Em mais uma iniciativa inovadora da Secretaria de Segurança Pública de Canoas, foi firmada uma parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Sapucaia do Sul, para desenvolver um sistema de alerta sonoro, que identifica e localiza acidentes de trânsito, disparos de arma de fogo, explosão e arrombamento de carro e de casa. Após detectar o sinistro, o sistema vai notificar automaticamente os órgãos de segurança pública, como a Guarda Municipal.
A primeira reunião aconteceu em fevereiro e, nesta sexta-feira (20), o secretário da Segurança Pública, delegado Emerson Wendt, realizou uma reunião com os representantes do IFSul para analisar os equipamentos necessários para desenvolver o sistema.
De acordo com o professor do IFSul, Roberto Mauricio Bokowski Sobrinho, o modelo é similar ao Sistema de Detecção de Disparos de Arma de Fogo (SDD), desenvolvido pela empresa norte-americana Shot Spotter, que foi implementado em Canoas em 2010, no bairro Guajuviras. “Canoas já tem a experiência em trabalhar com um sistema de sinistros sonoros, possui alguns equipamentos disponíveis e tem pessoal da Guarda Municipal treinado e qualificado para operar o sistema”, explica o professor.
Para o secretário delegado Emerson, a parceria reforça o objetivo da Secretaria que é trabalhar com tecnologia, inteligência e prevenção. “A função do sistema é dar mais agilidade ao trabalho dos outros órgãos da administração pública, principalmente das forças de segurança. Mas também é uma forma de prevenir a violência, já que inibe a criminalidade, e aumenta a sensação de segurança dos canoenses”, afirma o secretário.
O presidente da Creluz, Elemar Battisti concedeu entrevista ao Jornal RS NORTE nesta quinta-feira. Na Live às 19h ele falou sobre vários assuntos referentes ao trabalho da Creluz. Citou os desafios enfrentados no período da pandemia e que o trabalho da cooperativa continua intenso nas regiões do Norte do RS e Celeiro.
Battisti também deu informações, exclusivas ao RS NORTE, sobre a usina solar que está em fase de construção no município de Cerro Grande.
O projeto BioCMPC tornará a planta da companhia uma das mais sustentáveis do Brasil no setor de celulose, além de criar mais de 7,5 mil novos postos de trabalho
O projeto BioCMPC prevê a implantação de importantes investimentos em modernização operacional, além de novas medidas de controle e gestão ambiental. As 31 iniciativas se dividem da seguinte forma: 9 relacionadas à implantação de novos equipamentos de controles ambientais e o repotenciamento de sistemas já existentes, 8 novas iniciativas voltadas à gestão ambiental e 14 ações de modernização operacional.
Ao final, o BioCMPC irá gerar um relevante ganho de performance para a unidade de Guaíba, por meio do aumento de aproximadamente 18% da capacidade produtiva, quando comparado aos nossos resultados dos últimos doze meses. Isso será possível em função da instalação de novos e modernos equipamentos, tais como as linhas adicionais de picador e peneiramento de cavacos, a realização de melhorias no digestor, no sistema de branqueamento, na secagem de celulose e na caustificação. A sustentabilidade está completamente alinhada as ações de modernização, e resultam na melhora de grande parte dos resultados dos indicadores de meio ambiente.
A soma dessas medidas elevam a planta da CMPC em Guaíba para a condição de uma das mais sustentáveis do Brasil, quando considerados os parâmetros; gestão de resíduos, tratamento de efluentes, emissões atmosféricas, sistemas de tratamento de gases e gestão ambiental. As obras estão previstas para iniciarem ainda em 2021, após a obtenção de todas as permissões necessárias, e a conclusão deve ocorrer em dezembro de 2023.
Com investimento de aproximadamente R$ 2,75 bilhões, a previsão é que sejam criados cerca de 7,5 mil novos postos de trabalho durante a execução das obras, e que cerca de 50% dos fornecedores sejam empresas locais, tornando o projeto não só o maior investimento em ESG do estado, mas também proporcionando uma grande geração de valor compartilhado com as cadeias produtivas nacionais. Esse é o segundo maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul (RS) – ficando atrás somente da criação de Guaíba 2, linha de produção de celulose da CMPC que teve sua implantação concluída no ano de 2015.
