Autor: Canoas Mais

  • Martha Becker lança “Crise não marca hora”, com estratégias para fortalecer imagem e gerenciar reputação

    Martha Becker lança “Crise não marca hora”, com estratégias para fortalecer imagem e gerenciar reputação

    A jornalista e empresária Martha Becker, especialista em comunicação corporativa, lança o livro “Crise não marca hora: como construir e gerenciar imagem e reputação”, pelo selo Legados, da editora Vitrola. A publicação é um guia para o desenvolvimento profissional e pessoal e traz estratégias práticas para fortalecer a reputação e superar os adversos momentos de crise.

    Com mais de 25 anos à frente da Martha Becker Comunicação Corporativa e com ampla experiência na prevenção e no gerenciamento de crises de imagem, a autora revela como construir uma presença sólida e admirada, blindando o que há de mais importante para empresas e pessoas físicas: a sua reputação.

    “São cuidados que as grandes corporações, médias e pequenas empresas, profissionais autônomos e toda pessoa física precisam ter com sua reputação, o seu principal valor. Com atento cuidado preventivo e planejamento para resposta ágil, se necessário. É o que o mercado, o cliente e todas as suas relações saberão ao seu respeito”, detalha Martha.

    O livro aborda, de forma prática e democrática, temas como gestão de reputação, prevenção e gerenciamento de crises empresariais, apresentando exemplos reais que ilustram como atitudes estratégicas e valores consistentes podem impulsionar trajetórias profissionais. “O livro de Martha Becker nos lembra que a crise não escolhe hora nem lugar, mas que a coragem de liderar, inovar e empreender pode transformar desafios em oportunidades. É um legado de sabedoria que a Vitrola se orgulha de compartilhar”, declara Ramir Severiano, CEO e fundador da Vitrola.

    Além disso, a obra reúne conhecimento técnico e cases reais do universo corporativo, detalhando o que fazer durante e após uma crise. O conteúdo destaca, também, formas para relacionar-se estrategicamente com stakeholders. “Manter a imagem protegida é tarefa que não pode ser deixada de lado, relegada a um segundo plano. É fator estratégico no desenvolvimento de carreiras e de corporações”, enfatiza Martha.

    Redes sociais ampliam riscos e exigem resposta rápida

    A autora destaca que os cuidados com a reputação, sempre tão relevantes, tornam-se, nos dias atuais, ainda mais imprescindíveis pela transformação digital pela qual a comunicação passa. “Como no caso recente em que Porto Alegre teve um boom de crises na imagem de estabelecimentos no setor de alimentação, que rapidamente tomaram grandes proporções. Tudo está mais ágil e viral. É preciso estar preparado para enfrentar a crise de forma rápida e consistente para que uma imagem construída ao longo de anos não seja destruída em minutos”, complementa.

    Prevenir é tão importante quanto gerenciar uma crise, segundo a especialista em reputação, assim como agir rápido e de maneira certeira após elas acontecerem. É preciso, ainda, considerar o cenário de massificação do uso de redes sociais, com as marcas se tornando mais vulneráveis pelo contato direto. “A instantaneidade da interação entre público e marca tornou as empresas muito mais sujeitas a crises”, afirma.

    “Crise não marca hora” é um projeto realizado em parceria com a jornalista  Jane de Castro, responsável pela organização do livro, e representa a realização de um sonho antigo da empresária. “Tem sido uma experiência maravilhosa e desafiadora escrever meu primeiro livro. A Jane e a editora Vitrola têm sido parceiras sensacionais nesse processo”, finaliza Martha Becker.

  • Ministério da Saúde é o mais novo integrante da Comunidade AGHUse

    Ministério da Saúde é o mais novo integrante da Comunidade AGHUse

    A ferramenta desenvolvida pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) para gestão assistencial, administrativa e do prontuário eletrônico dos pacientes vai ser adotada pelo Ministério da Saúde (MS). A formalização da adesão do ministério ao AGHUse aconteceu nesta segunda-feira, 21, com a publicação do Ato de Admissão emitido pelo HCPA, após a assinatura do Termo de Compromisso pelo Ministro Alexandre Padilha. A implantação deve começar pelo Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, que pertence ao MS.

