Categoria: Destaque

  • Energia elétrica cara é responsável por mais de um quarto da inflação

    Energia elétrica cara é responsável por mais de um quarto da inflação

    GOV MGS

    A conta de luz é a principal responsável pela disparada da inflação no país, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro ficou em 1,16%, o maior índice para o mês em 27 anos. Só a energia, com 6,47% de elevação entre agosto e setembro, representa 26,72% de toda essa alta.

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    “A energia elétrica teve de longe o maior impacto individual no índice no mês, com 0,31 ponto percentual, acumulando alta de 28,82% em 12 meses”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. A inflação em 12 meses, apesar de elevada, 10,25%, é quase três vezes menor.

    O custo na habitação, que inclui energia elétrica, subiu 2,56% no mês e, junto com os itens transportes e alimentação, foi responsável por 86% de toda a inflação de setembro, ou 1 ponto percentual no índice de 1,16%.

    A falta de chuvas no país, que ainda persiste, ligou o alerta da Aneel (Agência Nacional de Elergia Elétrica), que repassou aos consumidores, por meio das bandeiras tarifárias, os custos pesados das usinas térmicas, que produzem eletricidade mais cara.

    Contas de luz mais altas têm impacto na economia inteira do país, explicam os economistas. Isso porque direta ou indiretamente todos os setores usam a energia em alguma fase da produção.

    Como a carne ficou praticamente inacessível a boa parte da população, as aves passaram a ser mais procuradas. A combinação luz nas alturas, alta demanda e ração mais cara elevou o preço do frango inteiro em 4,50% em um mês e o de frango em pedaços em 4,42%.

  • Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico

    Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico

    MARCELLO CASAL AG BRASIL

    Fones de ouvido, pilhas, celulares, eletrodomésticos. Todos esses utensílios, quando deixam de funcionar e não são mais aproveitados, viram lixo eletrônico. O Brasil é o quinto maior gerador desse lixo no mundo. Mesmo assim, muita gente ainda não sabe o que é esse tipo de resíduo e como ele deve ser descartado para evitar danos ao meio ambiente e à saúde humana. 

    As informações são da pesquisa Resíduos eletrônicos no Brasil – 2021, divulgada hoje (7) pela Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas. O estudo foi conduzido pela Radar Pesquisas. 

    A maior parte dos brasileiros (87%) já ouviu falar em lixo eletrônico, mas um terço (33%) acredita que esse lixo está relacionado ao meio digital, como spame-mails, fotos ou arquivos. Para outros 42% dos brasileiros lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já viraram lixo, ou seja, apenas os que foram descartados, inclusive aqueles que acabam incorretamente em aterros ou na natureza.

    A pesquisa também especificou alguns produtos para saber se as pessoas os reconheciam como lixo eletrônico. Mais de 90% acreditam que celulares, smartphonestabletsnotebooks, pilhas e baterias são lixo eletrônico e estão corretos. 

    Houve, no entanto, muitas respostas erradas: 51% não acham que lâmpadas comuns, incandescentes e fluorescentes são lixo eletrônico; 34% acreditam que lanternas não são lixo eletrônico; e 37% acreditam que balanças não são lixo eletrônico. Na verdade, todos esses objetos são lixo eletrônico. 

    O conceito de Resíduo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) é todo produto elétrico ou eletrônico que descartado por não ter mais utilidade. Inclui grandes equipamentos como geladeiras, freezers, máquinas de lavar; pequenos equipamentos como torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores; equipamentos de informática como computadores e celulares; e pilhas e baterias. 

    Descarte 

    O descarte incorreto de lixo eletrônico é considerado um problema, pois os componentes químicos podem ser prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana. 

    Anualmente, mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas são descartadas em todo o mundo, segundo o The Global E-waste Monitor 2020. Na outra ponta, o número de dispositivos, no mundo, cresce cerca de 4% por ano. Apenas o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com o relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas. 

    A pesquisa mostrou que, no Brasil, 16% descartam com certa frequência algum eletroeletrônico no lixo comum. Esse tipo de descarte não permite a reciclagem das matérias-primas presentes nos aparelhos. Um terço dos entrevistados (33%) nunca ouviu falar em pontos ou locais de descarte correto para lixo eletrônico. 

    A maioria (87%) disse guardar algum tipo de eletroeletrônico sem utilidade em casa. Mais de 30% fica com eles por mais de um ano.

