto da inovação, olhar para o futuro e ajudar o hospital a se renovar. As tecnologias evoluem rapidamente, por isso precisamos entender como aplicá-las para gerar valor real na vida das pessoas”, afirmou.

    A superintendente de Estratégia e Mercado do Hospital Moinhos de Vento, Melina Schuch, destacou que o Atrion se consolidou como um espaço de conexão entre diferentes agentes do ecossistema de saúde, estimulando a colaboração e o desenvolvimento de soluções inovadoras.

    “Os desafios da saúde estão em constante transformação e a inovação só acontece quando conseguimos unir conhecimento, tecnologia e pessoas em torno de um propósito comum. O Atrion nasceu com esse objetivo e, ao longo desses cinco anos, vem fortalecendo essa rede de colaboração para gerar impacto real na assistência e ampliar o acesso à saúde”, ponderou.Crédito da foto: Leonardo Lenskij

  • Com recorde de empresas gaúchas, evento coloca o RS no mapa nacional do mercado de franquias

    Impulsionada por setor em crescimento, Feira da Franquia chegou a sua quarta edição no Estado reunindo cerca de cinco mil pessoas

    Modelo de negócio cujo faturamento no Rio Grande do Sul cresceu 18% no último ano, movimentando R$ 16.8 bilhões, o mercado de franquias comprovou novamente sua força na quarta edição da Feira da Franquia. Das cerca de 100 marcas que fomentaram oportunidades de expansão neste último final de semana, entre os dias 24 e 26/04, no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, em Porto Alegre, 38 são gaúchas – número recorde. Ao todo, a feira reuniu cerca de cinco mil pessoas.

    Originalmente pensada para explorar o potencial do mercado fora do eixo Rio-São Paulo, a Feira da Franquia, que também tem edições nos estados de Minas Gerais, Bahia e Paraná, tem no RS o estado com maior índice de participação de marcas locais.

    “O Rio Grande do Sul comprovou uma vez mais o seu potencial para geração de negócios e o seu caráter empreendedor. O público altamente qualificado daqui permite que as marcas expositoras façam conexões sólidas e com perspectivas real de que parcerias se tornem negócios prósperos”, resume o diretor-executivo da Feira da Franquia, Arvid Auras. 

    Dados comprovam a força do mercado gaúcho. Todos os 12 segmentos monitorados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em 2025 apontaram crescimento de faturamento na comparação com o ano anterior no RS. Os principais destaques foram Limpeza e Conservação (29,3%), Alimentação – Food Service (24,0%), Hotelaria e Turismo (22,4%), Saúde, Beleza e Bem-estar (21,3%) e Entretenimento e Lazer (20,7%). 

    Os pequenos negócios estiveram mais uma vez bem representados, em especial, pelo Sebrae RS. Parceira da feira desde a sua primeira edição, a organização levou 15 MPEs ao evento, entre as quais, a Churras in Box, de Cachoeirinha, conhecida por oferecer o “primeiro fast food de churrasco do mundo” e que marcou presença no evento pelo segundo ano consecutivo. “Percebemos nitidamente uma evolução do público e dos leads gerados. Do ano passado para cá, ampliamos os negócios com duas novas unidades, em Porto Alegre e Sapucaia do Sul”, conta o empreendedor, Jackson Almeida. 

    Em termos de conteúdo técnico, 15 palestras com especialistas de renome nacional, como a fundadora da Sóbrancelhas, Luzia Costa, o especialista em franchising, Mauricio Salkini; e o chief growth officer (CGO) da Trans Obra, Gilberto Filho, que capacitaram o público em temas diversos como ESG e IA aplicada ao mercado de franquias.

  • Três vezes excelência: HCPA é destaque em indicador de empresas federais

    Três vezes excelência: HCPA é destaque em indicador de empresas federais

    Avaliação é considerada um selo de qualidade da gestão

    O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foi a empresa pública federal mais bem avaliada no setor de Saúde do país e a única da área que alcançou o nível de excelência, em índice com 48 estatais brasileiras.