    O AGHUse é um software de código aberto para a gestão em saúde, desenvolvido pelo HCPA desde a década de 1980. A comunidade participante conta hoje com mais de cem unidades de saúde de todo o país, que se comprometem a apresentar constantes melhorias e novas funcionalidades. Os hospitais das Forças Armadas e a Unicamp estão entre as instituições que já adotam o AGHUse – recentemente, ele também foi adotado pelas Secretarias Estaduais de Saúde do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Outras instituições têm procurado o Clínicas para conhecer os benefícios da ferramenta.

    Para o Clínicas, o ingresso do Ministério da Saúde reconhece e valoriza o trabalho realizado pelo HCPA e pelos demais integrantes. “A adesão ratifica a qualidade do AGHUse. Além disso, aumenta as possibilidades de cooperação para novos desenvolvimentos do software e de integração com o SUS em todo o país”, comemora o diretor-presidente do HCPA, Brasil Silva Neto. 

  • Unidades de Saúde serão abertas aos sábados para pacientes com doenças respiratórias

    Unidades de Saúde serão abertas aos sábados para pacientes com doenças respiratórias

    A Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com a Fundação Municipal de Saúde de Canoas, vai reforçar o atendimento da população aos finais de semana com a abertura de unidades de saúde aos sábados. A medida é mais uma das ações realizadas pelo Município dentro do programa Inverno Gaúcho com Saúde e o objetivo, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, é absorver parte da demanda das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais do Município, qualificando o acolhimento e reduzindo filas, disponibilizando atendimento com foco em pacientes com sintomas de doenças respiratórias e oferta de vacinação.

    Para implementar a medida, a cidade foi dividida pela secretaria em quatro áreas. A cada sábado, quatro unidades, uma em cada área da cidade, permanecerão abertas das 9 às 16 horas, com atendimento médico e de enfermagem, incluindo vacinação, para pacientes com sintomas de doenças respiratórias. A vacinação será contra influenza, covid-19, dengue e HPV. Também serão realizados testes de covid-19 para pacientes com sintomas, conforme o protocolo em vigor. A Farmácia Básica e a Farmácia Solidária (localizadas na Rua Santos Ferreira, 1655, bairro Nossa Senhora das Graças) também ficarão abertas, das 10 às 16 horas, nestes sábados. “Vamos abrir uma unidade por área a cada sábado, a partir do dia 26 de agosto, para atender todos os canoenses que apresentarem sintomas de patologias respiratórias”, explica a secretária municipal adjunta da Atenção Primária e Especializada, Fernanda Varnier Seminoti.

    A abertura de unidades de saúde aos sábados é mais uma medida implementada pela administração municipal dentro do programa Inverno Gaúcho com Saúde, realizado em parceria com o governo do Estado. Na segunda-feira (21), outra destas ações foi colocada em prática, com a abertura da Clínica da Criança no Hospital Universitário. A clínica conta com 18 leitos pediátricos, com foco no atendimento de pacientes de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), e já está funcionando. A Secretaria Municipal da Saúde também ampliou o horário de funcionamento de duas unidades de saúde, a Caic e a Mathias Velho, para atuarem como retaguarda para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Guajuviras (Avenida Boqueirão, 2901, bairro Guajuviras) e Liberty Dick Conter (Rua Caçapava, 201, bairro Mathias Velho), respectivamente.

    Unidades abertas nos sábados

    26 de julho
    Fernandes (Rua Gomes Freire de Andrade, 1036, bairro Niterói)
    Caic (Avenida 17 de Abril, 241, bairro Guajuviras)
    Mathias Velho (Avenida Rio Grande do Sul, 1615, bairro Mathias Velho)
    Prata (Avenida Eng. Irineu de Carvalho Braga, 2556, bairro Fátima)

    2 de agosto
    Guajuviras (Avenida 17 de Abril, 1991, Guajuviras)
    Santa Isabel (Rua Frei Orlando, 141, Centro)
    Rio Branco (Rua José de Alencar, s/n.°, bairro Rio Branco)
    Harmonia (Rua Machado de Assis, 201, bairro Harmonia)

    9 de agosto
    São José (Rua João Pessoa s/n.°, bairro São José)
    Niterói (Rua Marechal Rondon, 132, bairro Niterói)
    Mato Grande Rua República, 460, bairro Mato Grande)
    União (Rua São Borja, 395, bairro Mathias Velho)

