Autor: Canoas Mais

  • BRDE anuncia R$ 208 milhões em operações de crédito para novos investimentos no RS

    BRDE anuncia R$ 208 milhões em operações de crédito para novos investimentos no RS

    Governador Leite e a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos (ao centro na foto) circulam pela Expointer – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

    Com destaque para projetos de geração de energia e apoio a cooperativas agrícolas, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) divulgou, nesta quinta-feira (9/9), a contratação de operações de crédito que totalizam R$ 208,3 milhões. O anúncio foi durante encontro com o governador Eduardo Leite, na 44ª edição da Expointer. Ao todo são seis projetos financiados, cujos investimentos finais devem superar a marca de R$ 300 milhões.

    Entre as contratações, destaque para a implantação de uma pequena Central Hidrelétrica (PCH), no município de Tio Hugo. Projeto liderado pela Coprel – Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, a unidade que vai ampliar a oferta de energia na região do Alto da Serra do Boticaraí terá financiamento do BRDE de R$ 96 milhões.

    O governador Eduardo Leite agradeceu a mobilização da equipe de governo e do BRDE para facilitar investimentos no Estado. “A gente vem viabilizando, com respaldo da Assembleia Legislativa, uma agenda muito intensa de transformações, com redução da burocracia, da carga tributária, do custo da máquina pública, para que a gente pudesse voltar a ter confiança no futuro do RS. Passamos de um Estado conhecido pelos problemas fiscais para um Estado de superação, que cumpre seus compromissos e que olha para o futuro com muito mais confiança. Que bom que podemos contar com um banco com a qualidade e a capacidade do BRDE, e que vem no mesmo compasso do setor privado e do setor cooperativo gaúcho, e que é capaz de dar o respaldo que os empreendedores do RS precisam para alavancarmos o desenvolvimento do Estado”, afirmou Leite.

    “Este momento de retomada é muito simbólico. A grande maioria das nossas operações são ligadas ao agronegócio, mas o banco vem atuando muito forte em seus diferentes programas, buscando incentivar projetos que levem mais desenvolvimento para a região Sul”, afirmou a diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos. Ela mencionou o trabalho que o banco vem desenvolvendo na estruturação dos diferentes programas de desenvolvimento que, além do agronegócio, buscam apoiar o setor de turismo, de inovação na indústria, de geração de energia com fontes renováveis, da sustentabilidade social, entre outros. “Desde o início do ano, já fechamos mais de R$ 1,9 bilhão em financiamentos na nossa área de atuação ”, destacou.

    Novas unidades

    Com duas operações que representam cerca de R$ 47,5 milhões em financiamento do BRDE, a Cooperativa Dália Alimentos vai ampliar a infraestrutura do frigorífico de aves e instalar uma nova planta de produção de queijos. Os investimentos da Dália integram ainda melhorias no frigorífico de suínos, que permitirá ampliar a capacidade de abate de 2.800 para 3.000 cabeças/dia. Outro investimento de peso acontecerá na cidade de Glorinha. O projeto de uma unidade da Arcelormittal terá financiamento de R$ 52,5 milhões por parte do banco.

    O secretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Brum, igualmente salientou o papel do BRDE em incentivar novos investimentos e ajudar a economia gaúcha no processo de retomada. “No primeiro semestre, tivemos um saldo de 94.700 empresas criadas no Estado. Conseguimos aprovar nove leis voltadas ao empreendedorismo”, observou o secretário.

    O vice-governador do Maranhão, Carlos Orleans Brandão, esteve presente no anúncio dos novos financiamentos na Casa do BRDE no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Ele veio conhecer a Expointer e estava acompanhado dos secretários da Agricultura, Pecuário e Pesca, José Sérgio Delmiro Vale, e da Agricultura Familiar, Rodrigo Pires Ferreira Lago.

    O presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza, e o líder do governo, deputado Frederico Antunes, também acompanharam o evento, assim como as secretárias da Agricultura, Silvana Covatti, e da Saúde, Arita Berghman, e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa. O diretor de Operações do BRDE, Otomar Vivian, e o diretor Financeiro do banco, Vladimir Fey, também prestigiaram o anúncio.

    NOVAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO: R$ 208,3 MILHÕES
    • Coprel (Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento) – R$ 96 milhões: implantação de PCH em Tio Hugo
    • Cooperativa Dália Alimentos Ltda. – R$ 47.527.900: ampliação frigorífico de aves (R$ 15,5 milhões) e planta de queijos com capacidade de 500 ton/mês e ampliação da capacidade do frigorífico de suínos (R$ 30 milhões)
    • Arcelormittal Gonvarri Brasil Produtos Siderúrgicos – R$ 52,4 milhões em nova unidade em Glorinha
    • Cooperativa Agrícola Água Santa Ltda (Coasa) – R$ 5.045.000: ampliação da capacidade armazenagem de grãos nos municípios de Camargo e David Canabarro
    • Metalúrgica Basso – R$ 4.452.432: novo sistema industrial em Bento Gonçalves
    • Hotel Colline de France Ltda – R$ 2.745.000: programa de incentivo ao turismo

  • Escuta Social é porta de entrada para os Programas Habitacionais

    Escuta Social é porta de entrada para os Programas Habitacionais

    A Escuta Social, serviço oferecido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH), é a porta de entrada para o acesso aos Programas Habitacionais. Além disso, o atendimento da assistente social verifica outras necessidades para a população que se encontra em vulnerabilidade social, que são encaminhadas para as secretarias e órgãos responsáveis. Mais de 50 pessoas são atendidas mensalmente.

    Durante a entrevista, é verificado o contexto social da família e suas condições de habitação (se tem saneamento básico, se está em local de risco e outras informações). Um exemplo é que, muitas vezes, as pessoas chegam até a SMDUH precisando de uma casa, mas acaba sendo constatado que essa necessidade vem da violência doméstica sofrida em casa. Então, o encaminhamento é para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), para um atendimento especializado a pessoas que vivenciam situações de violência.

    Em outros casos, se for identificado que o cidadão precisa de alimentação, a orientação segue para as secretarias que possuem entregas de cestas básicas. Muitas vezes é verificado junto aos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), para verificação da possibilidade da concessão do benefício, e um relatório social é encaminhado ao órgão.

    A partir de toda a análise das situações que chegam até a Secretaria, é feita a indicação das famílias para uma lista de espera de Empreendimentos Residenciais. Segundo a assistente social, Thyelle Fonseca, que possui 12 anos de experiência no atendimento ao cidadão, somos seres múltiplos, portanto, com demandas múltiplas. “Dificilmente um munícipe chega nos serviços oferecidos pela Administração Municipal somente com uma demanda”, explica Thyelle.

    A Escuta Social demonstra a importância do trabalho em rede e a forma como a Administração Municipal atende a população. A SMDH é um órgão que cuida da cidade, mas também cuida das pessoas. “O acesso à informação é um direito básico que muitas pessoas desconhecem. Então, quando fazemos um atendimento, mesmo quando não há possibilidade de encaminhamento para programa habitacional, a pessoa em várias situações fica satisfeita, porque sai atendida em outras demandas. Percebe o movimento da rede em outras esferas.”, relata a profissional.

    Como agendar

    Para agendar o atendimento de Escuta Social, é necessário ir até a sede da SMDH, no endereço: Rua Monte Castelo, 340, bairro Nossa Senhora das Graças. O agendamento também pode ser feito por telefone: (51) 3425-7630 (ramais 5728, 5723, 5713).

    Os canais de auxílio direto ao cidadão, como o Prefeitura Aberta, o Prefeitura na Estação, Prefeitura Presente e Prefeitura na Rua, também encaminham as pessoas para os serviços da Secretaria.

    Escritório de Comunicação – PMC

  • Pandemia causa impactos na alfabetização de crianças

    Pandemia causa impactos na alfabetização de crianças

    AG BRASIL

    No Brasil, 11 milhões de pessoas são analfabetas. São pessoas de 15 anos ou mais que, pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. 

    Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece o que deve ser feito para melhorar a educação no país até 2024, desde o ensino infantil até a pós-graduação, o Brasil deve zerar a taxa de analfabetismo até 2024. 

    No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado hoje (8), a Agência Brasil conversou com professores que trabalham com a alfabetização de crianças sobre os impactos da pandemia na etapa de ensino e sobre a rotina desses profissionais. 

    Sem tempo para cansaço

    O professor do terceiro ano do ensino fundamental da Escola Classe Comunidade de Aprendizagem do Paranoá, no Distrito Federal, Mateus Fernandes de Oliveira diz que ainda não conseguiu parar para sentir o cansaço que todo o período de pandemia causou até aqui. Nos últimos 18 meses, ele precisou lidar com diversas situações, incluindo famílias de estudantes com fome. Foi preciso que a escola se organizasse para distribuir cestas básicas nas casas dos alunos. 