    O Clínicas atingiu a excelência nas três dimensões do Indicador de Governança e Políticas Públicas (IG-Sest) da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais: Governança Corporativa (93%), Políticas Públicas (100%) e Boas Práticas e Inovação (82%). “Depois de sermos considerados o melhor hospital público da América Latina e termos recebido mais uma vez o selo da Joint Comission Internacional (JCI), 2025 encerrou com mais um grande reconhecimento ao HCPA. “Esse é um resultado que demonstra o comprometimento da instituição com a qualidade da Gestão e Governança e responsabilidade com os recursos públicos investidos, o que retorna em qualidade para os pacientes que utilizam nossos serviços e os que fazem ou aprimoram a sua formação acadêmica aqui”, afirma o diretor-presidente do HCPA, Brasil Silva Neto.

    O indicador busca estimular práticas modernas de governança corporativa, promover o alinhamento das estatais às políticas públicas nacionais e incentivar a inovação e o compartilhamento de boas iniciativas. A escala de avaliação é formada pelos níveis inicial, básico, intermediário, avançado e excelência.

    Confira o que significa o nível de excelência, alcançado pelo HCPA:

    Governança – a organização se torna referência em governança corporativa, adotando as melhores práticas do mercado e promovendo inovação na área. Há forte cultura de ética, transparência e prestação de contas, com impacto positivo para todos os stakeholders.

    Políticas públicas – a empresa é referência na implementação de políticas públicas, atuando de forma proativa e inovadora. Contribui para a formulação de políticas e boas práticas no setor, gerando impacto positivo e sustentável para a sociedade. 

    Boas práticas e inovação – A empresa é referência em boas práticas e inovação, atuando como pioneira em seu setor. Cultura de inovação consolidada, adoção de tecnologias de ponta e impacto significativo no mercado por meio de soluções disruptivas.

    Foto/crédito: Clóvis Prates/HCPA.

  • MEC autoriza curso de Medicina do Hospital Moinhos de Vento

    MEC autoriza curso de Medicina do Hospital Moinhos de Vento

    O Ministério da Educação (MEC) assinou a autorização para a abertura do curso de Medicina do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A portaria que formaliza a decisão deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União, encerrando o processo regulatório conduzido pelo Ministério.

    A confirmação ocorreu durante reunião realizada nesta terça-feira (23) com o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, e a secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Wendel Abramo, da qual também participou o deputado federal Paulo Pimenta.

    “A autorização do curso de Medicina reforça o papel do Hospital Moinhos de Vento como uma instituição que pensa o futuro da saúde com responsabilidade, governança e visão de longo prazo. Trata-se de um passo estratégico que fortalece nosso compromisso com a sociedade e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do país”, afirma Eduardo Bier, presidente da Associação Hospitalar Moinhos de Vento.

    O curso obteve nota máxima (5) na avaliação do MEC, após visita da comissão avaliadora realizada em julho deste ano, que analisou a proposta pedagógica, a infraestrutura e os cenários de prática apresentados pela instituição.

    Com a publicação da portaria, o Hospital Moinhos de Vento passa a integrar oficialmente o sistema de ensino superior na formação médica, ampliando sua contribuição ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que a primeira turma inicie suas atividades no primeiro semestre de 2026.

    Para o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, a assinatura representa um marco histórico. “É a consolidação de um projeto construído com planejamento, responsabilidade e compromisso com o SUS. Nosso objetivo é formar médicos preparados para atuar com excelência técnica, visão humanizada e foco nas necessidades da população, contribuindo de forma concreta para o fortalecimento da saúde pública no Brasil”, destaca.

    A autorização consolida uma jornada de preparação dedicada à construção de um projeto acadêmico robusto, alinhado às melhores práticas internacionais e às demandas do sistema de saúde brasileiro. Com quase um século de atuação em assistência, pesquisa e educação em saúde, o Hospital Moinhos de Vento se preparou por mais de uma década para oferecer a graduação em Medicina. A formação contará com 8.440 horas de carga horária — aproximadamente 1.200 horas a mais do que a média dos cursos de Medicina no país — e 100 vagas anuais. O curso foi estruturado para integrar excelência acadêmica, tecnologia e compromisso com o SUS, promovendo, desde os primeiros semestres, a vivência dos estudantes em diferentes realidades assistenciais.