    16 de agosto
    Nova Nancy (Rua Barbosa Lima Sobrinho, 884, bairro Guajuviras)
    Estância Velha (Rua São Matheus s/n.°, bairro Estância Velha)
    Rio Branco (Rua José de Alencar, s/n.°, bairro Rio Branco)
    Mathias Velho (Avenida Rio Grande do Sul, 1615, bairro Mathias Velho)

  • Governo assina contratos do Programa Agrofamília – Jovens e garante cerca de R$ 500 mil para projetos rurais

    Governo assina contratos do Programa Agrofamília – Jovens e garante cerca de R$ 500 mil para projetos rurais

    O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), assinou, nesta terça-feira (15/7), no auditório da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), em Porto Alegre, os contratos da Etapa 1 do Programa Agrofamília – Jovens. A cerimônia, realizada em alusão ao Dia Estadual da Juventude Rural, marcou a formalização dessa etapa, que soma cerca de R$ 500 mil em projetos e agora avança para a fase de execução nas propriedades beneficiadas. 

    O governador Eduardo Leite destacou a importância de criar condições para que a juventude permaneça no campo. “Cada jovem deve ser livre para escolher o futuro que deseja onde quiser, mas nenhum deve ser forçado a escolher um futuro diferente porque o Estado não alcançou a ele a oportunidade de se desenvolver e prosperar junto da sua origem. Ao assinar o pacto pelo juventude rural, reafirmo esse compromisso do nosso governo e tenho o orgulho de assegurar que, embora ainda tenhamos muitos problemas e desafios, o horizonte construído pelo nosso governo é muito melhor do que a gente tinha há alguns anos atrás. Viva à juventude rural, e viva o nosso Rio Grande do Sul”, afirmou. 

    Os projetos agroprodutivos de jovens da agricultura familiar são uma iniciativa estadual voltada ao estímulo da permanência dos jovens no meio rural e ao fortalecimento da sucessão nas propriedades da agricultura familiar. O programa é destinado a jovens entre 15 e 29 anos, que podem acessar financiamento entre R$ 10 mil e R$ 25 mil para a implantação de projetos em diversas cadeias agropecuárias. Os recursos podem ser utilizados na aquisição de máquinas, equipamentos e insumos, com um bônus de adimplência de 80%, ou seja, quem pagar em dia terá quitado 80% do valor financiado. 

    Executado com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), o programa está estruturado em duas etapas. Na Etapa 1, foram selecionados 244 jovens de diferentes regiões do Estado, com um investimento total de R$ 6 milhões. 

    Esta é uma fotografia em perspectiva de um grande auditório lotado, onde um homem está discursando no primeiro plano.

No primeiro plano, à esquerda e de costas para o observador, um homem branco com barba, vestindo uma camisa branca de manga comprida e calça jeans escura, segura um microfone preto com a mão direita e gesticula com a esquerda. Ele parece estar falando para a plateia. À sua frente, em uma mesa de madeira, há alguns papéis e uma pilha de livros ou pastas verdes.

Atrás do orador e ocupando a maior parte da imagem, está uma vasta plateia composta por centenas de pessoas sentadas em cadeiras. A maioria das pessoas na plateia é jovem, e algumas estão com celulares erguidos, possivelmente gravando ou tirando fotos. Ao fundo da plateia, há uma cortina azul escura e, acima dela, um mural branco com algumas frases e logotipos. Uma das frases visíveis no mural diz "SOLIDARIEDADE AO POVO GAÚCHO".

O teto do auditório é branco e alto, com diversas luzes e um projetor visível. A iluminação geral é clara. No canto inferior esquerdo, parte de outro homem com cabelos grisalhos e óculos, vestindo um blazer escuro, é visível sentado, de perfil.
    Leite destacou a importância de criar condições para que a juventude permaneça no campo – Foto: Mauricio Tonetto/Secom

    Uma das jovens contempladas nesta etapa foi a pecuarista familiar Jaqueline Kaufmann, de 28 anos, do município de Roque Gonzales. Após o falecimento do pai, Jaqueline assumiu a propriedade da família e, atualmente, dedica-se à cria e recria de gado de corte. Com o apoio de R$ 25 mil do programa estadual, por meio do Feaper, ela está investindo na ampliação do rebanho. Jaqueline destaca a importância de incentivos que fortaleçam a sucessão familiar e viabilizem a permanência dos jovens no campo, especialmente diante das dificuldades de acesso a crédito com juros elevados. 

