Categoria: Geral

  • Milhões de brasileiros têm dificuldades de pagar suas dívidas

    Milhões de brasileiros têm dificuldades de pagar suas dívidas

    Rio de Janeiro (RJ), 23/05/2023 – Bandeira com propaganda oferece empréstimo em rua movimentada, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    A mercadoria que garante o ganha-pão de Guilherme Nogueira fica todos os dias, de segunda a sexta-feira, espalhada pelo chão de uma calçada na rua Uruguaiana, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O jovem, de 28 anos, tinha um emprego formal, com carteira assinada até 2020. 

    Com a chegada da pandemia de covid-19, ele foi demitido e, desde então, tem que se virar como pode, para garantir o seu sustento e o de seu filho. Atualmente, vende mochilas que ficam expostas em uma lona para pessoas que transitam pela movimentada rua carioca. 

    “Tem dia que vende, tem dia que não vende. Tem dia que vende cinco, oito mochilas. Em outros, vende duas. É difícil, os guardas [municipais] querem pegar [apreender] as mochilas”, lamenta Guilherme. 

    A perda do emprego também o envolveu em uma situação que atinge hoje 66 milhões de brasileiros, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL): o jovem não consegue pagar suas contas. 

    Sem uma fonte de renda estável, Guilherme não consegue saldar suas dívidas com o cartão de crédito. “Eu não tinha condições de pagar o banco. Fiz um cartão de crédito e não tinha dinheiro na hora pra pagar. Tenho dívidas com cartão de dois bancos”, conta. “Não tenho nenhum plano para conseguir pagar isso. Está difícil”. 

    A inadimplência, ou seja, as contas ou dívidas em atraso, atinge, segundo o CNDL, quatro entre dez brasileiros adultos.  

    O número de dívidas em atraso no Brasil, em abril deste ano, cresceu 18,42% em relação ao mesmo período do ano passado. A dívida com os bancos é, segundo o CNDL, o principal motivo da inadimplência: 63,8% do total. 

    E, assim como Guilherme, em média os brasileiros inadimplentes devem a duas empresas. Quase metade dos brasileiros na faixa etária a qual pertence o vendedor ambulante (25 a 29 anos) estão na inadimplência. 

    Mas não são apenas os jovens que enfrentam o problema, nem os bancos são a única fonte das dívidas difíceis de pagar. Seu José Raimundo, de 67 anos, também é autônomo. Trabalha há anos como engraxate, a poucos metros de onde Guilherme vende suas mochilas. 

    E assim como o colega vendedor, foi muito impactado pela pandemia. Ainda sem conseguir contar com uma aposentadoria – ele deu entrada no Benefício Assistencial ao Idoso, mas ainda não recebeu o aval da Previdência Social para receber o dinheiro – ele perdeu grande parte da clientela que usava seus serviços antes da covid-19. 

    “Só por causa da pandemia, fiquei quase dois anos em casa. Depois fiquei doente, sem poder fazer nada. Fiquei três anos e pouco sem trabalhar. E aí foi atrasando tudo. Minha mulher sozinha pagando tudo: água, luz, telefone. O que eu mais atrasei foi a conta de água. Na hora que sair o benefício [da Previdência], eu vou conversar com a concessionária e parcelar. Não quero ficar devendo nada a ninguém. Não tenho essa índole de mau pagador”, conta o engraxate que retomou recentemente seu ofício.

    Três em quatro idosos com 65 a 84 anos estão com dívidas em atraso no país. Água e luz respondem por 11,1% das inadimplências, percentual parecido com o do comércio, que representa 11,6% das dívidas não pagas. 

    E a inadimplência não poupa nem quem tem emprego formal. Alessandro Gonçalves tem 30 anos e trabalha como porteiro em um prédio comercial no centro da cidade do Rio. 

    Todo mês, ele precisa fazer malabarismos para garantir que seu dinheiro supra suas necessidades diárias. E isso envolve atrasar o pagamento de algumas contas. “É aquela dificuldade rotineira. Você tem uma conta pra pagar e não consegue. Chega no final do mês, pega o dinheiro pra pagar a conta e não consegue. O salário nosso, a gente faz uma conta e, quando chega no final do mês, não dá pra pagar. E aí a gente tem que atrasar as contas”. 