    “A gente estava falando de falta de alimentos em casa. Famílias passando por necessidades. Não era possível cobrar de uma família que estava preocupada com alimentação que desenvolvesse um processo de escolarização em um momento como este. A gente entendeu que a escola pública, como parte do Estado, tem responsabilidade social. O Estado deveria cuidar das necessidades básicas, mas não estava dando conta. A escola teve que se mobilizar”. 

    Enquanto a escola esteve fechada, o professor chegou até mesmo a visitar os estudantes pessoalmente, levar para eles as atividades e verificar como estavam. A maior parte dos alunos não tinha acesso à internet e acabava não participando das aulas online. Agora a escola voltou em um modelo híbrido, intercalando ensino presencial e ensino remoto. 

    Oliveira percebe que as desigualdades se acentuaram. Aqueles alunos que vêm de um contexto familiar em que a leitura faz parte do cotidiano, em que há livros e revistas em casa, chegam agora ao terceiro ano do fundamental sabendo ler e escrever. Aqueles que moram em casas com pouca ou nenhuma leitura, às vezes sem mães e pais alfabetizados, acabam tendo um conhecimento aquém do esperado para crianças com 8 ou 9 anos de idade. 

    “Não dá para considerar este ano como só este ano. É pensar este ano e o seguinte como duas coisas contínuas, porque senão a gente se exaspera e atropela os processos. Atropela o tempo de entender o que a gente sentiu e o que está sentindo e de perceber que caminhos pode trilhar. A gente pode acabar até gerando o contrário do que gostaria. Em princípio, é preciso ter calma e, ao mesmo tempo, saber que não temos tempo a perder”. 

    Trabalho redobrado 

    Em Corumbá (MS), foi com cachorrinhas que a professora da Escola Municipal Almirante Tamandaré, Sonia Bays, conquistou os alunos e conseguiu medir o que eles haviam aprendido em um ano de pandemia. Ela dá aula para o primeiro ano do ensino fundamental, estudantes de 6 anos, que estão começando a ser alfabetizados. “Queria fazer algo mais lúdico. Acredito que as crianças são penalizadas por estar longe da escola. Criança em fase de alfabetização precisa da escola”, diz. 

    Diante das dificuldades de ensinar a distância e por meio de tecnologias, ela gravou um vídeo apresentando os próprios animais de estimação e pediu que os pais estimulassem os filhos a fazer o mesmo com seus bichinhos. “Na fase da alfabetização, a criança precisa de oralidade. Ela fala e depois transfere para o papel. É preciso estimular essa espontaneidade, essa fala das crianças”. 

    Ao pequeno grupo que estava sendo atendido presencialmente em horários especiais na escola, ela pediu que desenhasse e, se soubesse, escrevesse os nomes dos animais. Foi assim que avaliou o que os alunos sabiam e aquilo em que tinham dificuldades. Com base nas atividades desenvolvidas com as crianças, surgiu o trabalho Alfabetização e Infância em Tempos de Pandemia, apresentado em agosto no 5º Congresso Brasileiro de Alfabetização.

    A maior parte dos alunos de Sonia está em situação de vulnerabilidade. Não é raro que as famílias tenham apenas um celular com acesso limitado à internet. A estratégia muitas vezes, durante mais de um ano de pandemia, era mandar vídeos por whatsApp, para que os responsáveis baixassem usando a internet do trabalho e, depois, mostrassem para as crianças.

    No ano passado, ela chegou a conhecer os alunos pessoalmente, antes do fechamento das escolas por causa da pandemia. A turma desse ano, no entanto, era uma lista com 23 nomes e contatos. Sonia fez questão de entrar em contato com cada um por ligação e conversar com alunos e famílias. A logística não foi simples, alguns estudantes precisaram ir para uma área com wifi aberto, para receber a videochamada. 

    A escola foi retomando aos poucos o ensino presencial. Primeiro, apenas uma vez por semana para atender aos alunos que não tinham acesso a aulas remotas. Agora, a escola voltou às aulas presenciais em esquema de revezamento, com turmas reduzidas. 

    “Os professores, cada um de uma série, selecionaram os conteúdos que seriam prioritários, que seriam essenciais. Não vamos ter como dar conta de tudo. Estamos focando em leitura e escrita”, diz e acrescenta: “Os alunos não perderam o ano, eles ganharam a vida. Se antes já tínhamos déficit de aprendizagem, agora também temos, ainda maior. Teremos que redobrar o trabalho para vencer isso”. 