    Ao todo, foram entrevistadas para o estudo 2.075 pessoas de 18 a 65 anos, entre os dias 14 e 24 de maio de 2021. A pesquisa foi feita no Distrito Federal e em 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pará, Goiás e Mato Grosso do Sul. 

    O que diz a lei 

    No Brasil, a destinação correta do lixo eletrônico está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e é regulamentada pelo Decreto Federal 10.240/2020. Este dispositivo define metas para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sobre a quantidade de pontos de Entrega Voluntária (PEV) que devem ser instalados, o número de cidades atendidas e o percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e destinados corretamente. 

    Pelo decreto, as empresas devem, gradualmente, até 2025, instalar PEVs nas 400 maiores cidades do Brasil e coletar e destinar o equivalente em peso a 17% dos produtos colocados no mercado em 2018, ano definido como base.

  • TELEMEDICINA – INOVANDO PELA VIDA

    TELEMEDICINA – INOVANDO PELA VIDA

    Portal nacional de telemedicina se prepara para início de sua operação na região norte do Rio Grande Do Sul.

    CEO do Grupo TRIMARC, Professor Mauro Rocha

    A Tele Clínica Brasil depois de mais de um ano de estruturação está prestes a liberar, nos próximos dias, sua plataforma para usuários, onde poderão ser feitas consultas por telemedicina, além de agendamento de consultas presencias com centenas de profissionais de saúde. A proposta do portal é facilitar a oferta de consultas , com especialistas, dando aos pacientes rapidez e economia, estimulando assim, a prevenção e o bem estar, tornando a vida mais saudável.

    Segundo o CEO do Grupo TRIMARC, Professor Mauro Rocha, que gerencia a implantação do Tele Clinica Brasil em todo o Brasil, a primeira Tele Clinica a ser implantada será na região de Passo Fundo, que é um grande polo referência na saúde pois,  além de contar três cursos de medicina, conta com grandes médicos especialistas, de renome nacional e internacional, já consagrados em suas respectivas áreas de atuação.

    Katiane Schorn executiva do Tele Clínica Brasil, afirma que já a partir da primeira quinzena de outubro estará disponível o primeiro serviço do portal que é oferecer plantão 24horas de Clínico Geral por telemedicina, além disso, nesta etapa, também estão sendo cadastrados médicos especialistas de Passo Fundo e outras cidades da região norte que atenderão pelo portal.

    O Tele Clínica Brasil terá Hospitais como parceiros, prefeituras e empresas como clientes, para oferta de consultas, em salas de atendimento exclusivas, para  telemedicina.  O serviço de telemedicina segue, tendências mundiais nesta área potencializado, recentemente, pelo advento da pandemia.

    Independentemente deste estado sanitário que já demonstra queda em seus indicadores, a telemedicina mostrou que veio para ficar, como mais uma ferramenta útil, para promover a saúde das pessoas, evitar grandes deslocamentos e dar mais acessibilidade a consultas especializadas para a população.

    O TELECLÍNICA BRASIL, tem como meta instalar tele clínicas regionais em todas as capitais brasileiras, e em cidades pólo do país. Mais informações pelo site www.teleclinicabrasil.com.br ou pela central de atendimento (54) 3361-1207

  • Prazo para envio de propostas da população para Consulta Popular 2021 segue até 12 de outubro

    Prazo para envio de propostas da população para Consulta Popular 2021 segue até 12 de outubro

    O prazo para envio de propostas da população para a Consulta Popular 2021 termina em 12 de outubro. O processo, realizado de forma 100% digital pelo aplicativo Colab, é uma das novidades do ano do programa, que prevê a destinação de R$ 30 milhões para investimento em projetos de desenvolvimento regional definidos por votação popular.

    Até esta terça-feira (5/10), o Departamento de Articulação Regional e Participação (Darp), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), responsável pelo programa, recebeu um total de 559 propostas pelo Colab. Entre as áreas com maior envio de projetos estão Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (21,65%), Turismo (18,25%) e Meio Ambiente e Infraestrutura (10,20%). Na outra ponta do ranking, os segmentos de Direitos Humanos (1,97%), Cultura (3,40%) e Obras (5,72%) estão entre os menos demandados até agora.