    A Etapa 2 do programa também já foi autorizada, com a previsão de beneficiar mais 273 jovens suplentes, totalizando R$ 6,5 milhões em investimentos adicionais. Com isso, o Agrofamília alcança um aporte total de R$ 12,5 milhões. O programa representa uma das maiores ações do Estado em apoio direto à juventude rural, por meio do fomento à produção, à inovação e à geração de renda no campo. 

    O secretário da SDR, Vilson Covatti, destacou que as assinaturas de contratos representam oportunidades reais para os jovens que escolheram permanecer no campo. “A vida é uma questão de oportunidade, e isso se revela quando a gente ama o que faz. Como filho de agricultor, hoje tenho a chance de, como secretário, ajudar a transformar a realidade de quem vive da agricultura. Sem renda, não há sucessão rural”, afirmou. 

    Esta é uma fotografia de grande angular de um auditório amplo e lotado, visto da parte de trás da plateia, olhando em direção ao palco.

No primeiro plano e no plano médio, centenas de pessoas estão de pé ou sentadas, a maioria delas jovens. Muitos estão de costas para o observador, alguns usando camisetas de cor cáqui/marrom com a frase "A sucessão rural passa por aqui!". As cabeças da plateia se estendem por todo o campo de visão.

No fundo da imagem, há um palco ou plataforma elevada onde um grupo de pessoas, incluindo autoridades e organizadores, está de pé. Alguns parecem estar discursando ou participando de uma cerimônia. Há telões de projeção nas laterais do palco e um grande logotipo verde no centro da parede do fundo, semelhante a uma árvore estilizada ou um símbolo de crescimento. Bandeiras (possivelmente do Brasil e do Rio Grande do Sul) também são visíveis.

O teto do auditório é feito de painéis quadrados e tem diversas luminárias fluorescentes retangulares que iluminam o espaço. O chão é liso e claro. A atmosfera geral parece ser de um evento movimentado e bem-participado.
    Encontro promoveu o diálogo entre juventude, governo e entidades parceiras sobre políticas públicas voltadas ao meio rural – Foto: Mauricio Tonetto/Secom

    O encontro contou com a presença de aproximadamente 500 jovens agricultores, lideranças sindicais, estudantes das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e Casas Familiares Rurais (CFRs). O objetivo foi promover o diálogo entre a juventude, o governo e entidades parceiras sobre políticas públicas voltadas ao meio rural. 

    Durante o evento, o governo do Estado apresentou duas importantes ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. Uma delas foi a formalização da adesão ao Pacto pela Juventude Rural, promovido pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e pela Fetag, cujo objetivo é desenvolver e acompanhar políticas públicas voltadas à juventude do campo, em alinhamento com diretrizes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na mesma ocasião, o governador anunciou a sanção da lei que isenta agricultores e pecuaristas familiares da exigência de outorga e de cobranças futuras pelo uso da água, medida que reduz custos e burocracia no meio rural. 

    Outras iniciativas em apoio à juventude rural 

    • Terra Forte 

    É o maior programa estadual de recuperação de solos, voltado à agricultura familiar. Com investimento inicial de R$ 300 milhões, promove práticas sustentáveis, assistência técnica e uso de tecnologias de baixa emissão de carbono. Executado pela Emater-RS, integra o Plano Rio Grande e pode beneficiar até 150 mil propriedades rurais. 

    • Bolsa Juventude Rural

    Destinado a estudantes de 15 a 29 anos do Ensino Médio, o programa concede bolsas de R$ 300 mensais por 10 meses. Em 2024, serão beneficiados 134 jovens de 47 escolas em 44 municípios, com investimento de R$ 402 mil. 

    • Parcerias com EFAs

    As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) aliam formação teórica e prática por meio da Pedagogia da Alternância, fortalecendo o vínculo dos jovens com o meio rural. Projetos em execução beneficiam 180 jovens dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) da Serra e do Vale do Rio Pardo, com investimento de cerca de R$ 500 mil. 

    • Young Farmers

    Promove o intercâmbio de jovens rurais com foco em inovação, gestão e sucessão no campo. Incentiva o empreendedorismo e a qualificação técnica para fortalecer a permanência dos jovens no meio rural.

