Com a chegada do mês de agosto, o Movimento Ação por Canoas (MACA) levantou os números das ações realizadas em 2021, nos sete meses da gestão de Giovanni Rocha. O presidente do Movimento agradece aos apoiadores o sucesso das doações e projetos, voltados para quem mais precisa, em um momento sensível de pandemia e crise econômica. A retomada das aulas da Qualilar (Escola de Qualificação de Trabalhadores Domésticos) já permitiu a formação de aproximadamente 40 alunos nos módulos oferecidos.
Mais de mil cestas básicas e 700 máscaras foram fornecidas a famílias carentes de Canoas e um playgraund completo foi doado para as crianças do Quilombo Chácara das Rosas. No acolhimento às pessoas em situação de rua, no Centro Olímpico Municipal (COM), o MACA se fez presente, forneceu o café da manhã aos acolhidos, realizou, em parceria com a ótica Giori e Laboratório São Pietro, testes oftalmológicos gratuitos e a doação de óculos de grau. No Centro Olímpico, o Movimento foi responsável, também, por cerca de 60 cortes de cabelo. Uma apoiadora do Movimento doou 80 botas novas de sua última coleção, que foram repartidas entre os alunos da Qualilar e pessoas em situação de rua, e mais 80 pares de chinelos foram doados aos acolhidos no COM.
Loja Popular Roupas do Bem
No início de junho, uma van transformada em loja foi lançada, no projeto Prefeitura na Rua. O objetivo do brechó móvel, “Loja Popular Roupas do Bem”, é levar roupas com preço baixo para pessoas em vulnerabilidade. Um look completo pode sair por no máximo R$ 1,00. O objetivo do projeto é elevar a autoestima de pessoas que não possuem condições de comprar em uma loja. Em seis edições, 300 pessoas foram atendidas.
Projeções
De acordo com o presidente do Movimento, Giovanni Rocha, antes de assumir a gestão 2021, não tinha ideia da força que o MACA possui na cidade. “Em cada ação que realizamos com a intenção de ajudar quem mais precisa, sempre existe o apoio de empresários canoenses, que têm sido solícitos em nossas causas sociais”, relata Giovanni. “Isso demostra credibilidade no trabalho que estamos realizando, que não vai parar por aqui”, conclui. Em relação aos cursos profissionalizantes, estão em estudo novas qualificações, entre elas, preparação para garçom, cuidador de idosos e gastronomia.
Doações
Com diversas ações sociais sendo desenvolvidas continuamente, o Movimento Ação por Canoas precisa de doações e parcerias. Para doar, procure a sede do MACA, no endereço: Rua Passo Fundo, 730, bairro Mathias Velho.
Informações por telefone: (51) 3476-7444 ou pelo Whatsapp (51) 998854642.
Impulsionada pela nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial e pela alta recente nos juros, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou o quarto mês seguido de desempenho positivo. Em julho, os brasileiros depositaram R$ 6,37 bilhões a mais do que sacaram na caderneta de poupança, informou hoje (5) o Banco Central (BC).
Apesar do desempenho positivo, a captação é inferior à registrada em julho do ano passado. Naquele mês, os brasileiros tinham depositado R$ 28,14 bilhões a mais do que retiraram da poupança.
Com o desempenho de julho, a poupança acumula retirada líquida de R$ 10,16 bilhões nos sete primeiros meses do ano. Esta é a maior retirada acumulada para o período desde 2019, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 16,1 bilhões.
O principal responsável pelo resultado positivo na poupança foi a retomada do pagamento do auxílio emergencial. A Caixa Econômica Federal depositou o dinheiro em contas poupança digitais, que acumulam rendimentos. Nesta rodada, o benefício paga parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 por mês, dependendo da família do beneficiário.
No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. Além do depósito do auxílio emergencial nas contas poupança digitais ao longo de oito meses em 2020, a instabilidade no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de covid-19 atraiu o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.
Rendimento
Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,72% nos 12 meses terminados em julho, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 8,59%. O IPCA cheio de julho será divulgado na próxima terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro são os juros baixos. Atualmente a taxa Selic (juros básicos da economia) está em alta, e ontem (4) foi elevada para 5,25% ao ano. O segundo fator foi a alta nos preços dos alimentos e do dólar, que impacta a inflação desde o segundo semestre do ano passado. Mesmo assim, as recentes elevações na Selic estão voltando a atrair o interesse do brasileiro na caderneta.
Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 6,79% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia pouco menos de 3,675% este ano, caso a Selic permanecesse em 5,25% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central continue a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.