O BioCMPC foi cuidadosamente elaborado tendo como base o propósito da companhia: criar, conviver e conservar. O anúncio do investimento vai na contramão do cenário de retração econômica provocada pela pandemia da Covid-19, contribuindo diretamente para a retomada dos negócios no país. Os recursos destinados ao projeto serão injetados no mercado durante o período de sua implantação, que se estende por mais de 2 anos. Do total dos postos de trabalho a serem criados durante as obras, serão aproximadamente 3,7 mil empregos diretos e indiretos e 3,8 mil empregos induzidos na cadeia econômica do RS e país. A gestão pública também ganha um importante incremento de aproximadamente R$ 350 milhões em tributos municipais, estaduais e federais.
“O BioCMPC é uma proposta que demonstra práticas robustas de ESG (sigla para Environmental, Social and Governance). Estamos ampliando ainda mais nossa performance, reduzindo a possibilidade de ocorrência de eventos que geram incômodos a comunidade e adotando as melhores estratégias de governança socioambiental. Com a iniciativa, teremos um avanço significativo da performance, tendo como base a melhoria no monitoramento e controle de pontos sensíveis da operação industrial. Com esses cuidados, vamos nos tornar uma das unidades produtoras de celulose mais sustentáveis do país em vários parâmetros, e ainda qualificar nosso desempenho operacional, a ponto de aumentar a capacidade produtiva em 18%”, explica o CEO das Empresas CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.
Durante as obras
No BioCMPC, as obras de implantação também serão sustentáveis. Além da utilização de mão de obra e fornecedores locais, evitando a migração de pessoas de fora, não haverá canteiro de obras na área de empresa, ou seja, a estrutura será instalada em local distante da unidade industrial para não gerar transtornos as comunidades vizinhas. Outro fator importante é que a mobilidade urbana da região não será afetada. Todo acesso de pessoas, máquinas e equipamentos será feito pelo acesso privado da empresa junto à BR-116, não gerando, portanto, nenhuma interferência no trânsito local. Os horários de obra também serão diferenciados, com atividades ocorrendo de segunda à sexta, das 8h às 18h. Não haverá obras no período noturno, nos finais de semana e nos feriados. Além disso, todos os resíduos gerados na construção serão reaproveitados e transformados em novos produtos. Medidas de controle serão implementadas para que não haja alterações ambientais na vizinhança.
“Antes a sociedade esperava que as empresas trabalhassem para reduzir seus impactos. Hoje em dia isso é apenas o ponto de partida. No século XXI a sociedade espera que as empresas não gerem problemas e ainda ajudem a sociedade a superarem seus próprios desafios. E é isso que estamos fazendo. Basta considerarmos que a pandemia agravou os índices de desempego, e o BioCMPC vai ajudar fortemente na criação de novas oportunidades de trabalho. Outro desafio de toda a sociedade está relacionado aos gases de efeito estufa. Nesse caso, além das nossas florestas que já sequestram milhares de toneladas de carbono, eliminaremos uma fonte de energia não renovável e vamos instalar uma nova caldeira de recuperação para produção de energia 100% limpa. Ações como essas são posturas esperadas das empresas do século XXI, e estamos liderando este processo no setor de celulose no país. Queremos realizar obras sustentáveis”, pontua o Diretor Geral da CMPC no Brasil, Mauricio Harger.
Referência Nacional
As 31 medidas que compõem o BioCMPC trarão grandes contribuições em produtividade e sustentabilidade não somente para a unidade de Guaíba, mas para o setor de celulose, uma vez que a planta se tornará referência em diversos temas relacionados a meio ambiente.
Uma das ações é a revisão e repotencialização do sistema de coleta de gases, tornando-o ainda mais eficaz. Com isso, a planta da CMPC no Brasil terá o melhor sistema de tratamento de gases dp setor no país e um dos melhores do mundo. Outra medida que contribuirá com os indicadores de meio ambiente é o desligamento da caldeira de força à carvão, que também posicionará a unidade nos menores níveis de emissões atmosféricas das indústrias do setor no Brasil.