  • Ministério da Saúde visita Hospital de Clínicas, líder em atendimentos de alta complexidade via SUS no RS

    Ministério da Saúde visita Hospital de Clínicas, líder em atendimentos de alta complexidade via SUS no RS

    O Hospital de Clínicas de Porto Alegre recebeu, nesta terça-feira (24), representantes do Ministério da Saúde para o fortalecimento das relações institucionais. Participaram da visita a superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul,  Maria Celeste Silva, e o coordenador de Transferência de Recursos, Luís Carlos Ferreira. A comitiva conheceu áreas assistenciais e projetos do hospital, reconhecido como referência nacional em alta complexidade. O Clínicas é líder no Rio Grande do Sul nesse tipo de atendimento, respondendo por cerca de 10% do total realizado no estado. No âmbito do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec), o Clínicas é responsável por aproximadamente 15% dos atendimentos.
    Durante a visita, a diretora administrativa,  Ana Paula Coutinho, apresentou a estrutura do hospital e reforçou o alinhamento das ações do HCPA com as políticas públicas do Ministério da Saúde, destacando o compromisso com a qualidade, a segurança e a inovação no cuidado aos pacientes. 

    O diretor-presidente do HCPA, professor Brasil Neto, ressaltou a importância da parceria com o Ministério e destacou planos de expansão da assistência. “Temos projetos importantes em andamento, como a estruturação do nosso Centro Integrado de Oncologia (Cionco), que vai ampliar a oferta de tratamentos oncológicos de alta complexidade. Também estamos atentos à necessidade de reforçar a capacidade de atendimento na rede pediátrica e apresentamos nosso projeto de expansão da Hemodialise”, afirmou. 
    Brasil Neto também lembrou que o HCPA mantém, há mais de três décadas, atendimentos de procedimentos eletivos em três turnos para o SUS na instituição, como forma de garantir acesso e agilidade na assistência hospitalar.
    Foto: Clóvis Prates/HCPA

  • Trabalhadores da Fundação Municipal de Saúde de Canoas voltam a protestar contra possível extinção

    Trabalhadores da Fundação Municipal de Saúde de Canoas voltam a protestar contra possível extinção

    CORREIO DO POVO

    Profissionais que atuam na Fundação Municipal de Saúde de Canoas (FMSC) voltaram às ruas no final da tarde de terça-feira para protestar novamente contra a extinção da entidade. Tal possibilidade teria sido ventilada internamente, pelos corredores dos prédios da administração pública e provocou uma sensação de alerta e ao mesmo tempo de angústia nos trabalhadores.

    A manifestação aconteceu em frente à prefeitura e à Câmara Vereadores onde, mais tarde ocorreu um grande expediente, para explanar sobre o assunto. A restrição do número de pessoas dentro do plenário causou ainda mais alvoroço e os trabalhadores que permaneceram do lado de fora chegaram a trancar a BR 116 por alguns minutos causando transtornos no trânsito. A Fundação é responsável pela atenção básica de saúde no município.

    De acordo com uma das integrantes da Comissão de Crise da Fundação, que pediu para não ter a identidade revelada, há cerca de 10 dias os trabalhadores foram surpreendidos com a notícia de que um estudo de viabilidade econômica será executado entre os meses de junho e julho para então determinar o que exatamente será feito com a Fundação.

    “Somos 914 profissionais e as pessoas estão com medo perder seus empregos. A maioria de nós é concursada, mas existem os profissionais de contrato simplificado. Fomos informados que os concursados seriam absorvidos pela prefeitura, o restante não. No entanto, não há garantias.”

    Para a servidora, a Fundação de Saúde é o único serviço que realmente funciona no município. “Somos responsáveis pelas Unidades Básicas de Saúde, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro de Especialidades, Centro de Saúde da Mulher, pelas farmácias do município, pela Upa do Idoso e o Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Certea). São serviços que não tem reclamação da população.”

    O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, defende a continuidade da Fundação e também alerta sobre os riscos de uma possível transição para vínculos mais frágeis. “Ao defender a Fundação, não se trata de um debate corporativista, mas sim de um posicionamento em defesa da saúde pública.”

    Neste sentido, o Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Sul (SOERGS), em nota, informou que acompanha com grande preocupação os graves acontecimentos que envolvem a questão da saúde em Canoas e manifestou que a possível extinção da Fundação Municipal de Saúde de Canoas acende um alerta. Tal manobra pode provocar impactos diretos no atendimento, precarização das relações de trabalho e no risco de uma nova crise.