    Máquina de cartão crédito e débito
    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Renda

    Segundo Merula Borges, especialista em finanças da CNDL, a perda de renda é um dos motivos que levam as pessoas à inadimplência.  

    “Na pesquisa, quando as pessoas foram perguntadas sobre o motivo de elas terem entrado na inadimplência, elas disseram que tiveram perda de renda ou de si próprios, ou de alguém da família”, afirma Merula. “Isso é natural já que, quando a renda é menor, o espaço que os itens básicos ocupam no orçamento familiar é maior e as pessoas têm menos possibilidade de lidar com algum imprevisto que aconteça”. 

    Segundo a especialista, quem tem renda menor também precisa de mais disciplina financeira para evitar a inadimplência.

    “Existe, sim, uma possibilidade de as pessoas se manterem adimplentes, apesar da renda mais baixa, mas é muito mais difícil. Então, o foco daquele que tem uma renda menor precisa ser em melhorar a qualificação, procurar cursos gratuitos, possibilidades de melhorar a própria renda para entrar em uma situação um pouco mais confortável”. 

    Merula diz que são necessárias políticas públicas que ajudem os brasileiros a saírem dessa situação de inadimplência. O governo federal prepara um programa, chamado Desenrola, que pretende renegociar até R$ 50 bilhões em dívidas de 37 milhões de pessoas físicas. 

    A política está sendo preparada pelo Ministério da Fazenda, que, em resposta à Agência Brasil, afirmou que “não se manifesta sobre medidas em elaboração”.

  • Médicos cardiologistas participam de encontro técnico no HSVP

    Médicos cardiologistas participam de encontro técnico no HSVP

    O Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo promoveu, na última semana, um encontro técnico para atualização de cardiologistas clínicos, intervencionistas e cirurgiões. Os profissionais debateram o diagnóstico e o tratamento da Doença Estrutural Valvar, que pode ser diagnosticada no nascimento ou adquirida ao longo da vida. 

    A doença prejudica o funcionamento das válvulas cardíacas e o fluxo de sangue para o coração, possibilitando o surgimento de patologias como a Estenose Aórtica, a Estenose Mitral, a Insuficiência Aórtica e a Insuficiência Mitral. O debate sobre o tema foi mediado pelo responsável técnico da Hemodinâmica do HSVP, Dr. Rogério Tadeu Tumelero, com o apoio do cirurgião cardíaco Dr. Luis Sérgio de Moura Fragomeni. 

    “O objetivo do encontro entre os especialistas foi o de promover uma discussão acadêmica em torno das novidades nos estudos internacionais e a abordagem da doença estrutural valvar aórtica e mitral, além das terapias em desenvolvimento que serão disponibilizadas aos pacientes nos próximos anos. Esse evento científico mantém a tradição da cardiologia do HSVP, que completa duas décadas, estando entre os hospitais brasileiros que mais desenvolvem terapias para o tratamento das doenças cardíacas estruturais”, explicou o Dr. Rogério Tadeu Tumelero.

    O evento contou com a presença do coordenador do Núcleo de Intervenção em Cardiopatia Estrutural do Incor-HCFMUSP e também coordenador médico da Cardiologia do Hospital Síro-Libanês, Dr. Fábio Sândoli de Brito Jr. “É um privilégio estar em Passo Fundo, com colegas extremamente competentes na área da cardiologia, para ajudar a difundir o uso das novas terapias para o tratamento da válvula mitral por meio de cateter e o uso de clipes. Essa tecnologia possibilita o tratamento da doença sem a necessidade de uma cirurgia cardíaca feita com o peito aberto e tem demonstrado resultados cada vez melhores para os pacientes selecionados”.

    Já a chefe da Seção de Valvopatias do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Dra. Auristela Ramos, abordou o tratamento da estenose aórtica clínico, cirúrgico e através da terapia por cateter. “Com a idade a válvula aórtica vai calcificando e o sangue sai com dificuldade do coração. Isso pode provocar vários sintomas que precisam ser corrigidos através de cirurgia tradicional ou por meio de técnicas mais modernas. O implante da prótese trascateter é uma recomendação menos invasiva, mas por enquanto indicada apenas em pacientes com mais de 70 anos”.