A planta de Guaíba já é referência mundial em economia circular, reciclando 100% dos resíduos sólidos oriundos do processo industrial. Com as medidas do BioCMPC, a empresa continuará sendo uma empresa zero resíduos, mas diminuirá consideravelmente o volume de material gerado (composto químico originado na caldeira de recuperação) e eliminará 100% os resíduos de cinzas.
De forma pioneira no Brasil, a CMPC vai lançar o Centro de Controle Ambiental, um espaço voltado a acompanhar de forma online a performance ambiental da empresa. Será um local com tecnologia de ponta para gestão dos indicadores e performance ambiental de nossa operação.
Sobre a CMPC
A CMPC tem sua unidade industrial localizada em Guaíba, no Rio Grande do Sul, faz parte do grupo chileno CMPC e produz, por ano, cerca de 1,9 milhão de toneladas de celulose – matéria-prima biodegradável utilizada na fabricação de produtos de higiene pessoal (tissue), de embalagens e de vários outros itens presentes no cotidiano das pessoas. Maior indústria do estado, conforme o índice VPG (Valor Ponderado de Grandeza), a companhia é responsável pela criação de 45 mil empregos diretos, indiretos e induzidos na economia gaúcha, com 6,6 mil profissionais atuando em suas operações industriais, florestais e portuárias. Presente no Brasil desde 2009, a empresa é uma representante da bioeconomia e tem suas operações baseadas no conceito da economia circular, transformando 100% resíduos sólidos do processo industrial em 15 novos produtos, desde matéria-prima para produção de cimento e painéis de madeira até corretivo de pH do solo e fertilizantes orgânicos. O grupo CMPC completou 100 anos de atuação no mundo em 2020 e conta atualmente com mais de 17 mil colaboradores em 46 unidades industriais de oito países da América Latina.
Porto de Santos/SP (27/05/2021) – Foto: Ricardo Botelho/MInfra
O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a perspectiva de crescimento do Brasil neste ano, citando a melhora nos termos das trocas comerciais do país, mas ao mesmo tempo reduziu a alta estimada para 2022.
O relatório Perspectiva Econômica Global do FMI, divulgado nesta terça-feira (27), mostrou que o fundo estima um crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro de 5,3% em 2021, 1,6 ponto percentual a mais do que era previsto em abril. Entretanto, para 2022 a projeção de crescimento foi reduzida em 0,7 ponto, para 1,9%.
A melhora do cenário do país para este ano ajudou a elevar a perspectiva de crescimento econômico da América Latina e Caribe para 5,8% em 2021, 1,2 ponto a mais do que em abril. A previsão para a região no ano que vem, por sua vez, melhorou em apenas 0,1 ponto, e ficou em 3,2%. “A melhora da projeção para a América Latina e Caribe resulta principalmente de revisões para cima no Brasil e México, refletindo resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre”, disse o FMI no relatório.
Além disso, o Fundo citou repercussões positivas para o México da melhora do cenário para os Estados Unidos e termos comerciais em alta expressiva no Brasil, que tem sido favorecido pela alta dos preços das commodities.
Já a perspectiva para o grupo de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, passou para 6,3% em 2021 e 5,2% em 2022, ante 6,7% e 5,%, respectivamente, previsto em abril.
A projeção do FMI para a expansão do PIB brasileiro este ano ficou em linha com a do Ministério da Economia feita em meados deste mês. Mas para 2022 a expectativa do ministério é melhor, para 2,51%.
Já a estimativa de crescimento do PIB na pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central junto a uma centena de analistas de mercado está em 5,29% para 2021 e 2,1% para 2022.
O FMI chamou a atenção para a possibilidade de piora da pandemia e de condições financeiras externas mais apertadas, o que seria um revés grave para a recuperação dos mercados emergentes e em desenvolvimento, levando o crescimento global para abaixo do cenário básico previsto no relatório.