    Mais de 60 cirurgiões-dentistas atuam hoje vinculados à Fundação. O Sindicato reiterou seu posicionamento firme em defesa da manutenção dos empregos, da valorização dos profissionais da saúde e da continuidade dos serviços prestados à população canoense. E pontuou que, em meio a um cenário de alta demanda, crise sanitária e vulnerabilidade social, é inadmissível que estruturas públicas essenciais sejam desmanteladas.

    ESTUDOS DE REESTRUTURAÇÃO DA ENTIDADE

    O vice-prefeito de Canoas, Rodrigo Busato, se manifestou pelas redes sociais e garantiu que a Fundação Municipal de Saúde de Canoas não será extinta. Segundo ele, o que existem são estudos de reestruturação que ainda são embrionários. Além disso, ele informou ainda ontem foi assinado o termo aditivo do contrato da Fundação de Saúde com a prefeitura por mais dois meses.

    “Ou seja, até 6 de agosto. Essa prorrogação com este tempo de vigência foi feita porque é o prazo máximo que temos em lei dentro dos 72 meses autorizados para prorrogação excepcional. O próximo passo é a confecção do novo plano operativo e do novo contrato que já está acontecendo e que estará pronto dentro do prazo necessário.”

    Segundo Busato serão feitos todos os alinhamentos possíveis e necessários para que seja garantido um atendimento digno na saúde primária da cidade. Uma comissão com representantes da área da saúde para discutir o futuro da entidade deverá ser formada e a portaria será publicada na segunda-feira.

    CORREIO DO POVO

  • Famílias em moradias temporárias recebem cestas básicas e atendimento do CRAS Móvel

    Famílias em moradias temporárias recebem cestas básicas e atendimento do CRAS Móvel

    Famílias relocadas para moradias temporárias após a enchente de maio receberam, nesta quinta-feira (22), atendimento do CRAS Móvel na Rua Dona Castorina Lima da Silveira, no bairro Estância Velha. A iniciativa contemplou a entrega de cestas básicas e a atualização do Cadastro Único (CadÚnico), essencial para o acesso a programas e benefícios sociais.

    A ação teve como objetivo garantir segurança alimentar e ampliar o acesso aos serviços da assistência social, assegurando direitos e oferecendo suporte neste período de reconstrução. O atendimento itinerante facilita o acesso da população que enfrenta dificuldades de deslocamento, fortalecendo a presença do poder público junto às comunidades mais afetadas.

    “Estamos aqui nos módulos temporários, onde foram transferidas as famílias do Centro Humanitário de Acolhimento, dando continuidade às ações com o CRAS Móvel. Vamos seguir acompanhando e ofertando os serviços da gestão pública enquanto for necessário”, afirmou o secretário de Assistência Social, Márcio Freitas.

    Outras ações de apoio e acompanhamento seguirão sendo realizadas nos próximos dias, como parte do plano emergencial voltado às famílias atingidas pelas cheias.

  • Canoas conta com moderno sistema de monitoramento da cidade e cercamento eletrônico do Centro

    Canoas conta com moderno sistema de monitoramento da cidade e cercamento eletrônico do Centro

    Um moderno e atualizado sistema de videomonitoramento urbano e projeto-piloto de cercamento eletrônico estão à disposição da Segurança Pública do Município de Canoas. A partir do aperfeiçoamento, ampliação e implementação do conjunto de câmeras no Centro, todas estrategicamente posicionadas, a Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP) consegue acompanhar diretamente do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em tempo real, o acompanhamento de movimentações nas vias públicas. O uso racional da tecnologia inteligente contribui significativamente para a prevenção e rápida resposta a situações de risco, assim como ajuda na identificação de placas veiculares e até mesmo na identificação de pedestres. Destaque para o mecanismo de reconhecimento facial que promete ajudar nas ações de patrulhamento e no acompanhamento de pessoas suspeitas.

    O secretário da Segurança Pública de Canoas, Major Alberto Rocha, explica que o sistema atual utiliza Inteligência Artificial para ajudar na identificação de pessoas e veículos. “Se um motorista, por exemplo, parar aqui no semáforo, abrir a porta e sair correndo, o que isso significa? No mínimo, é um assalto. A própria câmera faz essa leitura e avisa o operador da tela que alguma coisa está acontecendo. Um cidadão vem caminhando no Centro e daqui a pouco levanta as duas mãos, o que é isso? Assalto. Novamente, o equipamento detecta esse movimento estranho e avisa”, explica o secretário.