Sala adequada para receber o equipamento deverá estar pronta em setembro – Foto: Divulgação BM
O Hospital da Brigada Militar (HBM) de Porto Alegre recebeu a plataforma robótica Geração X Da Vinci com ultrassonografia transoperatória. Investimento de cerca de R$ 9 milhões, o aparelho é uma grande conquista para a qualificação dos serviços prestados pelo HBM.
Para auxílio no tratamento oncológico cirúrgico e nas cirurgias abdominais e pélvicas, a plataforma robótica traz, entre outros benefícios, melhores resultados na recuperação.
A aquisição da plataforma robótica Geração X Da Vinci reforça a preocupação da Estado para ampliar a estrutura oferecida aos seus servidores e dependentes.
Agora, a equipe do HBM da capital se prepara para colocar o equipamento em operação. A expectativa é que a sala onde o aparelho será instalado seja inaugurada em setembro. Com um conjunto de equipamentos e adequações especiais, a plataforma robótica estará pronta para uso.
O projeto para a aquisição se iniciou em 2017 e ficou um período parado por conta dos trâmites de importação e o alto custo do aparelho. Com as mudanças causadas pela pandemia do coronavírus, o valor do equipamento teve redução considerável, assim como o processo para trazê-lo ao Brasil facilitado, o que ocasionou na retomada da compra pela BM. O equipamento chegou ao HBM na segunda-feira (2/8).
Após revisão de cadastros, mais 110 mil mulheres chefes de família vão receber o auxílio emergencial 2021. Nesta sexta-feira (6), as mães vão receber as parcelas de R$ 375 a que têm direito em uma única transferência nas contas sociais digitais. Para as mulheres que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos serão realizados dentro do calendário regular do programa.
Uma nova análise de dados confirmou a elegibilidade ao benefício a partir das informações mais recentes disponíveis nas bases governamentais.
A análise levou à suspensão de mais de 600 mil benefícios para avaliação de inconformidades. Entre esses casos, estão 136 mil mães chefes de família. Com o desbloqueio do benefício para 110 mil mulheres, restam 27 mil cadastros que ainda estão em processamento. As pessoas com o benefício desbloqueado recebem todas as parcelas a que têm direito de forma retroativa.
O repasse para esse público soma R$ 82,24 milhões. “O auxílio emergencial 2021 já contemplou mais de 8,5 milhões de mães solo no Brasil. Desde o início da pandemia, o Ministério da Cidadania trabalha combatendo fraudes e garantindo que o pagamento do benefício do governo federal chegue com segurança aos cidadãos que mais precisam”, destacou o ministro da Cidadania, João Roma.
Revisões
O auxílio emergencial passa mensalmente por revisão dos requisitos de elegibilidade, conforme previsto na legislação. Os benefícios também são verificados em ações de auditoria, o que pode gerar o bloqueio, que não se trata da exclusão do direito, mas apenas da suspensão do prazo do pagamento até a conclusão das verificações do cadastro e da confirmação da legitimidade.
Prorrogação
O benefício emergencial pago em função da pandemia do novo coronavírus previa nova rodada em 2021 com quatro parcelas, mas foi prorrogado em mais três pagamentos até outubro. O valor médio segue em R$ 250, com exceção às mulheres chefes de família, que recebem R$ 375, e as pessoas que moram sozinhas, R$ 150.
Mas o calendário das últimas três parcelas ainda não foi divulgado pelo Ministério da Cidadania. Com a prorrogação do auxílio emergencial até outubro, a expectativa do governo federal é ganhar tempo para o avanço da vacinação contra a covid-19, além de preparar uma ampliação do programa Bolsa Família, com pagamentos que podem chegar a R$ 400.
Para tanto, o governo anunciou um aporte de mais R$ 20,2 bilhões para o pagamento da prorrogação do benefício. Nas quatro parcelas do auxílio emergencial 2021 pagas até julho, o investimento foi de R$ 34,7 bilhões, incluindo todos os públicos. São mais de 39 milhões de famílias elegíveis ao benefício.
A aceleração do aperto monetário pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) recebeu críticas de entidades do setor produtivo. Na avaliação de representantes da indústria, a elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 5,25% ao ano atrasa a recuperação econômica e pode se refletir na manutenção do desemprego alto nos próximos meses.
Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou de “equivocada” a decisão do Copom. Para a entidade, as altas recentes da inflação não decorrem da demanda, mas de fatores externos que afetam a oferta, como a subida do dólar e o encarecimento de matérias-primas e insumos.