    De acordo com a diretora do Darp, Bruna Blos, assim que recebidas, as propostas encaminhadas pela população são direcionadas para avaliação dos responsáveis nas secretarias das áreas da qual o projeto trata. Após o crivo técnico, as propostas que receberem mais apoio no aplicativo, desde que tenham âmbito regional, já estarão garantidas na cédula de votação, enquanto as demais passarão por avaliação nas Assembleias Públicas Regionais ou Microrregionais dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). Nessa etapa, são eleitos ainda os delegados para as Assembleias Regionais Ampliadas, momento em que é definida a composição da cédula de votação.

    Para encerrar o ciclo, chega-se à votação da Consulta Popular, na qual qualquer cidadão maior de 16 anos pode votar nas demandas da sua região. O voto pode ser feito por meio do site (as cédulas estarão disponíveis nos dias de votação) e do aplicativo Colab.

    Como enviar propostas

    Para enviar propostas para a Consulta Popular 2021 é necessário baixar o aplicativo Colab na Play Store (Android) ou na Apple Store (iOS) e preencher o cadastro com os dados pessoais. Feito o cadastro e definido o local da proposta, essa é encaminhada em formato de postagem, com descrição da ideia de forma direta, com justificativa da importância para a região. O Colab permite o uso de foto para ilustrar a proposta. Uma das possibilidades do aplicativo é dar apoio às propostas já submetidas ou mesmo ampliar a ideia a partir de uma já existente.

  • Operações Sossego e de Fiscalização orientaram 183 pessoas em Canoas neste final de semana

    Operações Sossego e de Fiscalização orientaram 183 pessoas em Canoas neste final de semana

    PMC DIVULGAÇÃO

    Neste final de semana, as operações de Fiscalização e Sossego orientaram 183 pessoas em Canoas, em 15 locais fiscalizados. As orientações foram para o cumprimento dos protocolos sanitários de prevenção à Covid-19, como evitar aglomerações, cumprir o distanciamento físico social, utilização de máscara e demais cuidados.

    Além disso, um estabelecimento recebeu um auto de infração pela equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação e outro foi notificado pela Brigada Militar, por crime de desobediência aos protocolos sanitários.

    As operações contaram com a participação da Guarda Municipal, equipes da Secretaria de Segurança Pública e da Diretoria de Trânsito, da Secretaria de Transportes e Mobilidade.

    Escritório de Comunicação – PMC

  • Com desaceleração da pandemia, estruturas externas de pronto atendimento serão desativadas

    Com desaceleração da pandemia, estruturas externas de pronto atendimento serão desativadas

    PMC DIVULGAÇÃO

    As estruturas externas que funcionam junto às UPAs Boqueirão e Rio Branco serão desativadas nesta quinta-feira (30). Inauguradas há sete meses, elas tiveram papel fundamental no enfrentamento à Covid-19, ampliando a capacidade de atendimento do município. Agora, com os indicadores da pandemia em queda, situação motivada principalmente pelo avanço da vacinação, a demanda de pronto atendimento volta a ser absorvida pelos serviços já existentes.

    No auge da pandemia, as duas estruturas provisórias, abertas em 1º de março, recebiam apenas casos sem relação com o coronavírus. Após a inauguração da UPA Liberty Dick Conter, em 17 de março, passaram a atender casos sintomáticos respiratórios leves. Já no início de abril, com base na necessidade de retorno à rotina dos atendimentos, voltaram a receber casos clínicos gerais, sem relação com a Covid-19.

    Segundo o secretário municipal da Saúde, Maicon Lemos, a decisão de desativar os locais foi motivada pela redução na procura de casos suspeitos de Covid-19 nos últimos meses. “Esperamos que esses indicadores se mantenham, até porque existe uma tendência de queda de casos associados ao coronavírus devido ao efeito positivo da vacinação. Chegou o momento, então, de as unidades retomarem sua capacidade anterior, respeitando, claro, os protocolos necessários para atendimento de pacientes sintomáticos respiratórios”, explicou.

    Pessoas com sintomas respiratórios e suspeita de Covid-19 devem continuar procurando as UPAs Boqueirão e Rio Branco, que voltarão a atender também outros quadros clínicos (adulto e pediátrico). Para casos gerais, existe ainda a UPA 24 Liberty Dick Conter, no bairro Mathias Velho.

