Categoria: Destaque

  • Exportações da indústria gaúcha diminuem 4,3%

    Exportações da indústria gaúcha diminuem 4,3%

    Com recuo de 8,8% na quantidade vendida, as exportações na indústria de transformação do Rio Grande do Sul caíram 4,3% no primeiro semestre de 2023, na comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento foi de US$ 8,1 bilhões no período, queda de US$ 367,5 milhões. Em junho, com as vendas externas atingindo US$ 1,3 bilhão, o impacto foi ainda maior em relação ao mesmo mês de 2022: baixa de 20,6%. “A crise econômica da Argentina colabora para este resultado. É um dos nossos mais importantes parceiros comerciais, mas as exportações da indústria de transformação gaúcha para lá apresentam queda de 15,6% no acumulado deste ano”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.  Por outro lado, os preços médios das exportações apresentaram avanço de 5% ante o primeiro semestre de 2022.

    O presidente da FIERGS destaca também que os primeiros seis meses do ano foram caracterizados pela continuidade do aperto monetário nas principais economias mundiais, que passaram por um período de desaceleração, influenciando diretamente nas exportações gaúchas. Além disso, um caso da doença da Vaca Louca em uma propriedade no Pará afetou os embarques de proteína animal no início de 2023.

    Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a média móvel de 12 meses, tanto da receita quanto do índice de quantidades exportadas, continua a cair, com a inclinação da receita mostrando-se mais acentuada. Outro aspecto a se destacar é que, dos 23 segmentos exportadores da indústria de transformação do RS, apenas sete apresentaram avanço na receita de exportações ante o mesmo semestre de 2022.

    Mesmo o segmento de maior faturamento no primeiro semestre, o de Alimentos, com uma receita de US$ 2,9 bilhões, apresentou queda (-US$ 29,9 milhões, recuo de 1%). O efeito preponderante para explicar a retração no período ficou por conta da quantidade exportada: caiu 5,5%, enquanto os preços avançaram 5,4%, em média. O produto mais embarcado no primeiro semestre foi farelo de soja (US$ 878,1 milhões no total), avanço de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Carne de frango in natura (US$ 576,3 milhões no total), o segundo produto com maior faturamento de exportação do segmento, apresentou retração de 14,9%. Os principais destinos das mercadorias em Alimentos foram China, Vietnã e Índia.

    Em sentido oposto, Tabaco terminou em segundo lugar com um aumento de 20,6% nas vendas, e faturamento de US$ 1,1 bilhão (+US$ 181,6 milhões). O fenômeno se explica pela elevação dos preços médios dos produtos exportados, que subiram 43% frente ao mesmo semestre de 2022.

    IMPORTAÇÕES
    O Rio Grande do Sul, por outro lado, importou US$ 6,9 bilhões nos primeiros seis meses do ano, crescimento de US$ 486,1 milhões frente ao mesmo período de 2022 (+7,6%). Os produtos mais demandados do mercado externo foram óleos brutos de petróleo; veículos de carga; adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fósforo e potássio; naftas e cloreto de potássio.

    Os países de origem dos produtos mais comprados foram Argentina (US$ 1,3 bilhão) e Argélia (US$ 1 bilhão). As importações advindas da Argentina centraram-se principalmente em veículos de carga (US$ 535 milhões) e as da Argélia, em óleos brutos de petróleo (US$ 937,5 milhões).

    FIERGS

  • Turismo regional predomina entre os visitantes do RS, aponta pesquisa da Setur em parceria com o Sebrae

    Turismo regional predomina entre os visitantes do RS, aponta pesquisa da Setur em parceria com o Sebrae

    Mais da metade (51,57%) das pessoas que fazem turismo no Rio Grande do Sul moram no próprio Estado, de acordo com pesquisa divulgada na segunda-feira (10/7) pelo Sebrae em parceria com a Secretaria de Turismo (Setur). Em relação aos turistas de outros lugares, os catarinenses (13,7%), paulistas (8,95%) e paranaenses (5,37%) são os que mais visitam o Estado.

    O secretário de Turismo, Vilson Covatti, destacou que as informações apuradas no estudo são fundamentais para uma aplicação coerente dos recursos públicos. “Temos que estimular o turismo de forma conjunta e sempre onde se constata potencial para esse crescimento”, disse o gestor durante o encontro, que ocorreu no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). “Nossos investimentos são essenciais para que o setor privado possa trabalhar na ponta e precisam ser guiados por uma análise técnica precisa e consistente, justificada por dados científicos.”