“O controle da inflação de oferta via juros é menos eficaz e requer um forte desestímulo à atividade econômica em um momento em que a recuperação da economia ainda se mostra frágil. A taxa de desemprego ainda está próxima do pico histórico e a produção da indústria de transformação perdeu força ao longo deste ano, apresentando queda em cinco meses no primeiro semestre”, destacou, no comunicado, o presidente da CNI, Robson Andrade.
Para a CNI, as pressões de custos cairão à medida que o dólar caia e o mercado de insumos e matérias-primas se reequilibre nos próximos meses.
Fiesp
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou o aumento dos juros básicos da economia. Para ela, a decisão pode pôr em risco a “frágil” recuperação da economia brasileira, mantendo o desemprego alto e comprometendo o crescimento em 2022.
“Embora vários segmentos econômicos estejam com desempenho positivo, o mercado de trabalho continua com 14,8 milhões de desempregados e 4,6 milhões de pessoas que, apesar de estarem na força de trabalho antes da pandemia, não estão buscando emprego no momento devido às restrições”, ressaltou a Fiesp, em nota.
“Além disso, o PIB [Produto Interno Bruto] no segundo trimestre deve ter ficado próximo da estabilidade e as expectativas de crescimento para 2022 são de apenas 2,1%, segundo o último boletim Focus [pesquisa divulgada toda semana pelo Banco Central]”, finalizou a entidade.
Firjan
A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) também criticou a decisão do Copom de elevar a Selic. Em nota, a entende que o aumento da taxa de juros para 5,25% é exagerado e “pode prejudicar o processo de retomada do crescimento econômico do país”.
“Os choques temporários nos preços observados em 2021 devem se dissipar, não impactando a inflação em 2022, que exibe expectativa de inflação bem-comportada e dentro do intervalo da meta. Sendo assim, a federação acredita que dosar a alta da taxa básica de juros seria compatível com o momento e já garantiria a ancoragem das expectativas para a inflação de 2022”.
A Firjan destaca a necessidade de solucionar os gargalos estruturais que impendem o país “de alçar voos mais altos e consistentes”. “Isso não acontecerá sem mudanças profundas na estrutura do Estado, e por isso, é mandatório o avanço da reforma administrativa para que possa haver redução dos gastos públicos e assim da carga tributária. Apenas com a redução dos gastos públicos e a consequente redução da carga tributária, a indústria nacional terá competitividade suficiente para gerar emprego e renda, tornando o Brasil um país mais forte e justo”, diz a nota.
Recuperação de nascentes, conservação da água, do solo, da vegetação e proteção do meio ambiente. Essas são algumas das metas da Prefeitura de Canoas para garantir a preservação ambiental e a qualidade de vida dos canoenses.
Nesta semana, mais uma ação de recuperação de nascente foi iniciada, agora no bairro São José, na Rua João Leivas de Carvalho. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Paulo Ritter, essa era uma demanda antiga da comunidade. “Também estamos elaborando um programa de recuperação de áreas de preservação permanente e vamos discutir as prioridades junto ao Conselho de Meio Ambiente de Canoas, pois muitos locais não recebem um processo de cuidado ambiental há muitos anos”, destaca Ritter.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou no fim da noite dessa terça-feira (3) a relação dos candidatos pré-selecionados em chamada única ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2021. O resultado está disponível na página do Fies.
A seleção assegura apenas a expectativa de direito à vaga, já a contratação do financiamento está sujeita às demais regras e procedimentos de formalização do contrato. O prazo para complementação das informações da inscrição começa hoje (4) e vai até sexta-feira (6).
Os estudantes não pré-selecionados foram automaticamente incluídos em lista de espera, observada classificação. Considerando que não existe novo ranqueamento, após a publicação do resultado da chamada única, os participantes da lista de espera deverão, obrigatoriamente, acompanhar sua eventual pré-seleção.
Nesse caso, os candidatos deverão complementar sua inscrição no prazo de três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no sistema. O prazo final para a lista de espera é 31 de agosto.
Em 2021, o Fies tem a oferta total de 93 mil vagas. Nesta seleção do segundo semestre, estão disponíveis 69 mil vagas distribuídas em 23.320 cursos de 1.324 instituições privadas de ensino superior. Caso hajam vagas remanescentes, não ocupadas na chamada única, o MEC poderá fazer nova seleção.
Para ter acesso ao fundo, é necessário ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos e ter participado de uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010, obtendo no mínimo 450 pontos na média das cinco provas do exame e não ter zerado a prova de redação.
O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas aderentes ao programa. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).
O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies tem regras específicas, sem seleção, e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.
Após dois anos e meio de estudos técnicos para padronizar e tornar mais transparentes e justos os critérios de distribuição de incentivos hospitalares, o governo do Estado lançou, nesta terça-feira (3/8), o Assistir, um programa inovador que promove uma mudança profunda no conceito de repasse de recursos estaduais às instituições hospitalares vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.