    O diretor técnico médico do São Vicente de Paulo, Dr. Adroaldo Mallmann, disse que a Instituição busca incentivar ações voltadas à qualificação profissional do corpo clínico, afinal o Centro de Cardiologia do Hospital é referência nacional. “É fácil encontrar em nossa equipe hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos de excelência, que atuam Brasil afora e palestram em todo o mundo. Isso demonstra que o HSVP valoriza seus médicos, que estamos atentos à inovação tecnológica e investindo pesado em novos equipamentos”.

    Legenda 1: Cardiologistas clínicos, intervencionistas e cirurgiões debateram o diagnóstico e as novas técnicas para o tratamento da Doença Estrutural Valvar.

    Legenda 2: Os médicos Rogério Tadeu Tumelero (HSVP), Luis Sérgio de Moura Fragomeni (HSVP), Auristela Ramos (Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia) e Fábio Sândoli de Brito Jr. (Incor-HCFMUSP e do Hospital Síro-Libanês) em encontro técnico sobre cardiologia.

    Foto: Ana Paula Koenemann – Comunicação HSVP

  • Porto Alegre: Jardim do Dmae recebe feira de bazar na véspera do Dia das Mães

    Porto Alegre: Jardim do Dmae recebe feira de bazar na véspera do Dia das Mães

    O Jardim do Dmae recebe no próximo sábado, 13, a segunda edição da Feira Nosso Bazar neste ano. O evento ocorre na rua 24 de Outubro, 200, no bairro Moinhos de Vento, das 11h às 17h. A entrada é franca.

    A feira contará com 15 expositores, ofertando variados produtos artesanais, como semijoias, plantas, roupas de brechó, bem-estar, beleza e itens de moda autoral.

    A novidade desta edição é que haverá serviço demassagem relaxante, dedicado a tratar pequenas lesões, através de massagens rápidas, oferecidas pela professora Simone Carvalho, para os participantes da feira.           

    ‘’A ideia desse encontro surgiu com o propósito de promover os pequenos empreendedores, para expor os seus trabalhos, e o jardim do Dmae possui uma estrutura perfeita e muito aconchegante, esperamos que os visitantes nos prestigiem bem animados’’, conta a organizadora do evento, Tatiana Fão. 

    O evento é beneficente e estará arrecadando um quilo de alimento não perecível. Os produtos serão destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social, em parceria com a ONG Viva Rua. 

    No jardim, não é permitido entrar e circular com animais, praticar esportes e andar de bicicleta. Se as condições climáticas não forem favoráveis, o evento será adiado.

  • Kaká D’Ávila não usou a verba de gabinete desde que tomou posse na Assembleia

    Kaká D’Ávila não usou a verba de gabinete desde que tomou posse na Assembleia

    Nos últimos três meses, o deputado Kaká D’Ávila (PSDB) não utilizou o total de R$ 56.005,83 que teria direito como verba para custeio de seu gabinete parlamentar na Assembleia Legislativa. Ele foi o único deputado estadual a não utilizar esse recurso na integridade. Kaká poderia ter usado, por mês, R$ 18.668,61 para materiais de escritório, impressos, entre outros gastos administrativos.

    “Como esse valor não pode ser gasto com a população diretamente, mas somente com o gabinete, não vejo sentido em utilizá-lo. Acredito que as despesas de gabinete podem sair da remuneração do parlamentar. Os valores correspondentes a essa verba deveriam retornar aos cofres públicos para serem gastos com prioridades que realmente necessitam de aporte financeiro”, defendeu Kaká.

    Durante sua passagem pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o parlamentar não utilizou a verba de gabinete. “Fui eleito vereador em 2020, atuei no Legislativo municipal entre janeiro de 2021 e janeiro de 2023, deixando de utilizar R$ 454.365,62. Tinha direito de uso, mas não utilizei nenhum real do total da verba destinada a mim”, lembrou.

    Recentemente, Kaká sugeriu por meio de projeto de lei dar outra destinação a verba não utilizada pelos deputados. A ideia é criar um programa de renda extra, a partir da parceria entre Estado e municípios, para contratação temporária com objetivo de realizar serviços urbanos. O valor pago a esses trabalhadores temporários sairia da verba não utilizada, ou economizada, pelos gabinetes dos parlamentares.