    Da sala para a tela 

    Depois de oito anos nas salas de aula no Rio de Janeiro, o professor Ricardo Fernandes assumiu, em 2019, o cargo de assistente de Gerência de Alfabetização e Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação. No ano passado, com a pandemia, Fernandes passou a gravar aulas e podcasts para os estudantes da rede municipal, por meio da prefeitura, para garantir a educação remota. Ele, de repente, passou a alcançar um público muito maior. 

    “Acaba que você, que está produzindo uma vídeoaula, você não vira só o professor de uma turma. A sensação que dá é que você vira professor de muitas turmas. Essa foi uma estratégia muito importante para muitas crianças que estavam em casa”, diz. 

    Foi preciso, segundo Fernandes, recriar, com tecnologia, espaços alfabetizadores. Além de o formato ser um desafio, foi preciso também repensar o conteúdo de alfabetização, incluindo as famílias. “Todas as vezes que a gente pensa um material agora, a gente pensa que essa família vai assistir junto, vai ajudar na mediação desse conteúdo. Então as aulas agora são pensadas na perspectiva mais coletiva. Quem está escutando o que essa criança fala? Quais as perguntas que essa criança pode fazer para essa pessoa? É esse processo de uma educação coletiva que traz para a alfabetização um novo caráter”. 

    O professor conta que, durante a pandemia, as trocas entre os professores da rede de ensino ajudaram a desenvolver novas estratégias para chegar aos alunos e também ajudaram os próprios profissionais a não se sentirem isolados. Fernandes ressalta, no entanto, que mesmo com o esforço, há estudantes que precisarão de mais atenção. “A gente sabe que existe um público que historicamente está alijado do contexto de alfabetização e de educação, e esse contexto foi intensificado com a pandemia”. 

    Estudo encomendado ao Datafolha pela Fundação Lemann, o Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em junho deste ano, mostra que mais da metade (51%) das crianças em processo de alfabetização na rede pública brasileira ficaram no mesmo estágio de aprendizado, ou seja, não aprenderam nada de novo durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, 57% teriam aprendido coisas novas, segundo a percepção dos responsáveis. Entre os estudantes negros, esse índice cai para 41%.

    Como responsável pela produção de materiais para a alfabetização, Fernandes diz que um dos objetivos é que os estudantes se sintam representados. “Não se pode alfabetizar sem olhar para a favela, sem olhar para o bairro desse aluno, sem olhar para o ritmo desse aluno, sem entender que é um sujeito que aprende quando está em casa, quando está em contato com outros sujeitos. Não se pode negar os aspectos culturais da cidade”, defende. 

    Unindo forças

    Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) no Paraná, Marcia Baldini, é necessária a união de forças de gestores, Poder Público, professores e familiares para garantir o ensino e a aprendizagem das crianças brasileiras. Marcia, que coordena o Grupo de Trabalho sobre Alfabetização da Undime, diz que a pandemia causou um prejuízo muito grande à alfabetização. 

    “É necessário ter políticas públicas nesse sentido, voltar o olhar para isso, porque se não tivermos nas nossas escolas um olhar focado em relação ao professor alfabetizador, a formação continuada, condições de trabalho, a conscientização das famílias para que esse aluno possa aprender, os prejuízos serão imensuráveis nos anos seguintes na educação fundamental, no ensino médio e até mesmo na educação superior, em que vamos formar os famosos analfabetos funcionais”. 

    Marcia explica que a alfabetização exige a mediação do professor. Isso porque gestos, movimentos labiais e materiais didáticos têm impacto na aprendizagem. Esses elementos acabam se perdendo no ensino remoto. “Os alunos que estão retornando [para o ensino presencial] apresentam muitas dificuldades, há alunos que esqueceram até mesmo como se escreve o nome”. Os dados mostram muito claramente, nos primeiros anos da educação infantil e do ensino fundamental, prejuízos sociais, econômicos, educacionais, que vão se estender ao longo da vida. 

    Retomada

    Neste semestre, as escolas estão, aos poucos, com o avanço da vacinação no país, retomando as aulas presenciais, ainda que mescladas ao ensino remoto, no chamado ensino híbrido. Será preciso ainda, segundo a oficial de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Julia Ribeiro, localizar os estudantes que não conseguiram assistir às aulas na pandemia. 

    “Fazer busca ativa desses meninos e meninas que não tiveram condição de se manter aprendendo durante a pandemia. Os dados apontam isso, a pandemia atingiu meninos e meninas que já eram mais vulneráveis. Quem já estava fora da escola ficou cada vez mais longe, e quem estava na escola, mas sem condições de aprender em casa, acabou sendo excluído desse direito”. 