    Vacinação

    Em Canoas, 94% da população adulta já recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Mais de 60% está com a proteção completa, com as duas doses ou a dose única. 

    Testagem em massa

    A melhora nos indicadores da pandemia em Canoas está associada também à testagem em massa da população, que facilita o rastreio e isolamento de pessoas infectadas pelo coronavírus. Desde janeiro deste ano, 131,7 mil testes foram realizados no município. Do total, mais de 80,2 mil ocorreram nos cinco centros de testagem, abertos pela Prefeitura no início de março.

    Redução dos casos respiratórios

    Em março de 2021, os casos de síndrome gripal respondiam por mais de 60% dos atendimentos na UPA Boqueirão. Já em setembro, esse índice ficou em 40%. Na UPA Rio Branco, a situação é semelhante: os casos de síndrome gripal representaram 82% dos atendimentos em março, enquanto em agosto chegaram a cair para 48%.

  • Hospital Moinhos de Vento retoma transplantes de órgãos

    Hospital Moinhos de Vento retoma transplantes de órgãos

    DIVULGAÇÃO

    Instituição celebra o Setembro Verde com retorno de procedimentos do tipo e reforça a importância de incentivar as doações 

    O Setembro Verde, da esperança, trouxe vida nova para Edson Barcelos Carneiro, de 43 anos. Ele sofria de nefropatia por IgA, doença que provoca insuficiência renal crônica. Desde 2019, as sessões de hemodiálise passaram a fazer parte da rotina. Há sete meses, foi incluído na lista de pacientes que aguardam um transplante de rim. Foi o ato de amor de uma família de São Paulo que pôs fim à espera do porto-alegrense

    “É uma atitude muito nobre e que salva vidas. Sou muito grato a essa família. Tenho muita vontade de viver e eles resgataram a minha felicidade”, declara Edson. O paciente destaca o papel das campanhas em prol da doação de órgãos e a importância das pessoas manifestarem o desejo de serem doadoras. Para quem segue na fila, ele manda um recado positivo. “Não desistam! Acreditem que é possível!”, incentiva.

    Edson teve alta no dia 22, está bem, com o rim funcionando, e agora completa a recuperação em casa. A doadora era uma mulher de 55 anos. O órgão veio para o Hospital Moinhos de Vento via Central de Transplantes. Foi o primeiro transplante renal com doador falecido realizado na instituição.

    O nefrologista David Saitovitch reforça o significado do ato das famílias que aceitam doar órgãos de um ente querido num momento de dor. “Mesmo o Brasil sendo uma referência mundial — com um Sistema Nacional de Transplantes que funciona muito bem e com um povo solidário, que se mobiliza quando é incentivado pelas campanhas — existe um hiato muito grande entre a quantidade de pacientes que entram anualmente em lista de espera e o número de potenciais doadores. Então, cada família que consente, que aceita fazer a doação, está salvando várias vidas”, pontua o médico.

    O transplante

    A cirurgia realizada no dia 5 de setembro marca a retomada de transplantes de órgãos no Hospital Moinhos de Vento, após dois anos sem realizar este tipo de procedimento, em função da pandemia. O Grupo de Transplante Renal é formado pelas equipes de nefrologia, cirurgia geral, urologia e time multidisciplinar, capacitado para fazer transplantes tanto com doador vivo como com doador falecido. A equipe assistencial promove o elo e vínculo sólido com o paciente, apoiando na organização e logística de todas as etapas e fluxos do programa. 

    David Saitovitch acrescenta que a instituição oferece medicina de ponta e uma excelente estrutura para cirurgias com doadores vivos, além da equipe altamente qualificada, com atuação nacional e no exterior. A retirada do órgão é feita 100% por laparoscopia, o que garante um procedimento menos invasivo e com tempo de recuperação mais rápido, com alta em cerca de três dias. “Todos os transplantes já realizados no Moinhos com doadores vivos foram um sucesso. Agora esperamos que essa cirurgia que marcou a nossa retomada, além de inaugurar procedimentos com doador falecido e nos colocar na lista de espera por transplantes no Rio Grande do Sul, seja a primeira de muitas — e que a gente consiga cumprir a missão de salvar mais vidas”, ressalta.