  • Sarandi receberá moderna planta industrial em segmento pioneiro no Brasil

    Sarandi receberá moderna planta industrial em segmento pioneiro no Brasil

    Empresários chineses e brasileiros investirão cerca de R$ 20 milhões em empreendimento no município

    Um longo trabalho de articulação do Governo Municipal de Sarandi e um grupo de investidores sino-brasileiros culminou no anúncio realizado na última segunda-feira, 08 de maio, da instalação de um moderno empreendimento industrial que vai atuar em segmento pioneiro no Brasil: o processamento de mucosa de origem suína para a obtenção de subprodutos opoterápicos – em especial, voltados à fabricação da substância farmacológica Epamina, medicamento fundamental para o tratamento de trombose, infarto, AVC, entre outros.

    Em processo de instalação em Sarandi, a empresa Sambao Comércio de Importação e Exportação contará com capacidade para processamento de 100 toneladas/dia de mucosa suína no município de Sarandi, para fins de exportação para a República Popular da China, com a geração inicial de 40 vagas de emprego diretas no município. A Prefeitura de Sarandi, após autorização da Câmara de Vereadores, estará concedendo uma área do município para a instalação da empresa.

    Em solenidade, o prefeito Nilton Debastiani e vice-prefeito Reinaldo Antônio Nicola recepcionaram os investidores Renato Sun-Yiune e Paulo Wang-Hailang, que estiveram acompanhados do advogado do grupo empresarial dr. Ronaldo Cardozo, o qual apresentou à imprensa e convidados uma minuciosa exposição do foco do grupo empresarial:

    – O nosso grupo empresarial congrega várias empresas juntamente com a Sambao, que são voltadas à pecuária de corte, lavouras de soja, arroz e trigo, voltadas à exportação agrícola, porém a extensão da nossa empresa para o ramo industrial se faz necessário. A Sambao investe na área comercial e de confecções, importação e exportação, e agora buscamos no Rio Grande do Sul um local para investimentos na substância Epamina, que a China trabalha com muita propriedade nesse sentido – explicou dr. Ronaldo, em nome do grupo empresarial.

    Segundo o advogado, o grupo de investidores estudou na região a possibilidade de aquisição da matéria-prima, sob orientação de Debastiani e Nicola, para o início dos trabalhos que, a princípio, não contará com a capacidade total do empreendimento, porém é projetado um crescimento rápido. Também atuou na mediação para a conquista dos investimentos o ex-secretário municipal de Habitação Alex Antônio Rodrigues.

    Debastiani e Nicola saudaram os investidores, destacando a importância do trabalho conjunto que foi realizado para a viabilização da instalação do empreendimento. A Câmara de Vereadores de Sarandi também esteve representada pelo seu presidente Jairo Antônio Corso e vereadores Wilmar José Azeredo, Marcelo Barbosa (PDT) e Cássio Conterato (Progressistas). Expressivo número de convidados prestigiou o ato, marcando mais uma grande conquista para a Economia sarandiense.

    Decom

  • Canoas: Quadra de basquete no Centro Olímpico Municipal recebe novas tabelas

    Canoas: Quadra de basquete no Centro Olímpico Municipal recebe novas tabelas

    Os canoenses adeptos à prática de basquete e que frequentam o Centro Olímpico Municipal (COM), no bairro Igara, já podem voltar a utilizar a quadra destinada ao esporte do local. O espaço recebeu a instalação das novas tabelas oficiais. As anteriores precisaram ser substituídas devido ao processo de deterioração.

    A instalação foi feita pela Diretoria de Infraestrutura da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel). “As novas tabelas são de um material mais resistente à ação do tempo. Reforçamos a estrutura de base do equipamento, agora os esportistas podem usar o espaço de forma eficiente. Mas é importante ressaltar que, caso observem um mau uso do espaço, as pessoas podem fazer reclamações à coordenação da unidade”, afirma o diretor de Infraestrutura, Luís Bitencourt. O basquete é um esporte que reúne dinâmica, diversão e movimento do corpo, além de auxiliar na promoção da saúde e bem-estar.