    Pesquisa divulgada este ano pelo Unicef mostra que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Desses, 41% têm entre 6 e 10 anos, faixa etária em que ocorre a alfabetização. 

    “A alfabetização é fundamental para a manutenção desse menino ou menina na escola. É nessa faixa etária que é criado maior vínculo, inclusive com a escola. Ciclos de alfabetização que são incompletos podem acarretar reprovações e abandonos escolares nas demais etapas, nas etapas subsequentes”, ressalta.

    Para Júlia, sobretudo na pandemia, quando as crianças tiveram aprendizagens diferentes, todas as etapas escolares devem se comprometer a garantir o aprendizado dos estudantes, garantir que aprendam a ler e escrever. 

    “A gente precisa de uma corresponsabilização de todo o sistema educacional no sentido de garantir que cada criança e adolescente, independentemente de idade, tenha as oportunidades necessárias que lhe garantam alfabetização completa, que lhe possibilite que esses meninos e meninas tenham maior liberdade, maior autonomia, que estejam incluídos na sociedade, que tenham mais acesso a oportunidades profissionais e pessoais, que tenham acesso a seus direitos”.

    Ministério da Educação

    No dia 30 de junho deste ano, o MEC lançou o Sistema Online de Recursos para a Alfabetização, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educação no planejamento e execução de atividades de ensino para alunos que estão aprendendo a ler e escrever.

    O sistema traz estratégias de ensino ou como o conteúdo pode ser ensinado. Elenca também propostas de atividades a serem aplicadas em salas de aula, ferramentas que são utilizadas na consolidação da apreensão dos conteúdos.

    A plataforma disponibiliza recursos adicionais diversos que auxiliam os professores. Podem ser acessadas, por exemplo, imagens que ajudam a fixar as letras do alfabeto. Será incluído também um módulo com sugestões de avaliações para verificar a aprendizagem do conteúdo.

  • Vigilância do Estado divulga primeiro balanço de saúde da Expointer 2021

    Vigilância do Estado divulga primeiro balanço de saúde da Expointer 2021

    Coletes verdes identificam monitores que auxiliam visitantes em relação aos protocolos de saúde no parque Assis Brasil – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

    A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), divulgou neste domingo (5/9) o boletim de saúde do primeiro dia de Expointer. Os dados são relativos ao sábado (4/9), primeiro dia da feira.

    Ao todo, houve um público visitante de 7.178 pessoas e 4.680 mil trabalhadores. Somente 17 atendimentos de saúde precisaram ser realizados, todos leves (como quedas e mal-estar). Nenhum caso de visitante ou trabalhador com sintomas gripais foi identificado e nenhum teste de Covid-19 precisou ser realizado no parque.

    • Clique aqui e acesse o boletim de saúde da Expointer 2021 com dados de 4/9.

    Para a diretora do Cevs, Cynthia Molina Bastos, o primeiro dia de feira deixou uma boa impressão. “Ter a oportunidade de ver crianças andando em um lugar aberto, seguro e com menor chance de transmissão de coronavírus nos fez ter uma nova esperança neste momento de pandemia”, disse.

    Entre as ações realizadas, Cynthia destaca as atividades educativas realizadas com o público, com a intenção de orientar as pessoas quanto à importância do uso de máscara, distanciamento pessoal e vacinação. “Também tivemos esse reforço dos monitores que estão sendo muito importantes para que todos possam aproveitar o passeio com segurança”, completa a diretora.

  • Saúde: certificado de vacinação será emitido com novas informações

    Saúde: certificado de vacinação será emitido com novas informações

    Comprovante de vacinação contra a Covid-19 no município do Rio de Janeiro com a vacina da Pfizer.

    O Certificado Nacional de Vacinação contra a Covid-19 trará novas informações, revelou hoje (1º) o Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, serão detalhados os dados de identificação do paciente, o local de aplicação das doses e tipo e marca do imunizante.

    Também foram incluídos o município e estado onde a pessoa tomou a vacina. O documento registrará ainda as datas em que a primeira e a segunda doses foram aplicadas, ou a dose única, no caso da Janssen.

    O Ministério da Saúde informou que o certificado passou a ter uma política de privacidade para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), norma que disciplina a coleta e tratamento de informações pessoais no país.