    COVID-19 e queda das doações

    Incentivar a doação de órgãos se tornou ainda mais urgente com a pandemia. Um levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) revelou uma queda de 26% nas doações no país desde março de 2020. Transplantes de pulmão (62%), rim (34%), coração (34%) e fígado (28%) foram os procedimentos que tiveram maior impacto. Segundo a médica do Centro de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Moinhos de Vento, Patrícia Balzano, as principais causas seriam o risco de contaminação, a redução e/ou a suspensão de cirurgias eletivas, a falta de leitos em UTIs, além da suspensão de voos para transporte dos órgãos.

    A projeção para 2020 era de que o Brasil teria 20 doadores de órgãos por milhão de pessoas. Com a pandemia, o número de doadores regrediu aos patamares de 2017: foram 15 por milhão de habitantes.

    Recusa familiar é um desafio

    O Brasil possui uma alta taxa de recusa familiar, na comparação com outros países. Em torno de 42%, ou seja, quase metade, não consentem a doação. Patrícia explica que o manejo adequado do potencial doador e o aperfeiçoamento da comunicação com a família contribuem para melhorar esses números. Ela lembra que a doação também pode ser feita ainda em vida, no caso de órgãos como rim, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea.

    A psicóloga do Centro de Terapia Intensivo Adulto do Hospital Moinhos de Vento, Anelise Fiori da Silva, salienta que é fundamental as pessoas declararem o desejo de serem doadoras, pois é uma forma de deixar seus familiares cientes e mais tranquilos na hora de tomar essa decisão.

    Pioneirismo e medicina de ponta

    Foi em 1970, no Hospital Moinhos de Vento, que aconteceu o primeiro transplante de rim do Rio Grande do Sul e o segundo no Brasil. A paciente era uma adolescente de 15 anos. Os cirurgiões Loreno Brentano e José Carlos Dihel operaram, respectivamente, a receptora e sua mãe, que doou um rim para a filha. Elas ficaram aos cuidados do nefrologista Otto Busato.

    Desde 2015, a instituição também conta com um programa específico voltado ao transplante de medula óssea. Até o momento, foram realizados 161 procedimentos. Também é o único hospital privado no Rio Grande do Sul que oferece todos os tipos desse tratamento: autólogo (quando a medula vem do próprio paciente), alogênico aparentado (de um familiar) e alogênico não aparentado (de um terceiro). Em 2018, o Moinhos também foi credenciado a realizar também transplantes de fígado.

  • Semana tem 30 licitações programadas para o governo do Estado

    Semana tem 30 licitações programadas para o governo do Estado

    A semana de 27 de setembro a 1º de outubro conta com 30 licitações agendadas pela Subsecretaria Central de Licitações do Estado (Celic), vinculada à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). Para o período, estão previstas licitações para serviços de atendimento domiciliar, contratação do Plano de Manutenção, Operações e Controle, aquisição de materiais médico-hospitalares e de enfermagem para órgãos diversos, além de, entre outros, serviços como o gerenciamento de eventos esportivos educacionais e de monitoramento de alarme.

    Para saber mais detalhes sobre os processos da semana, acesse o site www.celic.rs.gov.br e consulte pelo número do edital.

    Agenda Celic

    A publicação da Agenda Celic é destinada aos interessados em participar de licitações e ampliar o nível de transparência sobre compras e alienações do Estado aos profissionais de imprensa e à sociedade.

    • Clique aqui e confira as licitações agendadas para a semana de 27 de setembro a 1º de outubro de 2021.

  • Neurologista Dr. Diego Dozza aborda tema importante: “Dor Crônica: há solução?”

    Neurologista Dr. Diego Dozza aborda tema importante: “Dor Crônica: há solução?”

    Muitas doenças causam dor crônica que pode ser incapacitante para algumas pessoas. E mesmo com o avanço das medicações do tratamento convencional não conseguem uma melhora satisfatória de seus sintomas. Uma das causas mais comuns de dor crônica intratável é o câncer. O paciente muita vezes necessita de doses elevadas de morfina para conseguir alívio dos sintomas. Apesar de haver novas medicações de uso oral para a dor, muitas vezes é necessária a utilização de procedimento invasivo para o tratamento.

    A utilização da infusão intratecal das medicações através de bombas de infusão implantáveis tem apresentado melhora significativa no controle das dores e com menos efeitos colaterais, pois utilizam doses menores das medicações. Este é um tratamento no qual um cateter é colocado dentro da coluna do paciente (mais precisamente no espaço subdural, onde há o famoso “líquido da espinha”) e é conectado sob a pele com a bomba infusora (tipo um “marcapasso”) que fica implantada no abdômen, abaixo da pele e sobre a musculatura. Então calcula-se a dose que será liberada continuamente ou em pulsos, atuando de forma mais precisa diretamente sobre o sistema nervoso.