    O estudo apontou, ainda, as cidades de Pelotas, São Francisco de Paula e Garibaldi com os maiores crescimentos de fluxo de turistas. Na comparação de 2022 com 2019, os municípios registraram um aumento (80,6%, 80,3% e 22,6%, respectivamente). A coleta das informações se deu por meio de tecnologias de Big Data (grande volume de dados), a partir do monitoramento da navegação on-line dos aparelhos celulares dos usuários. Os dados agregados são anônimos e nenhuma informação pessoal foi emitida.

    “Hoje em dia, toda e qualquer tomada de decisão que vai impactar positivamente os negócios pode e deve ser feita com base em informações de valor e atualizadas. No turismo, isso não é diferente. Essa é mais uma ferramenta que, a partir dos insights coletados, irá permitir que as empresas e instituições do setor sejam ainda mais assertivas e criem novas soluções”, destaca a coordenadora dos projetos de Turismo e Economia Criativa do Sebrae RS, Amanda Paim.

    A pesquisa mapeou o comportamento e traçou um perfil de aproximadamente 81 mil turistas que circularam por 22 municípios gaúchos. São eles: Porto Alegre, Gramado, Rio Grande, Caxias do Sul, Santa Maria, São Francisco de Paula, Torres, Bento Gonçalves, Pelotas, Passo Fundo, Nova Petrópolis, Canela, Santa Cruz do Sul, Garibaldi, Uruguaiana, Santana do Livramento, Lajeado, Novo Hamburgo, Erechim, Santo Ângelo, Cambará do Sul e São Miguel das Missões.

    Resultado completo da pesquisa 

  • Em plenária do PPA do governo federal, Gabriel Souza reafirma demandas do Estado sobre estiagem e infraestrutura viária

    Em plenária do PPA do governo federal, Gabriel Souza reafirma demandas do Estado sobre estiagem e infraestrutura viária

    O governador em exercício Gabriel Souza participou na manhã deste sábado (8/7) da plenária para discussão do Plano Plurianual (PPA) do governo federal, em reunião realizada no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa (ALRS), em Porto Alegre. No encontrou, entregou dois ofícios à ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet e ao secretário-geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, elencando pautas prioritárias que precisam de atenção no Rio Grande do Sul. Entre os assuntos, foram reforçados pedidos para regularização de medidas de mitigação dos efeitos da estiagem e projetos de melhorias da infraestrutura e da malha viária do Estado. 

    “Entreguei ao ministro Márcio um ofício reiterando a solicitação do governo gaúcho para que sejam consideradas, em decreto presidencial, reservas hídricas para a produção de alimentos a serem instaladas próximo a cursos naturais de água, o que regulamentaria o Código Florestal. Isso ajudaria muito nosso produtor rural, que está vivendo seguidas estiagens. Estamos já na terceira estiagem e, certamente, se é possível reservar água nesses lugares para energia elétrica e consumo humano, também é muito importante possibilitar reserva hídrica para produção de alimentos”, afirmou Gabriel. 

    O encontro tem o objetivo de avaliar as propostas da sociedade civil a serem incorporadas no PPA 2024-2027. O evento, da plataforma Brasil Participativo, também contou com a presença dos ministros da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e do presidente da ALRS, deputado estadual Vilmar Zanchin. 

    Em sua fala na abertura da plenária, o governador em exercício exaltou a importância de realizar eventos como o Brasil Participativo, para que as decisões governamentais contemplem a realidade da população brasileira. “As relações federativas entre entes subnacionais e o governo federal são muito importantes para que, na democracia, na República brasileira, possamos avançar, melhorando a vida das pessoas. Nossas eventuais divergências ficam nas eleições. Quando no governo, temos que trabalhar juntos para poder fazer com que avancemos na economia, melhoremos os índices de desenvolvimento humano e sociais. É exatamente nesse sentido que o governador Eduardo Leite e toda nossa equipe estamos nos colocando à disposição do governo federal nesse dia”, disse Gabriel. 

    A ministra Simone afirmou que a União quer trabalhar na administração nacional de forma conjunta com cada indivíduo da população. “O Brasil voltou a planejar, a pensar políticas públicas de forma eficiente, agora com um Ministério do Planejamento que, junto e ao lado do povo, está pronto para pensar o Brasil e responder à pergunta ‘que Brasil cada um dos homens e mulheres deste país quer para os próximos quatro anos?’”, expôs a ministra. 

    Anfitrião da audiência, o presidente da ALRS parabenizou a iniciativa do governo federal para ouvir a população e construir um PPA alinhado com a realidade do Brasil. “Saúdo essa iniciativa que tem percorrido o país em plenárias presenciais, como esta, ou colhido opiniões por meio da plataforma Brasil Participativo. Somos um país de dimensões continentais, com diferenças culturais e geográficas marcantes, desigualdades profundas, ao mesmo tempo que ainda temos a missão mais básica de prover moradia digna e comida no prato dos brasileiros mais desalentados. A participação popular fortalece, portanto, a sociedade. E uma sociedade forte constrói um Brasil mais próspero, mais livre e mais justo”, ressaltou Zanchin. 