    O certificado é um documento que comprova a imunização do cidadão contra a covid-19. Alguns países tornaram obrigatória a apresentação do documento para visitantes estrangeiros e até mesmo para fluxo interno. Algumas empresas também passaram a exigir dos funcionários o comprovante, embora a prática não seja compulsória.

    Em São Paulo, por exemplo, essa obrigação passou a valer a partir de hoje (1º) para eventos com mais de 500 pessoas, como festas, shows e convenções corporativas.

    O certificado pode ser emitido pelo aplicativo ConecteSUS, do Ministério da Saúde, disponível para smartphones.

  • Agosto registra o menor número de óbitos por Covid-19 em Canoas

    Agosto registra o menor número de óbitos por Covid-19 em Canoas

    O mês de agosto foi marcado pela queda nos indicadores relacionados à pandemia de Covid-19 em Canoas, com o menor número de óbitos registrados no município em 2021. Ao todo, 17 pessoas perderam a vida em decorrência de complicações da doença. Até então, julho havia sido o mês com menos mortes, com 58 registros.  

    Em comparação aos meses anteriores, a queda nos óbitos é ainda mais significativa. Em março, no auge da pandemia, 485 canoenses perderam a vida. Depois, o número caiu para 158 em abril, 99 em maio e 78 em junho. 

    Taxa de ocupação 

    A queda nos indicadores também reflete nas taxas de ocupação dos leitos. Nesta quarta-feira (1º), Canoas registrava apenas 14 pacientes internados na UTI Covid, um índice de 11,96% em relação à capacidade total. Nos leitos de Enfermaria Covid, a taxa era de 12,50%, com 21 pacientes. 

    Vacinação

    Para o secretário municipal da Saúde, Maicon Lemos, a redução dos óbitos está diretamente associada ao avanço da vacinação contra a Covid-19. “Quanto mais avançamos na vacinação, mais salvamos a vida das pessoas. A vacina tem demonstrado seu sucesso também na redução da taxa de ocupação de leitos”, salienta. Mais de 90% da população adulta (acima de 18 anos) já recebeu ao menos uma dose, cerca de 70,77% da população total, e mais de 113 mil pessoas completaram o esquema de imunização.

    Lemos ressalta, no entanto, que a população deve continuar com os cuidados contra o coronavírus, pois a variante delta, considerada mais transmissível, tem avançado no Estado, inclusive com casos em Canoas. As medidas preventivas devem ser seguidas, inclusive, pela população que já completou o esquema vacinal contra a Covid-19. 

    Escritório de Comunicação – PMC

  • AUXÍLIO EMERGENCIAL CANOENSE: Inscrições iniciam nesta quarta-feira (1)

    AUXÍLIO EMERGENCIAL CANOENSE: Inscrições iniciam nesta quarta-feira (1)

    PMC/DIVULGAÇÃO

    Serão abertas nesta quarta-feira (1), a partir das 8h, as inscrições para a segunda etapa do Auxílio Emergencial Canoense, que podem ser feitas pelo site da Prefeitura, ou em alguma das cinco subprefeituras da cidade. Ao todo, 5 mil pessoas serão contempladas com R$ 200,00 mensais e R$ 96,00 no cartão TEU durante três meses. Conforme a Prefeitura de Canoas, o objetivo da iniciativa é diminuir os efeitos socioeconômicos causados pela Covid-19.

    Para o secretário de Governança e Enfrentamento à Pandemia, Felipe Martini, é obrigação do poder público cuidar das pessoas enquanto durar a crise causada pela Covid-19. “O Auxílio Emergencial Canoense é um programa inédito porque ele não é uma simples transferência de renda. Além de contribuir com os R$ 200,00 mensais, o programa constitui uma frente emergencial de trabalho significativa, para que as pessoas possam retribuir com o seu esforço para recuperar equipamentos públicos como escolas, praças, parques e equipamentos culturais”, explicou Martini.

    Para se inscrever é necessário ser maior de 18 anos, estar regularizado no Cadastro Único,  morar em Canoas e ter renda per capita menor que meio salário mínimo. Os contemplados vão receber além dos R$ 200,00 mensais e R$ 96,00 no cartão TEU, cursos de qualificação profissional, que deverão ser realizados de forma online. Em contrapartida os beneficiados deverão realizar 4h mensais de serviços para a comunidade.

    Escritório de Comunicação – PMC

  • Ingressos para a 44ª Expointer estão à venda de forma on-line

    Ingressos para a 44ª Expointer estão à venda de forma on-line

    Quem quiser visitar a 44ª Expointer, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, de 4 a 12 de setembro, deve adquirir seu ingresso de forma on-line. Nesta Expointer, optou-se por não haver bilheteria no local para evitar formação de filas, tendo em vista o cumprimento de protocolos sanitários. O limite diário é de 15 mil.