    “Formar médicos dentro de um hospital de alta complexidade significa ensinar a tomar decisões responsáveis, baseadas em evidências, em cenários reais de cuidado. O curso nasce integrado à prática clínica, à segurança do paciente e ao trabalho em equipe — pilares da boa medicina”, afirma Luiz Antonio Nasi, superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento.

    Modelo pedagógico contemporâneo e aprendizagem contínua

    A Faculdade de Medicina Moinhos de Vento adota um modelo pedagógico contemporâneo, centrado em metodologias ativas de aprendizagem, como o Problem Based Learning (PBL), a simulação clínica de alta fidelidade, a discussão de casos reais e a integração entre ensino, serviço e comunidade. Essa abordagem promove o desenvolvimento de sólido raciocínio clínico, pensamento crítico e tomada de decisão qualificada, indo além da mera assimilação de conteúdos teóricos. No PBL, o aprendizado parte de situações reais da prática médica, estimulando autonomia, pensamento analítico e responsabilidade profissional desde os primeiros semestres.

    A formação é ampliada por oportunidades de intercâmbio com instituições internacionais de excelência, como Johns Hopkins e Harvard, além do incentivo ao mérito acadêmico, com a concessão de bolsas do Instituto Moinhos Social para aperfeiçoamento no exterior. Todo o percurso formativo ocorre de maneira integrada ao Hospital Moinhos de Vento, um dos hospitais de referência do país, proporcionando contato precoce com a medicina de alta complexidade, inovação tecnológica, segurança do paciente e cuidado centrado na pessoa.

    Projeto alinhado ao SUS e às necessidades regionais

    Estruturado pela Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento, o curso de Medicina é orientado às necessidades do SUS, com ênfase na Atenção Básica e nas Urgências e Emergências. A matriz curricular está organizada nos eixos de Atenção, Gestão e Educação em Saúde e prevê atividades práticas desde os primeiros semestres.

    Os cenários de prática incluem instituições parceiras como a Associação Hospitalar Vila Nova, o Hospital Padre Jeremias e outras unidades de saúde dos municípios com os quais foram firmados termos de cooperação no âmbito do Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde (COAPES).

    A graduação se apoia na estrutura assistencial e científica do Hospital Moinhos de Vento, um dos sete hospitais de excelência do Brasil — e o único fora do Estado de São Paulo — integrante do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), ampliando de forma estruturante sua contribuição à saúde pública brasileira.

    Crédito:- Carlos Macedo/Hospital Moinhos de Vento
    – Maicon Hinrichsen/ – ⁠Acervo do Hospital Moinhos de Vento

  • Em Belém, Leite assina contrato com empresa e entrega licença ambiental para primeiro posto de hidrogênio verde do RS

    Em Belém, Leite assina contrato com empresa e entrega licença ambiental para primeiro posto de hidrogênio verde do RS

    O governador Eduardo Leite formalizou, na quarta-feira (12/11), durante a COP30, em Belém (PA), a assinatura do contrato entre o governo do Estado, por meio do Badesul, e a empresa Be8 S.A., para implantação do primeiro posto de abastecimento de hidrogênio verde (H₂V) do Rio Grande do Sul. No mesmo ato, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) entregou a licença ambiental, autorizando a produção do novo combustível.

    O projeto foi um dos quatro selecionados pelo Edital de Chamada Pública nº 01/2025, lançado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Hidrogênio Verde (H₂V-RS), coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). A iniciativa conta com financiamento via Badesul Desenvolvimento S.A., que opera as linhas de crédito do Estado voltadas à inovação e sustentabilidade.

    Com investimento total de R$ 38,7 milhões, sendo R$ 29,7 milhões em subvenção do governo estadual e R$ 8,9 milhões de contrapartida da empresa, a Be8 vai implantar, em Passo Fundo, um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados. O combustível será produzido a partir da eletrólise da água, resultando em uma operação de baixo carbono e alto potencial de descarbonização do transporte pesado.