  • Nunca tantos gaúchos – 54 mil ao todo – entraram para o grupo de inadimplentes em um só mês

    Nunca tantos gaúchos – 54 mil ao todo – entraram para o grupo de inadimplentes em um só mês

    O Indicador de Inadimplência CDL Porto Alegre contabilizou, em abril, um novo recorde de pessoas com algum tipo de limitação de crédito, cheque ou protesto — chegou a 30,77% no Rio Grande do Sul e 33,68% em Porto Alegre. Estimativas próprias apontam que a população adulta negativada alcançou 2,756 milhões no RS e 392,7 mil em Porto Alegre e, entre março e abril de 2023, 54,6 mil gaúchos ingressaram no grupo, sendo 8,4 mil porto-alegrenses.

    A análise da Entidade também mostra a maior variação em relação ao mês imediatamente anterior já registrada: +0,61 ponto percentual para o RS e +0,72 ponto percentual para a Capital. Os dados foram obtidos a partir da base de restritivos da Boa Vista SCPC, a maior disponível no Estado. Desde o início da série histórica levantada pela CDL POA, em fevereiro de 2022, os indicadores são os mais altos de inadimplência da população.

    Análise dos dados:

    De acordo com o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, os números do Indicador de Inadimplência refletem a conjuntura desafiadora para as famílias: “Além de não haver projeção de cortes da Taxa Selic no curto prazo, quaisquer efeitos de mudanças na política monetária, como o início de um ciclo de redução dos juros básicos, demoram de dois a três trimestres para se materializar efetivamente na economia real”.

    O especialista explica ainda que, apesar da expectativa de continuidade da desinflação — aumento dos preços, mas em ritmo menos acelerado –, o processo deve ocorrer de maneira lenta e gradual: “A tendência, inclusive, é de que o IPCA em 2023 supere o de 2022, lembrando que, no ano passado, a PEC dos Combustíveis criou uma circunstância atípica, provocando forte deflação entre julho e setembro”.

    O Núcleo Econômico da CDL POA indica que a previsão de crescimento deprimido do PIB brasileiro afeta o Rio Grande do Sul de forma desfavorável. Outros obstáculos são: (1) os desdobramentos da estiagem sobre a safra de grãos em nível regional; (2) a queda da demanda reprimida pelos segmentos que mais sofreram com a imposição do distanciamento social; e (3) a diminuição da poupança acumulada desde o começo da pandemia.

    Projeções:

    Segundo o economista, o cenário futuro só não é pior por conta da concessão de incentivos do governo federal direcionados às classes de menor poder aquisitivo, como a valorização real do Salário Mínimo e a correção da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física.

    O mercado de trabalho, a despeito dos dados que mostram algum retrocesso recente no emprego, encontra-se em uma situação relativamente benigna. “Na nossa avaliação, os vetores de baixa são mais numerosos e representativos em comparação com os de alta, o que nos faz crer na dificuldade de gerarmos uma reversão consistente da trajetória ascendente nas próximas leituras”, projeta Frank.

    O Indicador de Inadimplência CDL POA é elaborado pelo Núcleo Econômico da Entidade e mede mensalmente a inadimplência dos consumidores do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre. O levantamento teve início em fevereiro de 2022 e mostra a parcela de pessoas físicas com algum tipo de restrição a crédito, cheque ou protesto.

  • Realizar licitação não engessa a administração pública

    Realizar licitação não engessa a administração pública

    Gerson Luís Batistella

    Muitas vezes ouvimos falar que a administração pública precisa realizar licitações para suas compras de materiais e serviços. Invariavelmente, ouvimos falar ou lemos que determinados órgãos públicos efetuaram compras diretamente de fornecedores e prestadores de serviços sem que tivesse havido uma licitação.

    Primeiro, precisamos entender que uma licitação se destina a garantir que todas as empresas que fornecem um determinado serviço, material ou que executam obras, possam competir, em igualdade de condições, para vender para a administração pública. A isso denominamos de princípio da isonomia, ou da igualdade. Ora, se as empresas são regularmente constituídas, todas devem ter a oportunidade de cotar preços para vender um material ou serviço, ou executar obras. Portanto, a licitação é um procedimento, previsto na Constituição Federal e em Leis Federais que tornam obrigatória a realização desse procedimento. A isso denominamos como princípio da legalidade, ou seja, a legislação brasileira obriga administradores públicos a realizá-la.