    O prefeito de Canoas, Airton Souza, acrescenta que o sistema de videomonitoramento inibe uma série de delitos na cidade. “Na região do Centro tinha muito aquelas chamadas saidinhas de banco e até mesmo algumas pessoas em condição de rua que ficavam perturbando os pedestres. E o uso dessa ferramenta vai ajudar a inibir muito a ação da delinquência para as pessoas terem realmente segurança na nossa cidade”, afirma.

    O moderno conjunto de equipamentos é um importante aliado para uma rápida resposta das forças de segurança, desde o planejamento de ações estratégicas da Segurança Pública, intervenções por parte da Brigada Militar (BM), patrulhamentos da Guarda Municipal e apoio para investigações da Polícia Civil. Atualmente, o sistema conta com 179 câmeras em perfeitas condições de operação e o objetivo é alcançar a marca de 266. “Canoas será o primeiro município do Brasil a utilizar o sistema Alerta Brasil, banco de dados em nível nacional para ajudar na pesquisa de informações de pessoas e placas de veículos não apenas do Rio Grande do Sul, mas sim de todo território nacional”, acrescenta Major Alberto.

  • Safra gaúcha de grãos está estimada em 33,9 milhões de toneladas, aponta novo levantamento da Conab

    Safra gaúcha de grãos está estimada em 33,9 milhões de toneladas, aponta novo levantamento da Conab

    O sétimo levantamento da safra 2024/2025, divulgado na manhã desta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o Rio Grande do Sul deve produzir 33,9 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 8% em relação ao ciclo anterior. Apesar da baixa, o estado gaúcho se mantém na quarta posição entre os maiores produtores de grãos, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Para a área, estão projetadas 10,45 milhões de hectares, com um crescimento de 0,3%.

    A redução na safra gaúcha de grãos é explicada, principalmente, pela queda de 25,7% na produção de soja, em comparação com a safra passada. A previsão é que o estado produza 14,6 milhões de toneladas. A área plantada está estimada em 6,84 milhões de hectares, um aumento de 1,1%. “O Rio Grande do Sul está passando por uma situação dramática na questão climática. A safra de soja foi prejudicada pela escassez de chuva e os calores extremos, o que comprometeu a produtividade da cultura”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.

    Embora as precipitações tenham aumentado em volume e frequência a partir de fevereiro, não foram suficientes para reverter a situação de estresse hídrico nas lavouras. Além disso, as ondas de calor também prejudicaram o desenvolvimento das plantas. Atualmente, 35% da área cultivada já foi colhida, com qualidade variável nos grãos.

    Situação de outras culturas no RS

    Arroz – A previsão de colheita de arroz é de 8,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,9% em relação à safra passada. A área plantada está estimada em 951,9 mil hectares, uma elevação de 5,7%. A produtividade das lavouras colhidas até o momento é considerada boa, principalmente nas áreas semeadas no período ideal, que se beneficiaram de condições meteorológicas favoráveis. Porém, as ondas de calor durante o enchimento dos grãos aumentaram o percentual de grãos avariados em algumas regiões. A operação de colheita avançou significativamente, alcançando 65% da área cultivada.

    Feijão – A produção de feijão deve somar 76,9 mil toneladas, cultivadas em uma área de 48,5 mil hectares. O crescimento na produção em relação ao ciclo passado é de 7,3%. O baixo volume de chuvas e as altas temperaturas no Planalto Superior, que é a principal região produtora do estado, causaram sintomas de estresse hídrico na cultura da 1ª safra. A retomada das chuvas é essencial para manter as expectativas de boas produtividades, já que as lavouras estão em fase de florescimento e enchimento de grãos. Nas demais regiões, a colheita já está praticamente concluída.

    Milho – A projeção de produção é de 5,51 milhões de toneladas, 13,7% a mais do que na safra passada. A área destinada ao cultivo é de 719,6 mil hectares, o que representa uma redução de 11,7%. A colheita, que já alcança 86% da área cultivada, está concentrada no Planalto Superior, onde a semeadura foi mais tardia e ainda restam áreas a serem colhidas, além das lavouras cultivadas na safrinha. A estiagem afetou as lavouras durante o desenvolvimento vegetativo, florescimento e enchimento de grãos, reduzindo a expectativa de produtividade. Apesar disso, as áreas colhidas até o momento apresentaram boas produtividades, especialmente nas lavouras semeadas no início da janela de semeadura, que se beneficiaram de um bom regime pluviométrico.