    Transição energética

    Durante o ato, o governador Eduardo Leite destacou a importância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada para impulsionar a inovação e acelerar a transição energética no Estado. “Quando o governo funciona, ele não precisa ser empresário, mas sim parceiro de quem empreende. Esse é o papel do Estado: ajudar quem inova. A Be8 já vinha pesquisando e desenvolvendo essa tecnologia, e com o apoio da subvenção estadual conseguimos acelerar essa transformação em realidade. Esse projeto simboliza o que queremos para o futuro, um Rio Grande do Sul protagonista em inovação, energia limpa e sustentabilidade”, afirmou o governador.

    Leite também ressaltou o caráter estratégico da iniciativa para a economia gaúcha. “Estamos estimulando a criação de uma cadeia completa do hidrogênio verde, que vai gerar emprego, renda e oportunidades. É a inovação na veia, impulsionada pela ousadia do setor privado e pelo apoio do poder público. O Rio Grande do Sul tem vocação energética, e é agora, durante a transição, que temos a oportunidade de estar na frente e liderar esse movimento no país”, pontuou o governador.

    Política de descarbonização

    A secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, definiu o ato como um marco importante para a política de descarbonização no Rio Grande do Sul. “A entrega da licença ambiental e a assinatura do contrato com a Be8 trata da consolidação de um movimento coordenado desta cadeia produtiva sustentável, que fortalece o protagonismo do Estado na transição energética. A Be8 tem um histórico de inovação que começa no biodiesel, passa pelo etanol e agora se consolida com o hidrogênio verde. Vivemos um momento ímpar e assinar o contrato aqui na COP30 com o Badesul reforça o compromisso do Estado com essa pauta”, definiu Marjorie.

    O presidente da Be8 S.A., Erasmo Carlos Batistella, agradeceu o apoio do governo e afirmou que o projeto reforça o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade. “Quando o Estado lançou o desafio de desenvolver a cadeia do hidrogênio, nós também nos desafiamos internamente. Esse projeto nasce da junção de conhecimento e de propósito, queremos construir hoje o futuro do amanhã. É uma honra estar assinando este contrato aqui na COP30 e mostrar ao mundo que o Rio Grande do Sul está na vanguarda da transição energética, com tecnologia nacional e compromisso ambiental”, declarou Batistella.

    A entrega da licença ambiental pela Fepam durante o evento foi destacada como um marco na política ambiental do Estado, simbolizando a integração entre regulação, incentivo econômico e sustentabilidade. Segundo a nota técnica da Sema, a iniciativa reforça o protagonismo do Rio Grande do Sul na agenda global de transição energética, consolidando o Estado como polo estratégico da economia do hidrogênio verde no Brasil.

  • HCPA abre processo seletivo para profissionais de nível superior e médio

    HCPA abre processo seletivo para profissionais de nível superior e médio

    O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) publicou os editais 6/2025 e 7/2025 de processos seletivos para cargos de níveis médio e superior. As inscrições podem ser feitas pelo site da Faurgs, http://www.portalfaurgs.com.br/concursos, até o dia 30 de junho e as taxas de inscrição são de R$ 140,00 para cargos de nível superior e R$ 82,80 para nível médio.

    Cargos de Nível Superior:

    • Analista I (Coordenadoria de Gestão dos Negócios Assistenciais);
    • Biólogo I, biomédico I ou farmacêutico-bioquímico I (Hemoterapia);
    • Enfermeiro I (Obstetrícia);
    • Farmacêutico-bioquímico I (Farmácia Hospitalar);
    • Físico I (Medicina Nuclear);
    • Físico I (Radiodiagnóstico);
    • Médico I (Neurologia: Demências e Doenças Neurodegenerativas);
    • Médico I (Oncologia).