    Um outro uso para a bomba de infusão é para a espasticidade/distonia que ocorre em casos como sequela de paralisia cerebral, AVC, trauma medular, esclerose múltipla. Nesses casos a medicação utilizada é o baclofeno intratecal no qual a dose é muito inferior a utilizada pela via oral e com potencial de ação e efetividade muito maior, permitindo controle da espasticidade com redução das dores causada por ela, cãibras, melhora da contratura para a realização da fisioterapia dentre outros.

    Outra forma de tratar a dor é com o neuroestimulador medular. Este ao invés de liberar uma substância química na coluna, libera estímulo elétrico que irá bloquear a sensação da dor. Da mesma maneira há um eletrodo que é implantado na coluna e um gerador que é implantado na região dorsal. Através de pulsos de estímulos elétricos a dor é inibida. Outra forma não invasiva de tratamento é a estimulação magnética transcraniana (TMS) no qual estímulo magnético é liberado sobre o cérebro através de uma bobina. Este procedimento é feito no consultório médicos sem a necessidade de anestesia.

    Então após a falha terapêutica com as medicações convencionais para o tratamento da dor não há mais aquela frase “você tem que se acostumar com a dor e conviver com ela”. Atualmente há um avanço enorme na tecnologia medicamentosa e no tratamento cirúrgico que podem auxiliar na qualidade de vida de quem convive com esse sofrimento. E tem que se lembrar de que o uso crônico e abuso de medicações também pode acarretar em complicações da saúde como, por exemplo, problemas do fígado e dos rins.

    E como já dizia Tim Hansel: a dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

    Locais de atendimento:
    Passo Fundo – Rua Teixeira Soares 885, sala 1001, tel (54) 3622-2989/3622-2990
    Palmeira das Missões – Avenida: Independencia. Número:1270/ Sala:306
    Centro Tel (55) 3742-4909
    Frederico Westphalen – Clínica Raimed, Rua Tenente Portela 435, tel (55) 3744-3100

  • Aniversário de 124 anos do Hospital da Brigada Militar (POA) e o lançamento da plataforma de cirurgia robótica

    Aniversário de 124 anos do Hospital da Brigada Militar (POA) e o lançamento da plataforma de cirurgia robótica

    BM DIVULGAÇÃO

    O Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre (HBMPA) celebrou seu aniversário em cerimônia realizada nesta sexta-feira (24), na área externa do hospital. O HBMPA comemora 124 anos de serviços prestados aos policiais militares da corporação e familiares, o HBM busca a modernização do atendimento e projeta a implementação de melhorias para o futuro.Junto a comemoração da data, também foi realizado o lançamento da plataforma de cirurgia robótica, a mais nova aquisição do HBM.

    A plataforma de cirurgia robótica é um aparelho moderno e inovador que tem como objetivo trabalhar com cirurgias minimamente invasivas. O aparelho possui três componentes principais: o console do cirurgião, o robô cirúrgico com acesso ao paciente e um rack composto pelo sistema de processamento de imagem e de energia.

    A cirurgia robótica pode ser utilizada em diversas especialidades, como: urologia, cirurgia geral, cirurgia bariátrica, ginecologia, cirurgia cardíaca e proctologia. Atualmente, a cirurgia mais realizada e com maior número de estudos no mundo é a Prostatectomia Radical (retirada da próstata para tratamento do câncer).

    Os resultados positivos da cirurgia robótica para a qualidade de vida dos pacientes são inúmeros, com destaque para: a diminuição da perda de sangue; o menor tempo de internação; cicatrizes menores devido à não necessidade de incisões mutiladoras; redução da dor e da necessidade de medicação prolongada; recuperação mais rápida e com menos complicações; menor risco de infecção; redução da necessidade de procedimentos adicionais e retorno mais rápido às atividades. Já para os médicos, estudos demonstraram que a cirurgia robótica proporciona melhor visualização e permite movimentos mecânicos com maior grau de liberdade, além da diminuição da fadiga ou tensão nas articulações devido ao design ergonômico do robô.