    Em coletiva de imprensa antes do início do evento, o ministro Macêdo reforçou a relevância que a ferramenta para sugestões de propostas ao PPA tem no trabalho de ouvir a população. Além disso, reafirmou a seriedade e segurança da plataforma para garantir que as opiniões venham realmente de cidadãos. “Na Brasil Participativo cada CPF é um cidadão, para evitar qualquer tipo de fraude. Todos podem participar, o cidadão quando entra vai encontrar os 28 programas prioritários do governo federal. Ele poderá hierarquizar as três que considerar de maior relevância, também vai poder fazer três propostas próprias e apoiar outras três que já estejam na plataforma”, explicou. 

    Saiba como participar

    As plenárias do PPA do governo federal já reuniram mais de 25 mil pessoas em 19 Estados até o fim de junho, enquanto a plataforma do Brasil Participativo já tem 645 mil inscritos, 717 mil votos e recebeu 5.043 propostas da população. Todos esses dados e também a lista das propostas mais votadas podem ser acessadas na Plataforma Brasil Participativo (www.gov.br/brasilparticipativo). A página permite filtrar por área e ordenar por número de votos. 

  • Estado entrega o primeiro helicóptero da história do Corpo de Bombeiros Militar

    Estado entrega o primeiro helicóptero da história do Corpo de Bombeiros Militar

    Foto: Gustavo Mansur/Secom

    A entrega oficial do primeiro helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) ocorreu em uma solenidade realizada nesta quinta-feira (6/7), em Porto Alegre. Com um investimento de R$ 21,7 milhões, a chegada da aeronave marca um momento histórico para a instituição, que passa a contar com um equipamento próprio e altamente qualificado para operações aéreas de busca e salvamento, combate a incêndio e voos noturnos. Durante a cerimônia, que teve a presença do governador Eduardo Leite, também houve a entrega de 3.151 pistolas Glock para a Polícia Civil e a apresentação do novo fardamento da Brigada Militar.

    O helicóptero, modelo AW119kxi IFR Koala, foi fabricado na Flórida (EUA) pela empresa Leonardo, referência neste tipo de veículo. A aeronave tem capacidade para oito pessoas, sendo dois pilotos e seis tripulantes, podendo rapidamente ser reconfigurada para levar uma maca. Também permite o transporte e o suporte médico adulto, infantil e neonatal e atendimento de urgência capaz de atender a um paciente em estado grave.

    O governador destacou a relevância da aeronave para assegurar mais rapidez e precisão no atendimento à sociedade em emergência, uma das principais características da atividade do CBMRS. “É um instrumento muito importante que permitirá o acesso a locais difíceis em momentos críticos, significando mais agilidade para resgatar e salvar vidas”, enfatizou.

    leite   entrega helicóptero
    “É um instrumento muito importante que permitirá o acesso a locais difíceis em momentos críticos”, destacou o governador – Foto: Gustavo Mansur/Secom

    Com características múltiplas, o helicóptero poderá ser utilizado em operações aéreas sobre terra e água. Além das missões de busca, salvamento e resgate aéreo, o equipamento permitirá o apoio no combate a incêndios florestais, ações de defesa civil, atuação em desastres e catástrofes, transporte de órgãos e tecidos e de efetivo para atendimentos de ocorrências ou mobilizações em áreas remotas e de difícil acesso.

    O helicóptero conta com dispositivos para operações de busca e resgate e de combate a incêndio (capacidade de 820 litros), provisão para guincho de içamento e gancho de carga.

    O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, disse que a aeronave também reforçará atividades da operação RS Verão Total e destacou a qualidade técnica e a tecnologia do veículo. “Temos uma sociedade gaúcha ainda mais segura com esse equipamento e com as entregas realizadas hoje, que fortalecem todo o sistema de segurança. A segurança do Rio Grande do Sul mais uma vez recebe o que é de ponta não só no Brasil, mas no mundo”, enfatizou.

    O comandante-geral do CBMRS, coronel Eduardo Estêvam Camargo Rodrigues, reforçou a qualificação da corporação com a entrega do veículo aéreo, que era pleiteado desde a separação da instituição da Brigada Militar. “Esta aeronave tem um significado inestimável para o CBMRS, pois é a primeira na história da corporação. Com esta aquisição, nosso trabalho conquista uma maior celeridade no tempo de resposta e na qualidade do atendimento prestado, principalmente em áreas de difícil acesso. É uma aeronave multimissão, que concretiza o serviço aéreo e possibilita mais efetividade para a atividade do bombeiro militar”, afirmou. “Estaremos mais próximos daqueles que precisam e chegaremos ainda mais rápido para cumprir a missão de salvar e proteger.”

