• 21 de fevereiro de 2024

Neurologista Dr.Diego Dozza aborda um tema importante:“As várias faces da dor”

Muitas doenças causam dor crônica que se torna incapacitante para algumas pessoas. E mesmo com o avanço das medicações do tratamento convencional não conseguem uma melhora satisfatória de seus sintomas.

Uma das causas mais comuns de dor crônica intratável é o câncer. O paciente muitas vezes necessita de doses elevadas de morfina para conseguir alívio dos sintomas, mas que nem sempre é satisfatório. Apesar de haver novas medicações de uso oral para a dor, muitas vezes é necessária a utilização de procedimento invasivo para o tratamento. Como exemplo pode-se utilizar a bomba intratecal de morfina que libera uma dose 300 vezes menor que a oral diretamente no sistema nervoso, otimizando o controle da dor. Infelizmente este tipo de dor é subtratada e o paciente acaba sofrendo por longo período. Estudos mostram que apenas 1% destes pacientes recebem o implante de bomba de infusão intratecal para o controle da sua dor! E, por isso, perdem a oportunidade de ter uma qualidade de vida digna. Isso ocorre por falta de conhecimento do paciente e mesmo do médico assistente. Assim, é necessária a divulgação e a conscientização da população de que existe tratamento para a dor e não podemos mais permitir o velho jargão: “você tem que se acostumar com a dor”.

Existem outras dores que também são incapacitantes, mas que atualmente já possuem tratamento efetivo. Dores como a do herpes zoster, lesão de nervo, dor inflamatória pélvica, dor da amputação (membro fantasma), dor por isquemia, angina intratável, enxaqueca, dor neuropática, síndrome pós-laminectomia, dor pós-operatóra, já podem ser amenizadas com o tratamento farmacológico multimodal ou com técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Dentre estas técnicas podemos utilizar toxina botulínica, bloqueios com ou sem cateteres de longa permanência, radiofrequência pulsada da raiz nervosa, neuromodulação espinhal ou DRG (dorsal root ganglion), DREZ, implante de bomba de infusão de fármaco intratecal, estimulação magnética transcraniana (TMS), estimulação transcraniana por corrente contínua (TDCS).

Cada uma das técnicas citadas serve para um ou mais tipos de dor e a indicação dependerá do tipo de lesão ocorrida, complexidade da lesão/dor, local da dor, condições de saúde do paciente e ainda a expectativa de cada pessoa.

Atualmente há um avanço enorme na tecnologia medicamentosa e no tratamento cirúrgico que podem auxiliar na qualidade de vida de quem convive com esse sofrimento. E é preciso lembrar também que o uso crônico e abuso de medicações também pode acarretar em complicações da saúde como, por exemplo, problemas no fígado e nos rins.

E como já dizia Tim Hansel: “a dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

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