    Normalmente, o critério estabelecido para definir de quem comprar, dentre as empresas participantes de um certame licitatório é o menor preço. A legislação federal tem se aprimorado para aceitar não somente o menor preço, mas a análise de durabilidade de materiais, buscando obter a proposta mais vantajosa, qual seja, aqueles materiais que apresentarem uma durabilidade maior, apesar de ter um preço um pouco maior, poderão ser objeto de compras pela administração pública.

    Fazer licitação logo é a regra obrigatória.

    Na iniciativa privada não há obrigação legal de se fazer licitação porquanto o recurso financeiro pertence aos seus proprietários ou controladores, logo a gestão de compras necessárias é um assunto privado.

    Entretanto, na administração pública, como o dinheiro/recurso financeiro pertence à sociedade, cabe aos gestores municipais, democraticamente eleitos, procederem à gestão desses recursos financeiros, devendo primar pela estrita observância das normas legais e constitucionais vigentes.

    Por outro lado, quando a administração pública não observa essa obrigação, ressalvado algumas situações específicas que permitem não licitar, ou seja, dispensar a licitação ou sua inexigibilidade, que são poucas, e dessa forma gestores municipais optam por escolher, sem licitação, seus fornecedores e prestadores de serviços, incorrem em contrariedade à legislação, infringindo o princípio constitucional da legalidade e os princípios da moralidade, impessoalidade, razoabilidade e economicidade.

    Quando essas compras ficarem comprovadas que foram realizadas por preços superiores aos praticados pelo mercado, recairá a gestores e servidores responsáveis por tais procedimentos, a responsabilidade legal de ressarcir os cofres públicos dos prejuízos a serem comprovados com base nessa prática irregular, que é comprar diretamente de empresas ou pessoas físicas, sem a realização de licitação.

    Portanto, não cabe, em nenhuma hipótese legal, justificar que as compras realizadas diretamente a fornecedores escolhidos pessoalmente por agentes públicos (gestores e servidores municipais) dão maior celeridade à satisfação das necessidades que a administração pública possui, pois cabe a ela realizar planejamentos eficientes e efetivos, baseado nas necessidades habituais de materiais e serviços, possibilitando, em tempo hábil, a realização do competente procedimento licitatório, caracteriza-se isso como qualidade do planejamento de compras.

    Assim, não é razoável afirmar que uma licitação engessa os trabalhos da administração pública, mas ela se destina a preservar o interesse da coletividade, igualando as condições de fornecimento por parte das empresas, buscando a maximização das compras com o menor volume de recursos possíveis.

    Gerson Luís Batistella. Administrador, professor da disciplina de Gestão Pública da URI – Frederico Westphalen, Professor Instrutor da Escola Superior de Gestão e Controle do Tribunal de Contas do Estado RS (TCE-RS), Auditor e Coordenador Regional do TCE/RS em Frederico Westphalen.

  • Posse no Incra/RS aponta para retomada de ações da autarquia

    Posse no Incra/RS aponta para retomada de ações da autarquia

    A necessidade de reconstrução das políticas públicas conduzidas pelo Incra marcou os discursos durante a cerimônia de posse do superintendente regional do Incra/RS, Nelson José Grasselli. O evento aconteceu hoje (02/05) pela manhã no auditório da autarquia em Porto Alegre, e contou com a presença do presidente do Incra, César Aldrighi, além de várias autoridades federais, estaduais e municipais e de representantes de entidades e movimentos sociais. 

    “O desafio é bastante grande, mas se fosse pequeno ou fácil não seria para nós”, afirmou o novo superintendente. Grasselli é assentado titulado da reforma agrária e foi prefeito de Pontão por quatro vezes – sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União em 18 de abril. 

    A vivência da reforma agrária pelo novo dirigente foi valorizada pela representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  Salete Carollo. “Sabemos que a missão é difícil, mas para você, que já passou por ela, é meio caminho andado. Nós sabemos o que e como fazer, faltava quem”, afirmou. 