    Ricardo Mattei
    Mattei disse que o equipamento foi escolhido por suprir as necessidades das atividades exercidas pela corporação – Foto: Gustavo Mansur/Secom

    Com autonomia de alcance operacional de até 500 quilômetros, um dos destaques do modelo escolhido é a tecnologia IFR (instrument flight rules), que permite realizar diversos tipos de voos, entre eles noturnos entre municípios que tenham aeroportos ou helipontos homologados para esse tipo operação, e voos em condições meteorológicas conforme instrumentos – IMC (instrument meteorological conditions), além de voos VFR (visual flight rules), conforme condições VMC (visual meteorological conditions). O helicóptero do CBMRS será o primeiro com essas características a operar nas forças de segurança pública no Brasil.

    O comandante da Companhia Especial de Busca e Salvamento do CBMRS, à qual o helicóptero estará vinculado, e piloto da aeronave, tenente-coronel Ricardo Mattei, disse que o equipamento foi escolhido por suprir as necessidades das atividades exercidas pela corporação. “Ele tem o diferencial de ser uma aeronave monoturbina homologada para operar em voo por instrumento, o que aumenta a sua capacidade operacional. Isso significa que consegue voar entre todos os aeródromos no Estado que fazem operação noturna. Poderia realizar um voo noturno entre Porto Alegre e Santa Maria, por exemplo”, explicou.

    Mattei integrou a equipe que realizou o translado da aeronave, missão que durou 19 dias, partindo do estado da Flórida, nos Estados Unidos, até Porto Alegre. O comandante disse que a experiência reafirmou a qualidade técnica do helicóptero escolhido, que estará disponível para ocorrências em todo o Estado.

    “Foi uma viagem longa, em que cobrimos uma distância de quase 10 mil quilômetros voados com a aeronave em condições praticamente de cruzeiro, pousando em vários locais até a chegada”, contou. “Utilizamos os equipamentos de voo por instrumento para fazer a navegação sobre o oceano Atlântico, entre as ilhas da América Central, até a chegada ao continente pelo Amapá. Neste translado, tivemos todas as expectativas cobertas sobre o equipamento escolhido, e acreditamos que ele corresponderá ao investimento realizado em prol da nossa comunidade.”

    Armamento para a Polícia Civil

    armamento para PC
    As armas foram adquiridas com recursos do programa Avançar e de emendas parlamentares – Foto: Gustavo Mansur/Secom

    A Polícia Civil recebeu 3.022 pistolas Glock .40 e 129 pistolas Glock 9mm. As armas serão destinadas a departamentos regionais especializados, ao Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE), à 21ª Delegacia de Polícia Regional (DPR) de Santiago, à Corregedoria-Geral da Polícia Civil (Cogepol) e à Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O investimento foi de R$ 7,6 milhões, com recursos do programa Avançar do governo do Estado e de emendas parlamentares da bancada gaúcha no Congresso.

    O chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré, enfatizou a qualificação no suporte dado aos servidores. “Com esta entrega, estamos padronizando na Polícia Civil o uso de um armamento de qualidade. Esta é uma pistola classificada como uma das melhores disponíveis no mercado, um armamento que tem um índice quase nulo de falhas em testes, o que garante mais proteção aos policiais civis nas ações operacionais no cumprimento da sua missão”, disse.

    Fardamento da Brigada Militar

    Durante o evento, houve a apresentação do atual fardamento da Brigada Militar. As vestimentas ganharam uma nova aparência e melhorias de funcionalidade, modernizando e dando maior proteção aos 17,1 mil profissionais na ativa. Foram investidos R$ 19,6 milhões nos fardamentos.

    Conforme o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, as mudanças oferecem um fardamento mais adequado para as atividades dos policiais militares. “Está se oportunizando um fardamento mais confortável e mais resistente para as diversas manobras corporais que a atividade da Brigada Militar exige e bonés com repelência à água e proteção UVA e UVB”, explicou. “Precisávamos evoluir na compreensão de que a vestimenta de um policial militar deve ser mais do que um traje, mas também um equipamento de proteção individual.”

  • Conferências Municipais de Assistência Social preparam encontro estadual

    Conferências Municipais de Assistência Social preparam encontro estadual

    Até 13 de julho, o Rio Grande do Sul cumpre o calendário de Conferências Municipais de Assistência Social, eventos em que são escolhidos os representantes para a Conferência Estadual, que será realizada entre os dias 3 e 5 de outubro.