    Para adquirir, basta acessar o site oficial da Expointer (expointer.rs.gov.br) e entrar na seção “Ingressos aqui”. Depois, é só clicar em “Compre aqui” para ser direcionado à plataforma de venda dos bilhetes de pedestre e de estacionamento. A comercialização ficará ativa até o último dia do evento.

    Cada pessoa ou empresa pode adquirir até dez ingressos por dia de feira. Todos devem estar vinculados a um CPF. Empreendimentos que desejarem adquirir um número maior de acessos devem contatar a empresa contratada para a gestão da bilheteria – Impacto Vento Norte Produções Técnicas – por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), disponível na plataforma. Depois de comprar os ingressos com CNPJ, a empresa precisa solicitar que cada colaborador insira o CPF e demais dados na plataforma para gerar os acessos ao parque.

    O pagamento pode ser feito com cartão, pix ou boleto, com opção de parcelamento. Os bilhetes custam R$ 13 e R$ 6 (meia-entrada para idosos, crianças até cinco anos, estudantes e pessoas com deficiência). Estacionamento de visitante é R$ 32 ao dia, e camping para expositores de animais R$ 280 (valor referente a todo o período). O pagamento do estacionamento não dá direito ao ingresso do motorista. A vaga de estacionamento precisa ser gerada na plataforma on-line ou no posto de atendimento do local. O cancelamento da compra do ingresso tem que ser feito 24 horas antes do dia de acesso ao parque para ressarcimento.

    Protocolos de saúde

    Na hora de adquirir o ingresso, os visitantes precisam informar, por meio de um questionário, se já fizeram uma ou duas doses da vacina contra Covid-19, embora a vacinação não seja obrigatória para a participação no evento. Terão que assinalar a declaração de que cumprirão todos os protocolos sanitários previstos e que não comparecerão à feira se tiverem apresentado sintomas gripais ou tido contato com casos suspeitos em até 10 dias antes do evento.

    Os portões do parque ficarão abertos das 8h às 19h30. Para entrar na Expointer, o uso de máscara será obrigatório. As pessoas também terão sua temperatura verificada nas tendas de triagem. Dentro do parque, haverá dispensers de álcool gel e 200 lavatórios de mãos em pontos estratégicos. Além disso, cem monitores treinados pela Secretaria da Saúde farão abordagens educativas sobre a prevenção contra a Covid-19, orientarão sobre uso da máscara e ajudarão a verificar o cumprimento das regras sanitárias.

    O comércio de alimentos e bebidas será realizado exclusivamente em espaços locados junto à organização do parque e em local sinalizado e específico, ficando proibido o comércio ambulante. O público não poderá consumir alimentos ou bebidas quando em movimento na praça de alimentação, nos pavilhões e nas áreas de circulação do parque – o consumo só será permitido em locais próprios e devidamente sinalizados para este fim.

  • Consulta Popular ganha etapa digital e promove maior participação da população

    Consulta Popular ganha etapa digital e promove maior participação da população

    O governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (30/8), a Consulta Popular 2021. Neste ano, serão destinados R$ 30 milhões para investimento em projetos de desenvolvimento regional. O valor é 50% maior do que os R$ 20 milhões destinados ao programa em 2020.

    Leite disse que cabe aos eleitos criar canais, a partir do que a tecnologia proporciona, para viabilizar a participação – Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

    A verba será investida em projetos eleitos pela população. Na edição deste ano, a Consulta Popular contará com uma novidade: por meio do aplicativo Colab, de forma 100%digital a população poderá enviar ideias e propostas para o desenvolvimento da sua região. Essa etapa será anterior à votação.

    “A Consulta Popular, nesse novo formato, tem tudo a ver com o fato que precisamos discutir, no século 21, o aprimoramento da nossa democracia, da efetiva participação da sociedade sobre as decisões de governo. Cada vez mais, as pessoas não querem ser meros espectadores, assistir às tomadas de decisão. Querem efetivamente participar, serem protagonistas. Cabe a nós, eleitos por essa comunidade, criar canais, a partir do que a tecnologia nos proporciona, que viabilizem essa participação, e precisamos organizar esse debate. A Consulta Popular passa a dizer para que participem, usem suas ideias e propostas sobre o que deve ser feito nas comunidades, e nos ajudem a decidir”, destacou o governador Eduardo Leite.