    Trigo – Considerada a principal cultura de inverno no estado, a produção de trigo deve totalizar 4,09 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% em relação à safra 2023/2024. A área dedicada ao cultivo está estimada em 1,29 milhão de hectares, com uma redução de 3,8%. Apesar da expectativa de diminuição da área cultivada, a produtividade deve apresentar melhora. A semeadura do cereal deverá iniciar apenas em maio nas regiões mais quentes do estado, como o Alto Uruguai, a Fronteira Oeste e a Missões.

    Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

  • Inteligência artificial pode ajudar a prever resistência bacteriana

    Inteligência artificial pode ajudar a prever resistência bacteriana

    Poucas áreas na tecnologia têm avançado tanto quanto a inteligência artificial — a IA vem se desenvolvendo em usos simples e até em situações complexas, como na medicina. Além da ajuda nos diagnósticos e análise de exames, a cada dia o recurso vem sendo treinado para ser mais útil aos profissionais de saúde, diminuindo o risco de falhas humanas.

    “Hoje, temos uma capacidade muito maior de evoluir e de trabalhar nesse ponto. A IA está transformando todo o mercado, especialmente o da saúde”, afirmou o engenheiro de computação Antônio Benchimol, da PUC-Rio, durante o X Congresso Internacional de Oncologia D’Or, realizado no Rio de Janeiro nos dias 4 e 5 de abril.

    Benchimol apontou três pilares nos quais a IA vem promovendo avanços na área médica: precisão diagnóstica, personalização de tratamentos e otimização de recursos. O uso da tecnologia para personalizar terapias, segundo ele, ainda tem muito a evoluir, mas já mostra impacto positivo no setor.

    Ele citou ferramentas de transcrição automática, robótica cirúrgica e monitoramento remoto de pacientes como exemplos práticos que já estão em uso. Também é destaque o impacto da IA na desospitalização e no cuidado de pessoas com doenças crônicas, áreas em que startups têm investido cada vez mais.

    Além dos sistemas especialistas e do aprendizado de máquina, Benchimol comentou como redes neurais profundas vêm impulsionando modelos mais sofisticados, capazes de gerar textos, imagens e interações por linguagem natural. “Hoje, todo mundo convive e utiliza IA direta ou indiretamente no seu dia a dia”, afirma.

    Prevendo resistência a antibióticos

    A inteligência artificial está sendo testada, inclusive, para prever a resistência de bactérias a antibióticos. A tecnologia pode otimizar diagnósticos, personalizar tratamentos e melhorar a gestão hospitalar, além de apontar desafios técnicos e éticos no uso desses sistemas.

    Daniel Araujo Ferraz, chefe de IA da Rede D’Or São Luiz, apresentou, no Congresso, o RESIST.IA, projeto em desenvolvimento para auxiliar médicos na escolha mais eficaz de antibióticos. A ferramenta analisa grandes volumes de dados hospitalares e gera respostas detalhadas sobre padrões de resistência bacteriana.

    “Perguntamos quais antibióticos não tiveram boa eficácia contra o Proteus mirabilis em 2023, por exemplo, e o sistema gerou uma lista precisa”, explicou Ferraz. Em outro teste, o modelo analisou dados de unidades de terapia intensiva em Recife, Aracaju e Salvador e produziu gráficos sobre a resistência da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

    Ferraz destacou que a IA não substitui a decisão médica, mas funciona como apoio para aumentar a precisão dos tratamentos. “A decisão ainda cabe ao médico. A IA oferece informações, mas não pode ser usada isoladamente”, afirmou.

    Um dos principais desafios é garantir que o sistema forneça respostas confiáveis. Para isso, especialistas da Rede D’Or validam os dados gerados e alimentam o modelo para aprimorar sua acurácia. A expectativa é que o RESIST.IA evolua para auxiliar na criação de diretrizes hospitalares.

    O projeto ainda está em fase inicial, mas já demonstra potencial para transformar a infectologia hospitalar. “A IA está mudando a maneira como lidamos com resistência bacteriana. O desafio agora é integrar essa tecnologia ao dia a dia dos médicos de forma eficiente e segura”, concluiu.

    Informações: https://www.metropoles.com/