    Nesta segunda-feira (3), o titular da Secretaria de Assistência Social (SAS), Beto Fantinel, participou da abertura da Conferência Municipal de Porto Alegre, que ocorreu no Salão de Atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.  Durante três dias, os representantes da capital irão debater a renovação que propõem para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

    O secretário defendeu mais recursos para as políticas de assistência social e enfatizou que as conferências são o momento ideal de avaliar, debater, apontar caminhos, divergir e convergir para um resultado positivo. “Os desafios são muitos, mas vamos vencer. Tenho muita esperança no futuro que vamos construir juntos. Não existe melhor inclusão do que geração de emprego, de novas oportunidades para transformar vidas”, disse. Beto Fantinel informou que nos próximos dias será enviado à Assembleia Legislativa o projeto de lei do SUAS Estadual, uma reivindicação da Conferência Estadual desde 2015.

    A representante do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Gissele Carraro, apresentou os cenários atuais do SUAS e o que já está proposto, no âmbito federal, para a reconstrução das políticas públicas de assistência social. A Conferência Nacional será realizada de 5 a 8 de dezembro, em Brasília, e discutirá sobre a reconstrução do SUAS, com debates sobre cinco eixos temáticos.

    O secretário-chefe de gabinete, André Coronel, representante da prefeitura de Porto Alegre, citou as mudanças causadas pela pandemia, que impactaram diretamente a área de assistência social. “A rede municipal de proteção social, mesmo com todos os seus problemas, consegue ainda dar uma boa resposta para suas comunidades”, afirmou. André Coronel defendeu, também, mais união da rede para a construção das novas propostas.

    A presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas-RS), Maria Lopes Rodrigues, ressaltou a importância dos debates nas conferências. “É nesse momento que refletimos sobre o que podemos fazer para melhorar o que temos hoje, para chegar ao que queremos”.  Maria Lopes também convocou os usuários da rede de proteção social a terem uma participação mais ativa nas conferências municipais. 

    O presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), que executa as políticas de assistência social na capital, Tiago Simon, reconheceu a  qualidade técnica dos servidores e defendeu um trabalho mais integrado de toda a rede, de maneira a alcançar resultados mais robustos. A presidente do Conselho Municipal (CMAS), Larucha Krás Borges, ressaltou o dever dos conselhos de fomentar e fortalecer o SUAS em seus municípios, com o intuito de garantir que sejam realizadas políticas públicas de cidadania.

    O evento contou com representantes dos fóruns de entidades, trabalhadores e usuários da assistência social, que pediram prioridade em suas reivindicações na construção das definições das políticas públicas de assistência social, nos âmbitos municipal, estadual e federal.

  • Gerson Luís Batistella: Brasil, Eterno país do futuro?

    Gerson Luís Batistella: Brasil, Eterno país do futuro?

    Desde crianças, ainda na época do início da fase estudantil, ouvíamos a frase de que o Brasil é o país do futuro.

    Muitos anos se passaram e continuamos a depositar nossas esperanças de que, nosso país, não seja um eterno desejo de futuro, mas que ele seja uma realidade no presente. Há muitos anos, acreditamos e confiamos, eleições após eleições, sejam no âmbito municipal, estadual ou federal, o desejo de dias melhores, prosperidade, bem-estar social e que a sociedade passe para outro patamar, de conhecimento, de crescimento e de plena prosperidade.

    O Brasil tem dois grandes problemas que não se resolvem: a melhoria da educação e o efetivo crescimento econômico, com a consequente redistribuição de renda e promoção da sua população às condições dignas de vida.

    A educação, cujos resultados se medem pelo processo de conhecimento, da diminuição dos índices de analfabetismo funcional, da melhoria nos índices de avaliação dos níveis de ensino, na rápida e fácil colocação em empregos e iniciativas empreendedoras, ainda está longe de se concretizar. Qual o problema, uma vez que não faltam recursos financeiros? Gestão, inovação, profissionalização e qualificação dos atores envolvidos, mas, fundamentalmente, o comprometimento efetivo das lideranças políticas e dos gestores de todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal).

    O crescimento econômico tem sido marcado por movimentos a conta gotas, intercalados por turbulências na seara política, a ocorrência da pandemia e sua retração econômica mundial, o aumento dos insumos necessários em patamares superiores à capacidade de absorção de custos no processo produtivo, dentre tantos outros motivos. Não temos um crescimento sustentável, duradouro e com perspectiva que permita o planejamento de longo prazo.

    As desigualdades econômicas e sociais são latentes, temos uma pequena parcela da população com renda significativa, que lhe viabiliza o acesso a muitas oportunidades, do consumo ao aumento patrimonial, ao passo que temos uma grande parcela da população a mercê de poucas condições financeiras, muitas vezes para a aquisição do básico à sobrevivência humana, são realidades muito paradoxais.