    A partir da recuperação financeira do Estado, que está promovendo reformas, privatizações e outras medidas necessárias para o equilíbrio fiscal, foi possível ampliar o valor da Consulta Popular neste ano. Os projetos de desenvolvimento são um dos caminhos para o crescimento do Rio Grande do Sul. Os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), além de parceiros na Consulta Popular, são ponto de apoio nesse processo, na medida em que conhecem as características e a dinâmica de cada localidade.

    “Desde o início da gestão, temos a mesma postura: garantimos uma verba realista. Isso traz credibilidade à Consulta Popular. As pessoas que votam percebem que os projetos eleitos são executados na prática”, afirmou o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal.

    consulta popular 2021   cronograma

    Aplicativo Colab

    Para participar, o cidadão precisará baixar o aplicativo do Colab no Play Store (Android) ou na Apple Store (iOS) e preencher o cadastro com seus dados. O segundo passo será a escolha de onde o cidadão deseja implementar a sua proposta, podendo digitar o endereço ou indicar por meio do “pin” (localização) a região desejada.

    As propostas serão encaminhadas em formato de postagem, com descrição da ideia de forma direta, com justificativa da importância para a região. O cidadão terá um limite de 120 caracteres para escrever a proposta, podendo utilizar-se de foto para melhor ilustrar, e poderá consultar os Planos Estratégicos de Desenvolvimento (PED) de cada Corede.

    Consulta Popular

    Desde 1998, o Rio Grande do Sul instituiu, por meio da Lei 11.179, a participação popular na decisão do direcionamento de parte dos investimentos e serviços que constarão no orçamento do Estado. Esse processo foi denominado de Consulta Popular.

    Anualmente, o governo do Estado fixa o valor submetido à deliberação da população. A verba é distribuída entre as 28 regiões do Estado, de acordo com critérios, como a população de cada região e o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese). Definido o valor para cada região, o governo e os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) organizam o processo de discussão em assembleias públicas regionais, públicas municipais e regionais ampliadas.

    Nos encontros, constrói-se uma cédula de votação regional, submetida aos eleitores na votação da Consulta Popular. Em 2020, a votação ocorreu entre 26 de outubro e 3 de novembro, de forma 100% virtual, em razão da pandemia.

    • Apresentação sobre a Consulta Popular 2021

  • Flexibilização na pandemia ajuda na recuperação do setor de serviços

    Flexibilização na pandemia ajuda na recuperação do setor de serviços

    TOMA SILVA AG BRASIL

    O Índice de Confiança de Serviços, divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), subiu 1,3 ponto, ficando em 99,3 pontos em agosto, no maior nível desde setembro de 2013, quando o indicador estava em 101,5 pontos. Na comparação com agosto de 2020, a alta foi de 14 pontos e em médias móveis trimestrais o índice avançou 3,7 pontos, a quarta alta consecutiva.

    O economista do FGV/Ibre Rodolpho Tobler explicou que esse é o quinto avanço seguido. Com isso, a confiança dos serviços se consolida em patamar acima do nível pré-pandemia e próximo ao nível neutro.

    “Ao contrário do que foi observado nos últimos meses, a alta foi mais influenciada pela melhora no volume de serviços no mês, enquanto as expectativas ficaram estáveis. A combinação sugere que a recuperação do setor vem avançando em paralelo às flexibilizações na pandemia. Vale ressaltar que o cenário para os próximos meses ainda depende da recuperação da confiança do consumidor e carrega muita incerteza, especialmente associados aos riscos da variante delta”, destacou Tobler.

    Segundo o Instituto, o resultado da confiança dos serviços do mês foi influenciado principalmente pelo Índice de Situação Atual, que subiu 2,6 pontos, para 93,0 pontos, ficando no maior nível desde junho de 2014, quando o indicador alcançou 94,3 pontos. Já o Índice de Expectativas cresceu 0,1 ponto, para 105,7 pontos, patamar mais alto desde novembro de 2012 (106,2 pontos).

    Seguindo a tendência positiva, o saldo do emprego previsto tem demonstrado recuperação contínua, com médias móveis trimestrais em alta pelo terceiro mês consecutivo, ficando em 10,4 pontos em agosto, maior resultado desde maio de 2014. O saldo se refere ao percentual de empresas que planejam aumentar seu quadro de funcionários nos próximos meses, menos o percentual que planejam reduzir. No pico da pandemia, em junho do ano passado, no pico da pandemia, o indicador ficou negativo em 35 pontos.