O relatório destacou ainda a inflação elevada esperada para esse grupo de países, relacionada em parte à alta de preços dos alimentos.
“A comunicação clara de bancos centrais sobre o cenário para a política monetária será importante para moldar as expectativas de inflação e proteger contra aperto prematuro das condições financeiras”, disse o FMI.
“Existe, entretanto, o risco de que as pressões transitórias possam se tornar mais persistentes e que os bancos centrais possam precisar adotar ações preventivas”, completou.
O prazo do licenciamento 2021 de veículos com placas de final 9 e 0 termina no sábado (31/7). A regularidade do exercício corrente passa a ser exigida para a circulação desses veículos a partir de 1º de agosto. O proprietário deve quitar, além do IPVA, a taxa do serviço anual e multas vencidas, se houver. O valor do seguro obrigatório (DPVAT) foi zerado esse ano.
A taxa do DetranRS esteve em discussão desde o ano passado na Assembleia Legislativa para redefinição do valor (excluídos os custos de impressão e envio por correios, hoje inexistentes), por isso alguns proprietários de veículos não fizeram o pagamento. No início de abril o projeto de lei foi aprovado, e a sanção ocorreu no dia 12, definido o valor único de R$ 66,70 para todos os veículos.
Caso o proprietário pagou o IPVA e ainda não tem o Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV) atualizado, deve verificar se quitou todos os itens que compõem o licenciamento ou ainda se há processo pendente. É possível consultar a situação do veículo no site detran.rs.gov.br, em “Consulta de veículo”.
Embora o prazo para o pagamento do IPVA de todos os veículos vença até o final de abril, a validade do licenciamento varia conforme o número final da placa, encerrando neste mês o calendário de todos os veículos registrados no Rio Grande do Sul. Para as de final 1, 2 e 3, o CRLV de 2020 venceu em 30 de abril; placas de final 4, 5 e 5, em 31 de maio; e as placas de final 7 e 8, em 30 de junho.
Para mais informações e dúvidas, o proprietário pode entrar em contato pelo site detran.rs.gov.br.
Como licenciar o veículo?
A quitação dos débitos do veículo é feita diretamente por meio de um dos bancos conveniados: Banco do Brasil (só para clientes BB), Banrisul (incluindo sua rede de correspondentes bancários), Bradesco, Santander, Sicredi ou nas Lotéricas da Caixa. Clientes desses bancos podem utilizar os canais de atendimento facilitado disponíveis, tais como aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, WhatsApp (Banco do Brasil) etc. Basta informar a placa e o código Renavam.
Depois de tudo pago, como ter acesso ao certificado de licenciamento?
Por determinação federal, o documento impresso em papel-moeda foi extinto em todo o país. Agora o Certificado de Registro e Licenciamento é expedido digitalmente (CRLV-e) e o proprietário do veículo pode escolher se prefere utilizar a sua versão via aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou impressa em papel comum. A impressão pode ser feita a partir do Portal do Denatran. O passo a passo de ambos os casos está disponível no site do DetranRS.
Quem não obtiver acesso ao documento por meio das plataformas digitais ainda tem a opção de realizar o serviço de impressão presencialmente em qualquer Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) ou despachante do Rio Grande do Sul.
Quem perder o prazo do licenciamento, pode circular?
Não. O CTB determina que, para a regular circulação, o veículo deverá estar com o licenciamento em dia. Quem conduz veículo com licenciamento vencido está cometendo infração gravíssima, passível de multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH do proprietário, além de remoção do veículo a depósito (quando não for possível a quitação dos débitos na blitz) até a regularização.
Desde novembro de 2020, o programa Veículo Legal traz a possibilidade de pagamento de débitos de licenciamento do veículo por débito ou crédito em blitz de fiscalização. A medida, prevista em nova lei estadual, não evita a multa por um eventual licenciamento atrasado, mas se a opção de pagamento estiver disponível e essa for a única irregularidade, o veículo não será guinchado, poupando o proprietário do pagamento de remoção, diárias em depósito e do transtorno de ter seu carro apreendido.