• 21 de fevereiro de 2024

Neurologista Dr. Diego: “Depressão”

 Neurologista Dr. Diego: “Depressão”

– Como passamos pelo setembro amarelo, mês de prevenção ao suicídio, volto a falar sobre depressão e o risco de suicídio que infelizmente ainda são um tabu para muitas pessoas. A depressão apresenta um diagnóstico amplo e heterogêneo. Os sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas e devem ser severos na maior parte dos dias. A gravidade da doença varia com a quantidade e severidade de sintomas e o grau de perda funcional. Apresenta geralmente um curso de remissão e nova piora dos sintomas.

Os sintomas emocionais podem ser: tristeza, ansiedade, irritabilidade, perda do prazer nas coisas, ideação suicida, falta de esperança, culpa exagerada. Os sintomas físicos podem ser: cansaço, ganho ou perda de peso, insônia ou hipersonia, disfunção sexual, dor de cabeça, dor de estômago, dor generalizada, agitação psicomotora. Os sintomas cognitivos são: desatenção, perda de memória, lentificação do pensamento e do julgamento, falta de planejamento e organização. Isso acaba afetando o relacionamento social, no trabalho e na família, criando um aspecto negativo na vida da pessoa. O tratamento da depressão possui três fases: o tratamento agudo em que se espera a resposta à medicação, a remissão e a manutenção. A resposta ideal é ter o controle completo dos sintomas e que não haja mais síndrome depressiva no futuro.

A retirada da medicação em qualquer uma das fases sem ter completado corretamente o tratamento leva ao risco da piora dos sintomas novamente. Após a fase inicial do episódio depressivo, 50% permanecerão sem sintomas e não terão novo episódio, 35% terão depressão recorrente e 15% permanecerão com a depressão sem ter controle completo dos sintomas. Pessoas que sofrem de depressão têm um risco aumentado de pensamentos suicidas e comportamento suicida em comparação com a população em geral. O risco de suicídio está relacionado à gravidade da depressão, histórico de tentativas anteriores de suicídio, presença de outros transtornos mentais, falta de apoio social, acesso a meios letais e outros fatores. Porém, não se pode afirmar com certeza a porcentagem correta de suicídio na depressão, pois sua relação é complexa e influenciada por vários fatores.

Se você ou algum familiar está passando por isso é importante que procure um médico ou profissional da área da saúde em que confie para receber o apoio necessário. De preferência o tratamento deve envolver o psiquiatra e o psicólogo. O tratamento envolve o uso de antidepressivos com associação à psicoterapia. Existe um tratamento adjuvante chamado de estimulação magnética transcraniana (TMS), em que é aplicado um estímulo magnético sobre o córtex cerebral que gera um potencial de ação neuronal e auxilia no controle da depressão.

São realizadas várias sessões até se obter o controle adequado dos sintomas, sendo sempre acompanhado por psiquiatra e, se possível, psicólogo. Fique atento para o surgimento de sintomas e procure logo um médico para realizar o tratamento precoce! Locais de atendimento:Passo Fundo – Rua Teixeira Soares 1117, sala 501, tel (54) 3622-2989/3622-2990Palmeira das Missões – Rua Rio Branco, 989, Sala 301, Edifício Athenas, Centro – Tel (55) 3742-4909Frederico Westphalen – Clínica Raimed, Rua Tenente Portela 435, tel (55) 3744-3100

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