    Cargo de Nível Médio:

    • Técnico de Enfermagem (Internação Clínica Adulto);
    • Técnico de Enfermagem (Internação Cirúrgica Adulto);
    • Técnico de Enfermagem (Saúde Mental);
    • Técnico em Manutenção III (Equipamentos Eletromédicos);
    • Técnico em Radiologia (Radioterapia).
  • Ranking IntelLat: Moinhos de Vento é o 3º melhor hospital do Brasil

    Ranking IntelLat: Moinhos de Vento é o 3º melhor hospital do Brasil

    Saúde em destaque

    Na estreia do levantamento por especialidades, a instituição se consolida como referência, sendo o 3º melhor hospital do Brasil e o 6º da América Latina em setores estratégicos da saúde

    O Hospital Moinhos de Vento é o 3º melhor hospital do Brasil e o 6º da América Latina, segundo o ranking da IntelLat, uma das principais empresas de análise de dados em saúde do continente. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (23), em evento online promovido pela organização.

    Além da posição de destaque no ranking geral, a instituição também foi reconhecida entre os melhores em quatro especialidades: 3º do Brasil e 8º da América Latina em pediatria; 3º do Brasil e 5º da América Latina em oncologia; 2º do Brasil  e 6º da América Latina em ginecologia e obstetrícia e  3º do Brasil 7º e da América Latina em cardiologia. Esta foi a primeira edição a avaliar hospitais por especialidade, e o Moinhos de Vento já figura entre os líderes em áreas estratégicas da assistência.

    Criado para mapear e valorizar a excelência hospitalar, o Prêmio IntelLat analisa indicadores de desempenho clínico, qualidade assistencial, experiência do paciente e inovação em gestão da saúde. A iniciativa reúne dados de instituições de diversos países e é considerada uma das mais abrangentes avaliações independentes.

    Para Mohamed Parini, CEO do Hospital Moinhos de Vento, a presença da instituição no ranking representa a consolidação de um compromisso constante com a excelência. “Estar entre os melhores hospitais da América Latina, no ranking geral e em especialidades médicas estratégicas, reafirma o compromisso com a qualidade médico-assistencial e com a inovação em saúde. É um reconhecimento que reflete o trabalho diário de nossas equipes e a nossa busca permanente pela excelência”, destacou.

    Sobre o Hospital Moinhos de Vento

    Com o propósito de cuidar das pessoas, integrando assistência, pesquisa e educação, o Hospital Moinhos de Vento, fundado em 1927, foi o segundo hospital do país acreditado pela Joint Commission International (JCI), sendo reacreditado pela oitava vez consecutiva em 2023. Possui um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. É um dos seis de referência do Brasil segundo o Ministério da Saúde e o único fora do eixo-SP a integrar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Melhor hospital da Região Sul e quarto melhor hospital do País, de acordo com a revista Newsweek, e melhor empresa do País no segmento Saúde no Anuário Época Negócios. Recentemente, o Hospital Moinhos de Vento conquistou mais dois importantes reconhecimentos na América Latina: foi eleito pela Latam Business Conference o terceiro melhor do continente e o segundo melhor do Brasil no Top Ranking Latam Best Hospitals. Em outro ranking, elaborado pela IntelLat, o Moinhos foi o segundo melhor da América Latina em telemedicina e experiência do paciente e o terceiro melhor do Brasil no ranking geral. É referência nacional em práticas sustentáveis no setor hospitalar, sendo a primeira instituição do Brasil a construir, em seu complexo, uma Central de Transformação de Resíduos. Também conta um dos parques robóticos multiplataforma mais diversificados da América Latina.

  • Martha Becker lança “Crise não marca hora”, com estratégias para fortalecer imagem e gerenciar reputação

    Martha Becker lança “Crise não marca hora”, com estratégias para fortalecer imagem e gerenciar reputação

    A jornalista e empresária Martha Becker, especialista em comunicação corporativa, lança o livro “Crise não marca hora: como construir e gerenciar imagem e reputação”, pelo selo Legados, da editora Vitrola. A publicação é um guia para o desenvolvimento profissional e pessoal e traz estratégias práticas para fortalecer a reputação e superar os adversos momentos de crise.

    Com mais de 25 anos à frente da Martha Becker Comunicação Corporativa e com ampla experiência na prevenção e no gerenciamento de crises de imagem, a autora revela como construir uma presença sólida e admirada, blindando o que há de mais importante para empresas e pessoas físicas: a sua reputação.