Como não havia critérios técnicos definidos nem equidade na distribuição, o objetivo do programa é passar a distribuir incentivos hospitalares de forma equânime e transparente a todos os hospitais, independentemente do tipo de gestão (estadual ou municipal), de maneira proporcional aos serviços entregues à população, observando a regionalização da saúde e a capacidade cada instituição.
“O Assistir é uma marca na relação do Estado com o sistema hospitalar gaúcho, por uma série de motivos. Principalmente porque o Assistir se encaixa em alguns princípios da nossa gestão: o da transparência, que buscamos em todas as nossas políticas; o da justiça, pois somos incansáveis na busca pela distribuição equânime dos recursos, a partir de critérios que sejam técnicos e da prestação efetiva de serviços; e o do controle, pois entendemos que políticas públicas eficientes dependem de sistemas de monitoramento capazes de acompanhar o uso de cada centavo do dinheiro público”, destacou o governador.
Os recursos do Tesouro estadual utilizados para suplementar serviços prestados por hospitais financiados com verbas federais foram analisados desde o início do atual governo pelo Departamento de Gestão da Atenção Especializada (DGAE), da Secretaria da Saúde (SES), com a participação de diversas entidades.
“Desde que assumimos estamos revisando e discutindo os incentivos. Foi um longo processo de construção, que contou com a participação de diversas entidades, em especial a Federação dos Hospitais Filantrópicos. É um pleito de muitos que irá ajudar a qualificar e ampliar a oferta de serviços públicos em diversas regiões do Estado”, explica a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
A partir de novos critérios técnicos, os incentivos hospitalares passarão a ser distribuídos seguindo a metodologia desenvolvida pelo Estado e que leva em conta tipos de serviços prioritários à população, elencados a partir da análise de indicadores epidemiológicos das regiões.
No Rio Grande do Sul, dos 218 hospitais aptos a receberem incentivos estaduais por se enquadrarem nos critérios estabelecidos pelo Assistir, 162 terão acréscimo nos recursos com o novo programa. Além disso, passam a integrar o sistema mais 12 hospitais localizados nas macrorregiões Norte, Serra Missioneira, Metropolitana e Centro-Oeste, que não recebiam nenhum incentivo estadual. Os hospitais estão sendo comunicados oficialmente dos ajustes programados pelo novo programa.
“Não é justo que os recursos públicos não sejam distribuídos de forma equânime. No atual sistema, por exemplo, há hospitais recebendo mais do que outros e entregando menos, uma clara distorção que precisamos corrigir. Vamos valorizar quem presta atendimento ao cidadão, fazendo com que o recurso público se transforme em benefício concreto para a população”, explicou Arita.
De acordo com a diretora do DGAE, Lisiane Wasem Fagundes, devem ocorrer acréscimos de serviços em diversas regiões do Estado. “Além de fortalecer as instituições, vamos ter mais serviços perto da casa das pessoas. Estimamos um aumento de mais 2.850 cirurgias de média complexidade por mês e 34.200 por ano, com aumento de 57%, assim como 2.640 novos atendimentos clínicos por mês e 31.680 por ano, uma ampliação de 121%”, explica Lisiane.
O novo método de distribuição dos incentivos estabeleceu que os hospitais contratualizados pelo Programa Assistir deverão prestar pelo SUS os seguintes serviços: porta de entrada (urgência e emergência), maternidade, maternidade de alto risco, ambulatório de gestação de alto risco, ambulatório de egressos de UTI neonatal, ambulatórios de especialidades, de doenças crônicas, de idosos e de feridas, leitos de saúde mental e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), procedimentos e exames em oncologia, leitos de hospitais de pequeno porte e leitos de saúde prisional.
O total de incentivos a serem disponibilizados para custeio do programa até o momento é de R$ 744.513.906, que fazem parte dos recursos orçamentários estaduais disponíveis, que são de R$ 810.975.000. A diferença será utilizada futuramente em novos serviços.
Presidente do Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, Ilário Jandir de David exemplificou o que o programa Assistir poderá trazer de resultados práticos para a vida de milhares de pessoas que dependem do SUS.
“A palavra incentivo também é sobre ser animado, sobre assumir mais. E no São Vicente de Paulo nós temos um projeto para crianças egressas de UTI neonatal, que funciona desde 2012, recebendo por até dois anos, mês a mês, bebês que receberam alta. Eles são atendidos por cerca de dez médicos de todas as especialidades. São cerca de 400 internações por ano e o ambulatório tem R$ 15 mil mensais para manutenção. O Assistir vai mudar isso, esse programa que tanto nos orgulha, e incentivar tantos outros que nós temos”, afirmou David.