    Assim, a reflexão reside no planejamento acerca da equalização de tais mazelas. Não existe solução simples, como o apertar botões e isso não se resolve em curto espaço de tempo. São necessários investimentos financeiros e de fomento a uma nova cultura, do conhecimento, da percepção de equidade, de políticas públicas que caminhem ao encontro de tais necessidades.

    Infere-se que, alterar a cultura política calcada no fisiologismo, na troca de recursos públicos por votos em pautas que deveriam ser decorrentes da conscientização da efetiva resolução de necessidades inerentes aos interesses do país, é premissa substancial nesse processo. Não há mais espaço para o modelo de barganha, por votos, por recursos, por emendas parlamentares, impositivas ou não, como preceito de normalidade, condicionantes numa fase posterior, à manutenção do sistema de manutenção de lideranças políticas e cooptação de votos junto aos municípios privilegiados com o repasse de tais recursos.

    O Brasil dará uma guinada em seu destino à medida que repensemos o atual modelo, que não normalizemos situações que não devem ser normalizadas, quando a sociedade substituir a visão “umbiguista”, qual seja, a resolução do seu problema individual, em que pese a necessidade de resolução de questões coletivas, quando os investimentos financeiros em educação forem acompanhados de mudanças efetivas no processo do ensino-aprendizagem, na valorização dos profissionais, na alocação de recursos de todos os níveis.

    Assim, crescimento econômico, geração de emprego e renda, redistribuição e redução de desigualdades econômico-sociais, passam pela educação, pela escolarização efetiva da população. Não há espaço para a manutenção de modelos assistencialistas e que criem dependências de pessoas a políticos ou a governos. Precisamos evoluir, mas para isso, precisamos sair do mero discurso e adotar, efetivamente, ações nesse sentido. O Brasil, hoje, ainda é o país do futuro. Até quando ouviremos essa frase?

    Gerson Luís Batistella. Administrador, professor da disciplina de Gestão Pública da URI – Frederico Westphalen, Professor Instrutor da Escola Superior de Gestão e Controle do Tribunal de Contas do Estado RS (TCE-RS). Auditor de Controle Externo e Coordenador Regional do TCE/RS em Frederico Westphalen.

  • Canoas anuncia início do pagamento do piso nacional da enfermagem

    Canoas anuncia início do pagamento do piso nacional da enfermagem

    Sensível às reivindicações dos profissionais da enfermagem, a Prefeitura de Canoas anunciou, nesta sexta-feira (30), o início do pagamento do piso nacional da categoria a partir de julho. O comunicado foi feito pelo prefeito Jairo Jorge aos profissionais que participavam de mobilização em frente à sede da Secretaria Municipal de Saúde. Os pagamentos devem iniciar pelos técnicos da Fundação Municipal de Saúde de Canoas (FMSC).

    “Todos serão contemplados gradualmente. Iniciaremos com os profissionais da rede básica e vamos atualizando o novo piso nacional em todos os equipamentos de saúde, conforme os repasses da União”, informou o prefeito.

    Para equalizar os salários dos profissionais da FMSC, Prefeitura fará um investimento mensal de cerca de R$ 239,5 mil, a partir da competência de julho de 2023. Dessa forma, o valor será pago no quinto dia útil de agosto. A medida abrange os técnicos de enfermagem, tendo em vista que os enfermeiros da instituição já recebem acima do piso.

    O piso salarial aprovado pelo Congresso Nacional foi de R$ 4.750,00 para enfermeiros e de R$ 3.325,00 para técnicos de enfermagem. Segundo o prefeito, os valores anunciados pelo governo federal para Canoas não cobrem o custo mensal do novo piso para todos os equipamentos de saúde da cidade, que passa a ser de aproximadamente R$ 4,5 milhões e, até o final do ano, alcança os R$ 29,5 milhões. A União deverá repassar no próximo semestre cerca de R$ 7 milhões, divididos em nove parcelas de aproximadamente R$ 783 mil.

    Ao todo, Canoas tem 607 enfermeiros e 1.785 técnicos. O impacto mensal para o pagamento de todos os profissionais no município será de aproximadamente R$ 4,5 milhões, incluindo os da atenção básica (FMSC), os hospitais Universitário (HU), Nossa Senhora das Graças (HNSG) e Pronto Socorro (HPSC), as UPAs Guajuviras, Rio Branco e Caçapava, e os CAPS Amanhecer, Novos Tempos, Girassóis e Travessia.