    Desafios – o presidente do Incra, César Aldrighi, falou sobre a retomada das ações do Instituto, em um contexto de dificuldades variadas. “Hoje, o orçamento do Incra é menos de 5% do que era em 2010. Isto não nos desanima” – afirmou. Citou como exemplo o esforço da autarquia para viabilizar uma liberação emergencial de crédito para assentamentos gaúchos em razão da estiagem. A medida foi anunciada no final de fevereiro, e a partir de amanhã, técnicos do Incra/RS estarão coletando assinaturas dos contratos com todos os beneficiários – cerca de 8 mil famílias devem ser atendidas. 

    O governo federal deve anunciar nos próximos dias um plano para recomeçar a reforma agrária neste ano. Também será iniciada a discussão sobre metas e recomposição orçamentária para o próximo Plano Plurianual (PPA), definindo de maneira participativa as prioridades para 2024/2027. 

    Aldrighi enfatizou que a autarquia igualmente está devendo ações para o público quilombola na regularização de seus territórios. “Muitos processos foram deixados de lado, mas temos uma equipe técnica comprometida, e temos portarias e decretos a serem publicados”, disse o presidente. Durante a cerimônia de posse, Clédis Souza, da Federação das Associações de Comunidades Quilombolas do RS (FACQ/RS) e Onir Araújo, da Frente Quilombola RS entregaram ao presidente e ao superintendente documento com reivindicações das comunidades. 

    “Nossa orientação é retomar o diálogo, organizar o Incra para que tenhamos reforma agrária, participação social e foco na produção de alimentos para a população brasileira” afirmou o presidente no encerramento da cerimônia que lotou o auditório do Incra/RS. 

  • ENCOPAV Engenharia executará o asfaltamento da ERS 591 de Castelinho (FW) a Ametista do Sul

    ENCOPAV Engenharia executará o asfaltamento da ERS 591 de Castelinho (FW) a Ametista do Sul

    DIVULGAÇÃO ENCOPAV

    Nesta terça-feira, 2, o governador Eduardo Leite assina, em Porto Alegre, a Ordem de Serviço para início das obras de asfaltamento de 8,86 km da ERS 591, entre o distrito de Castelinho (FW) e a cidade de Ametista do Sul. Serão aplicados R$ 19,3 milhões pelo Governo do Estado e os trabalhos serão executados pela empresa ENCOPAV ENGENHERIA LTDA, com sede em São Leopoldo.

    Ocorreu uma mobilização de inúmeras lideranças de Frederico Westphalen e Ametista do Sul e, finalmente, a pavimentação vai acontecer. Não dá para deixar de registrar a importância dessa obra reivindicada há dezenas de anos. Destacamos a atuação da URI de FW e das Prefeituras de Ametista do Sul e de Frederico Westphalen. Entre os Prefeitos e lideranças presentes no ato de assinatura da Ordem de Início das obras na ERS 591 pelo Governador Eduardo Leite, esteve o presidente da Amzop, Evandro Massing. A Amzop teve e tem um papel político muito importante neste e outros pleitos regionais. A foto registra uma das obras da empresa.

    CONHEÇA A ENCOPAV ENGENHARIA

    “Ao executar pequenos serviços de calçamento e drenagem na região do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, deu-se início em 1994 a história da ENCOPAV Engenharia Ltda.Ampliando nosso escopo de trabalho conquistamos como clientes a CORSAN e também diversas prefeituras da região metropolitana de Porto Alegre e do Vale dos Sinos.A qualidade do serviço executado nos levou a ampliarmos nosso escopo, atingindo desde 2001 também obras de recuperação de ruas, rodovias, terraplenagem e pavimentação em geral.A partir dali, o crescimento sustentável da empresa trouxe o reconhecimento do mercado.A ENCOPAV Engenharia Ltda possui e opera usinas de asfalto e atua em todas as regiões do Rio Grande do Sul e algumas cidades do Mato Grosso do Sul. Nossa trajetória é longa e a percorremos com seriedade, sustentabilidade e austeridade, acreditando que passos largos não são nada se não forem firmes.

    Conheça nossos serviços

    No Rio Grande do Sul a ENCOPAV possui e opera usinas de asfalto localizadas nos municípios de São Leopoldo, Caxias do Sul e Capão do Leão, além de estar licenciada para uma quarta usina, em Santiago, a qual opera sob demanda.