Também participaram do evento a diretora da Associação Comunitária Hospitalar de Aratiba, Rosane Klein Mocellim; a diretora do Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa, Vanderli Aparecida De Barros; a reitora do Hospital Universitário Urcamp, de Bagé, Lia Maria Herzer Quintana; a presidente da Federação das Santas Casas, Luciney Bohrer; o procurador-geral de Justiça do Estado, Marcelo Dornelles; a presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e representando a presidência do Parlamento, deputada Zilá Breitenbach; além de outras lideranças políticas e setoriais do Estado.
Novos ambulatórios
O Programa Assistir, que contará com 132 ambulatórios incentivados, traz como novidade o incentivo imediato de quatro ambulatórios para o processo transexualizador, serviço que inexistia no RS com verba estadual. Também está prevista a criação de seis ambulatórios para doença macular relacionada à idade (degeneração de parte da retina), que apresenta considerável demanda à SES por via judicial.
As instituições hospitalares também poderão receber incentivos suplementares diferenciais para serviços que contemplem a integralidade da linha de cuidado, que vai da consulta até a alta e à reabilitação do paciente, bem como os serviços em áreas estratégicas (incentivo ao transplante de órgãos, por exemplo) para garantir as referências nas macrorregiões de saúde.
O Zoológico Municipal de Canoas realiza, constantemente, o resgate de animais silvestres em espaços urbanos, públicos e privados. Após a captura, os animais passam por uma triagem, têm a saúde avaliada, são tratados, recuperados e, alguns, reconduzidos ao seu habitat natural. Caso o animal não tenha mais condições para voltar à natureza, ele vira residente no MiniZoo.
Neste final de semana, as equipes do MiniZoo resgataram um gambá-de-orelha-branca, localizado em via pública no bairro Igara. O animal foi encontrado sem capacidade de locomoção, foi medicado e estabilizado. As equipes seguem monitorando e realizando o tratamento para que o animal tenha plena recuperação e, se possível, posterior soltura.
A bióloga do Zoológico, Patrícia Martins Valentim, alerta para que as pessoas não tentem capturar ou criar animais silvestres. “Canoas possui várias espécies da fauna que vivem em meio urbano, como gambás, lagartos, tartarugas, diversas espécies de aves, entre outros. Por isso, é importante alertar a população para que não matem os animais ou tentem domesticá-los. Precisamos também aprender a conviver com eles de forma harmônica, quando não apresentarem riscos”, afirma.
As equipes do MiniZoo avaliam cada situação e, caso necessário, fazem o resgate. O número do Zoológico é: (51) 997871078 e o atendimento acontece todos os dias, inclusive nos finais de semana, das 8hs às 18hs.
Com o avanço da vacinação e a testagem em massa da população, os números relacionados à pandemia seguem em queda no município. A melhora é percebida também na rede hospitalar, com a redução na quantidade de pacientes. Com isso, o Hospital Universitário de Canoas (HU) passou a concentrar, desde a última quinta-feira (29), todas as internações de Covid-19 em Canoas.
Com a mudança na organização da rede hospitalar, o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e o Hospital de Pronto Socorro Prefeito Dr. Marcos Antônio Ronchetti (HPSC) não receberão mais pacientes com coronavírus neste momento. As duas instituições ficarão livres para atender outras demandas que não estejam relacionadas a Covid-19, conforme suas especialidades. Esse é um passo importante para a realização de mutirões e avançar na redução na fila de espera por consultas, exames, cirurgias e pequenos procedimentos.
Segundo o boletim epidemiológico deste sábado (31), 23 pacientes estavam internados na UTI Covid, o que representa uma taxa de ocupação de 19,66%. Na Enfermaria, eram 13 (7,74%). Entre 4 e 24 de julho, caiu de 364 para 231 o número de novos casos da doença em Canoas. Isso representa uma redução de mais de 63%, com base nos dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde até o dia 28 de julho.
Vacinação
Mais de 55% da população de Canoas já recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Cerca de 183 mil pessoas fizeram a primeira aplicação e mais de 80 mil completaram o esquema de imunização com as duas doses ou dose única, até sábado. Levando em consideração apenas a população acima de 18 anos, o percentual de vacinação sobe para 75%.
Testagem
Desde o início do ano, foram realizados mais de 115,2 mil testes para detecção do coronavírus em Canoas. Do total, em torno de 70 mil ocorreram nos cinco centros de testagem abertos pela Prefeitura no início de março.