  • Governo do Estado e Cufa lançam Taça das Favelas Rio Grande do Sul

    Governo do Estado e Cufa lançam Taça das Favelas Rio Grande do Sul

    O maior campeonato de futebol entre favelas do mundo acontecerá, pela primeira vez, no Rio Grande do Sul, entre julho e novembro deste ano. A Taça das Favelas RS foi lançada oficialmente, na tarde desta quinta-feira (29/6), no auditório da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), em Porto Alegre. O torneio será realizado pelo governo do Estado, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa). 

    O evento terá o apoio do Programa RS Seguro e das Secretarias da Segurança Pública (SSP) e do Esporte e Lazer (SEL). A solenidade de lançamento contou com a presença do governador Eduardo Leite, do diretor executivo do RS Seguro, Antônio Padilha, e dos titulares da SSP, Sandro Caron, e da SEL, Danrlei de Deus.

    Durante o lançamento, o governador destacou o papel do esporte como instrumento de transformação social. “Estamos celebrando a força transformadora do esporte, que apresenta novas perspectivas de futuro para as nossas crianças e jovens”, disse Leite. “O esporte é um farol de esperança. A Taça das Favelas será um poderoso agente de mudança, capaz de inspirar a nossa juventude e despertar novos talentos.”

    O torneio receberá R$ 576.639,28 em investimentos. Desse montante, R$ 450.164 são oriundos do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Piseg/RS), da SSP, e R$ 126.475,28 são do Programa Estadual de Incentivo ao Esporte (Pró-Esporte RS) e Lei de Incentivo ao Esporte, da SEL, por meio da empresa gaúcha Arbaza Alimentos.

    Para viabilizar o repasse dos recursos, foi firmado em março deste ano, durante o South Summit Brazil 2023, com a presença do governador, um Termo de Fomento entre o RS Seguro, a Associação de Desenvolvimento Social do Norte do RS (Cufa Frederico Westphalen), a SSP e a SEL.

    Ao final do evento, para dar o pontapé do campeonato, Eduardo Leite bateu bola, de forma descontraída, com os jovens Gabriela e Lucas, participantes de projetos da Cufa.

    Inclusão e integração social

    As autoridades presentes no evento destacaram, de forma unânime, que a Taça das Favelas é um projeto que vai além do esporte, sendo capaz de promover transformação social, melhoria da qualidade de vida e cidadania plena.

    “Esse projeto se encaixa no eixo de políticas sociais, preventivas e transversais do RS Seguro, promovendo a inclusão social por meio do esporte e transformando a realidade de crianças e jovens”, ressaltou Padilha.

    O secretário Danrlei também comentou sobre o viés social do esporte. “A Taça das Favelas é mais um exemplo de como o esporte pode proporcionar novas experiências educacionais e culturais e ajudar no desenvolvimento da sociedade”, enfatizou.

    Para o secretário Caron, a iniciativa irá colaborar com a cultura de paz. “O esporte, além de abrir novas oportunidades, difunde importantes valores aos jovens, como respeito e disciplina, que auxiliam na promoção da cidadania e na redução da violência”, observou.

    Representantes da Cufa no Rio Grande do Sul acreditam que o torneio pode gerar muitos impactos positivos para o Estado. “A Taça das Favelas já revelou grandes talentos para o futebol brasileiro e impactou a vida de muitos jovens. Depois de 10 anos acontecendo em outros estados, estamos trazendo esse evento ao Rio Grande do Sul”, disse Rogério Santos, coordenador da Cufa Montenegro.

    “Realizar esse projeto pela primeira vez no Rio Grande do Sul é muito importante. Vamos colocar os atletas e as comunidades em lugar de destaque e mostrar a potência das favelas gaúchas. A Taça das Favelas mudará o conceito de projeto esportivo e social no Estado”, acrescentou Roberto Torres Junior, coordenador da Cufa Frederico Westphalen.

    Sobre a Taça das Favelas RS

    Abertas oficialmente nesta quinta, as inscrições poderão ser realizadas até 13 de julho, por meio do site da Taça das Favelas RS. Na categoria masculina, poderão participar meninos entre 14 e 17 anos e, na categoria feminina, meninas a partir de 15 anos. É possível inscrever-se individualmente, como jogador, ou por equipes. O regulamento completo também está disponível no site.

    A Taça das Favelas conta com 25 cidades participantes, de várias regiões do Estado. O rol inclui os 23 municípios priorizados pelo RS Seguro (Alvorada, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Esteio, Farroupilha, Gravataí, Guaíba, Ijuí, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Tramandaí e Viamão), além de Montenegro e Frederico Westphalen.

    O campeonato é exclusivo para moradores de favelas e periferias. Poderão se inscrever todas as comunidades situadas nessas 25 cidades, desde que estejam em áreas de favelas, periferias ou subúrbios, com comprovação de endereço. A Cufa irá avaliar as inscrições e, depois, divulgar a lista das equipes selecionadas para participar da disputa. 