    “São cuidados que as grandes corporações, médias e pequenas empresas, profissionais autônomos e toda pessoa física precisam ter com sua reputação, o seu principal valor. Com atento cuidado preventivo e planejamento para resposta ágil, se necessário. É o que o mercado, o cliente e todas as suas relações saberão ao seu respeito”, detalha Martha.

    O livro aborda, de forma prática e democrática, temas como gestão de reputação, prevenção e gerenciamento de crises empresariais, apresentando exemplos reais que ilustram como atitudes estratégicas e valores consistentes podem impulsionar trajetórias profissionais. “O livro de Martha Becker nos lembra que a crise não escolhe hora nem lugar, mas que a coragem de liderar, inovar e empreender pode transformar desafios em oportunidades. É um legado de sabedoria que a Vitrola se orgulha de compartilhar”, declara Ramir Severiano, CEO e fundador da Vitrola.

    Além disso, a obra reúne conhecimento técnico e cases reais do universo corporativo, detalhando o que fazer durante e após uma crise. O conteúdo destaca, também, formas para relacionar-se estrategicamente com stakeholders. “Manter a imagem protegida é tarefa que não pode ser deixada de lado, relegada a um segundo plano. É fator estratégico no desenvolvimento de carreiras e de corporações”, enfatiza Martha.

    Redes sociais ampliam riscos e exigem resposta rápida

    A autora destaca que os cuidados com a reputação, sempre tão relevantes, tornam-se, nos dias atuais, ainda mais imprescindíveis pela transformação digital pela qual a comunicação passa. “Como no caso recente em que Porto Alegre teve um boom de crises na imagem de estabelecimentos no setor de alimentação, que rapidamente tomaram grandes proporções. Tudo está mais ágil e viral. É preciso estar preparado para enfrentar a crise de forma rápida e consistente para que uma imagem construída ao longo de anos não seja destruída em minutos”, complementa.

    Prevenir é tão importante quanto gerenciar uma crise, segundo a especialista em reputação, assim como agir rápido e de maneira certeira após elas acontecerem. É preciso, ainda, considerar o cenário de massificação do uso de redes sociais, com as marcas se tornando mais vulneráveis pelo contato direto. “A instantaneidade da interação entre público e marca tornou as empresas muito mais sujeitas a crises”, afirma.

    “Crise não marca hora” é um projeto realizado em parceria com a jornalista  Jane de Castro, responsável pela organização do livro, e representa a realização de um sonho antigo da empresária. “Tem sido uma experiência maravilhosa e desafiadora escrever meu primeiro livro. A Jane e a editora Vitrola têm sido parceiras sensacionais nesse processo”, finaliza Martha Becker.

  • Ministério da Saúde é o mais novo integrante da Comunidade AGHUse

    Ministério da Saúde é o mais novo integrante da Comunidade AGHUse

    A ferramenta desenvolvida pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) para gestão assistencial, administrativa e do prontuário eletrônico dos pacientes vai ser adotada pelo Ministério da Saúde (MS). A formalização da adesão do ministério ao AGHUse aconteceu nesta segunda-feira, 21, com a publicação do Ato de Admissão emitido pelo HCPA, após a assinatura do Termo de Compromisso pelo Ministro Alexandre Padilha. A implantação deve começar pelo Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, que pertence ao MS.

    O AGHUse é um software de código aberto para a gestão em saúde, desenvolvido pelo HCPA desde a década de 1980. A comunidade participante conta hoje com mais de cem unidades de saúde de todo o país, que se comprometem a apresentar constantes melhorias e novas funcionalidades. Os hospitais das Forças Armadas e a Unicamp estão entre as instituições que já adotam o AGHUse – recentemente, ele também foi adotado pelas Secretarias Estaduais de Saúde do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Outras instituições têm procurado o Clínicas para conhecer os benefícios da ferramenta.

    Para o Clínicas, o ingresso do Ministério da Saúde reconhece e valoriza o trabalho realizado pelo HCPA e pelos demais integrantes. “A adesão ratifica a qualidade do AGHUse. Além disso, aumenta as possibilidades de cooperação para novos desenvolvimentos do software e de integração com o SUS em todo o país”, comemora o diretor-presidente do HCPA, Brasil Silva Neto.