    A competição será dividida em duas fases: Dia da Peneira, a partir de 15 de julho, e Torneios Regionais, a partir de 23 de setembro. A grande final está marcada para 18 de novembro, com transmissão ao vivo pela TV aberta. Serão premiadas as duas primeiras equipes colocadas, tanto no masculino quanto no feminino.

  • aixas de pedestres são revitalizadas nos bairros Niterói e Mato Grande

    aixas de pedestres são revitalizadas nos bairros Niterói e Mato Grande

    Dentro das novas sinalizações previstas para o trânsito da cidade, a pintura de faixas de pedestres já é uma realidade em cerca de 20 ruas da cidade. As primeiras vias revitalizadas compreendem os bairros Niterói e Mato Grande, segundo informações da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade (SMTM).

    Nesta quinta-feira (29), os trabalhos estiveram concentrados em diferentes pontos da rua Roberto Francisco Behrens, no Mato Grande. O subsíndico de um condomínio da região, Jorge Custódio da Costa, de 62 anos, revela que os veículos costumam trafegar em alta velocidade na esquina com a rua João Wobeto. “A faixa de pedestres estava toda apagada aqui na rua e a pintura garante mais segurança para os pedestres”, disse.

    Os trabalhos da empresa responsável iniciaram no dia 19 de junho. A colocação de placas de trânsito será feita em um segundo momento. O contrato prevê um investimento aproximado de R$ 2,7 milhões e prazo de execução em 12 meses. As sinalizações horizontais e verticais incluem melhorias nas pinturas de faixas de segurança, meios-fios e faixas de rodagem até a fixação de placas e suportes. Além de forças-tarefas em regiões específicas da cidade, ações pontuais serão desenvolvidas em ruas transversais.

    Já foram contempladas as esquinas da Rua Fernando Ferrari, com as vias Alegrete, Belém, Bruxelas, Garibaldi, Lisboa, Maranhão e Pará; Santo Antônio com David Canabarro, Projetada, Antônio Lourenço da Rosa, Matias de Albuquerque e República; e República com Nova Iorque, Alameda das Corticeiras, Wenceslau Braz e Afonso Pena.

    Pedidos de melhorias
    Os canoenses podem solicitar melhorias de sinalização viária através de protocolo aberto, presencialmente, na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), pelo telefone 0800-510-1234 ou e-mail atendimento.cidadao@canoas.rs.gov.br. Outro modo de realizar pedido é a partir das ferramentas de participação popular: Prefeitura Aberta, Prefeitura na Estação, Prefeitura Itinerante, Prefeitura Presente e Prefeitura na Rua.

    Casos urgentes, como problemas em algum semáforo ou necessidade de sinalização, podem ser informados para a Diretoria de Manutenção e Sinalização da SMTM, pelos números (51) 3425-7629 ou 156.

  • Empresa do agro tem fazendas avaliadas em R$ 10,9 bilhões

    Empresa do agro tem fazendas avaliadas em R$ 10,9 bilhões

    Atualmente a SLC é detentora de 22 fazendas, das quais sete também possuem atividades pecuárias

    As propriedades da empresa SLC Agrícola, uma das principais empresas de produção de grãos e óleos vegetais do Brasil, alcançaram o valor de R$ 10,9 bilhões neste ano, segundo um comunicado divulgado na quinta-feira 22, em contraste com a avaliação de R$ 9,35 bilhões registrada em 2022. A avaliação foi feita pela consultoria empresarial Deloitte.

    Segundo a avaliação, a média por hectare agricultável da SLC Agrícola é de R$ 52.895, mudança que representa um acréscimo de 12% no valor das terras, em relação a 2022.

    Atualmente, a SLC é detentora de 22 fazendas, das quais sete também possuem atividades pecuárias em conjunto com as lavouras dedicadas às produções de grãos. Em 2022, a receita líquida da empresa registrou R$ 7,373 bilhões. Destaque para a soja e para o algodão, que juntos contribuíram com R$ 2,9 bilhões cada.

    Já em 2023, a empresa adquiriu mais de 12 mil hectares de terras agricultáveis, juntamente com a reserva legal, na cidade de São Desidério (BA), na fronteira agrícola do Matopiba — área que reúne municípios do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia. Além da comercialização de grãos, a empresa oferece sementes de soja e algodão com sua própria marca.

    SLC Agrícola

    A SLC Agrícola, fundada em 1977 pela família Logemann do Rio Grande do Sul e listada na bolsa de valores B3 desde 2007, se destaca na produção de commodities como soja, milho e algodão.

    FOTO: Divulgação/SLC Agrícola